quarta-feira, outubro 20, 2010

Momento primaveril... de uma desesperada (mas motivada) sem sábados!!!


Trecho de "Estão Voltando as Flores"

(Composição: Paulo Soledade)


Prédio Central - ESALQ - Piracicaba/SP (Créditos à Michelle nossa fotógrafa oficial)

Vê, estão voltando as flores!
Vê, nessa manhã tão linda!
Vê, como é bonita a vida!
Vê, há esperança ainda!

Vê, as nuvens vão passando!
Vê, um novo céu se abrindo!
Vê, o sol iluminando,
Por onde nós vamos indo!

Alteração de trecho por desvio autoral maligno

Vê, as decisões tomadas!
Vê, metida em roubadas!
Vê, folgas desperdiçadas!

Vê, o tempo tá passando!
Vê, mais um caminho abrindo!
Vê, o que cê tá inventando,

quarta-feira, outubro 13, 2010

Outro da Clarice...

Pensar é um ato.
Sentir é um fato!

... escolhas...

Tem um tempo que eu vi esse filme, menos que o tempo que protelei antes de ver...
É interessante porque retrata a experiência (durante uma viagem) de duas amigas com visões diferentes sobre tudo... relacionando com a forma como as escolhas (nossas ou delas) aleatórias ou planejadas nos impelem por uma ou outra rota com um ou outro desfecho...
Curioso que não pude deixar de traçar um paralelo entre o meu comportamento e o de ambas, já que uma é prática e realista - se tem que ser assim, que seja - e a outra é uma eterna insatisfeita - não sei bem o que eu quero, mas sei bem o que eu não quero...
E eu vou levando meio assim, "abraçando o que tem que ser", e esperando a satisfação fugaz que surge (e some) quando alcanço algo!

Dica e...

domingo, outubro 10, 2010

Às vezes dependemos das pessoas como se fossem um espelho,
para definirem e nos dizerem quem somos nós.
E cada reflexo me faz gostar um pouco mais de mim.
(Um beijo roubado)

domingo, outubro 03, 2010

Perhaps... (ouvindo!)

Perhaps, Perhaps, Perhaps

(Cake)
You won't admit you love me
And so
How am I ever
To know
You only tell me
Perhaps, perhaps, perhaps
A million times I ask you
And then
I ask you over
Again
You only answer
Perhaps, perhaps, perhaps
If you can't make your mind up
We'll never get started
And I don't wanna' wind up
Being parted, broken hearted
So if you really love me
Say yes
But if you don't, dear,
Confess
And please don't tell me
Perhaps, perhaps, perhaps
If you can't make your mind up
We'll never get started
And I don't wanna' wind up
Being parted, broken hearted
So if you really love me
Say yes
But if you don't, dear,
Confess
And please don't tell me
Perhaps, perhaps, perhaps
Perhaps, perhaps, perhaps
Perhaps, perhaps, perhaps

Tá chegando!!!

sábado, outubro 02, 2010

Um motivo extra para os olhos desfigurados... e a causa das fotos...

Porque além de estar viva, inteira e com saúde... eu passei e passei... bora lá comemorar!!!

Salvo os exageros dela (autora) e os nossos percalços!

"Eu gosto de viver.
Já me senti ferozmente,
desesperadamente,
agudamente feliz..
Algumas vezes me sinto muito,
desesperadamente,
loucamente miserável,
atormentada pela aflição,
dilacerada pelo sofrimento,
mas mesmo diante disso tudo
eu compreendo,
com absoluta certeza
que estar viva é uma coisa grandiosa,
que estar viva é sensacional."
[Agatha Christie]

Para baixar... clique na imagem!

Aos litros...

Conversando com colegas de trabalho sobre a temática "filmes e choros" (e quem fala é a boca aberta mór, que por alguma razão empática ilógica, chora mais com dramas fictícios alheios que com reais pessoais), houve menção a uma novela japonesa intitulada 1 litro de lágrimas e ao fato de ter feito todos (de sexos e idades diferentes) os que emprestaram os 3 DVDs com 11 episódios assistir insistentemente e chorar copiosamente (o que cada um afirmou ser ainda mais que 1 litro)...
Bem... tanto choro assim, pelo motivo que for, sempre dá uma lavada na alma... e, com choro ou sem, a minha curiosidade já tinha sido instigada.
O primeiro DVD tem 4 episódios, e assim que eu fiz o empréstimo (há duas semanas) assisti os três primeiros e apesar do drama evidente de uma jovem de 15 anos diagnosticada com uma doença incurável, não derramei nenhuma lágrima (pelo motivo menor de prestar mais atenção ao exagero na atuação do ator que está no papel de pai da menina - que nos fatos em si - e porque tenho dificuldade em prestar atenção devido à sonoridade da pronúncia deles)... enfim... parte do pessoal que indicou, afirmou que eu ainda "não tinha visto nada"... e após perder o sono na madrugada de ontem... fui do quarto ao décimo primeiro... e não consegui parar... nem de assistir (prevendo o desfecho que eu pretendia e falhou!) e nem de chorar...
Eu precisava tirar foto hoje pela manhã (já explico a causa) e nem parecia ser eu mesma, não lembro de já ter ficado tão desfigurada antes por excesso de choro (mas, assim que acabou, eu era a mesma... a "protagonista" e tantos outros, não!)... e as situações vistas me fizeram pensar em como nos apegamos a detalhes insignificantes e em como devemos ser gratos aos nossos amigos de fato!
Aya (a própria) afirma que somente ao lado de Asou (amigo) conseguia esquecer da doença e ele, ainda que tendo as mesmas imperfeições que tantos de nós, sempre esteve presente e fazendo o possível!


quinta-feira, setembro 30, 2010

(...)
Nós temos que arranjar outros meios
de seguir em frente sozinhos
e manter a cabeça erguida!
Eu sempre vivi assim,
mantendo uma distância confortável...
(algo assim vide vídeo postado)

segunda-feira, setembro 27, 2010

Salve-nos de todas as pessoas que pensam de forma literal...

Citando Lily, uma das presenças etereamente femininas do livro Quando as bruxas viajam... o culpado pela história (que mescla e alimenta várias histórias) é Terry Pratchett, e o culpado pelo livro ter ficado na minha cabeceira é um amigo (agora) distante...
O livro é aparentemente despretencioso... mas gosto de histórias que parecem ser totalmente fantasiosas, mas apresentam argumentações que permitem relações com o que ronda a sua vida e não apenas com o que está enredado nas páginas impressas...
Eu sou sempre a "má"... seja pelo apelido, visual, preferências, fama ou talvez porque seja mais fácil para uns culpar os outros... o livro fala que toda história tem uma (fada madrinha) boa e uma má... ainda que a distinção seja tênue e nem as próprias possam se auto afirmar como tal ou qual...
A questão é... que até onde eu sei... eu sou basicamente a boa... ser clara, direta, sincera e objetiva... são atitudes do bem... ainda que contrariem os instintos e desejos de alguns dos meus "afilhados"...
O livro é recheado de expressões certeiras e talvez num dia em que eu estiver menos acuada e/ou predisposta a enrolar... eu o retome por aqui... antes que ele viaje para os braços do dono.

Página 234: Digamos assim (argumento de Tia Ogg tentando ser razoável apesar de todas as evidências)... O que poderíamos encontrar aí embaixo que fosse pior do que podemos imaginar?

Página 253: Ele não tinha sido um governante bondoso. Mas tinha se adaptado. E quando foi arbitrário, arrogante ou simplesmente errado, nunca insinuou que isso se justificava por qualquer outra coisa que não o fato de que ele era maior e mais forte, e vez ou outra mais desonesto que as outras pessoas. Nunca sugeriu que era porque ele fosse melhor. E nunca disse às pessoas que elas deveriam ser felizes, nem impôs um tipo de felicidade a elas. As pessoas invisíveis sabiam que a felicidade não é o estado natural da humanidade e que nunca é alcançada de fora para dentro.

Página 256: Simplesmente fugir, isso era o mais importante. Do que era mais importante que para onde.

Página 258: Houve um movimento sutil de incerteza...

Página 261: Você teria feito o mesmo... / Não. Eu teria pensado o mesmo, mas não teria feito.

Página 263: Isso porque você é basicamente boa (vez da Magrete argumentar)... Os bons são inocentes e promovem a justiça. Os maus são culpados, motivo pelo qual inventam o perdão.

Acuada...

Sempre que penso nessa palavra lembro de piadinhas bestas... mas isso não tem nenhuma relação com o que eu vim fazer aqui... meu prazo de trabalho vence hoje... e como em todas as ocasiões acadêmicas em que me vejo na obrigação de revisar algo conforme ordem alheia... rola um mega bloqueio... estou ouvindo o mesmo CD em sequência (e adorando!), ainda que atribuindo ao barulho incessante o fato de não conseguir pensar... e na verdade... não tem nada (nada mesmo!) a ver com isso...

Enfrentamentos... nos acuam a todo momento...

quarta-feira, setembro 22, 2010

Palavras de conforto...

Sabe o tipo de situação em que uma presença (de fato!) silenciosa é bem mais simples e deveria trazer mais conforto do que qualquer argumento que você tente articular? Todos lidamos com situações assim e ainda incorremos no erro de achar que existem palavras que possam aplacar os tormentos alheios...
Já mencionei aqui o lido não sei mais onde: "...e o ar ficou pesado de palavras não ditas...", tem hora que parece mais fácil fugir que enfrentar certos diálogos e outras em que nem uma possível fuga possa permitir que o deveria ficar guardado seja esquecido...
Tem gente do meu convívio diário que diz que eu deveria ter um sensor, pois atuo de costas para a porta e por mais centrada que eu seja, lanço cobras e lagartos de forma quase instintiva... sempre que tem certas pessoas passando pelo batente... é o tipo de situação que nos torna metafóricos... falamos tudo o que queremos... mas de forma cifrada... eu não atingiria a maestria do Chico, mas acho que daria conta de me safar em épocas de censura!
Mas não atinjo nenhuma escala positiva ao tentar expressar o quanto sinto por alguns fatos e vivências (mais alheias do que minhas)... e vivo de calças curtas em situações em que o esperado socialmente é que eu diga "rezarei por você"... eu posso usar o que há de melhor em mim para tentar emanar o que for de mais positivo em prol de alguém que eu goste, mas se eu disser que rezarei, vou estar mentindo!
Trabalho com um ser querido e um desses com quem raramente estabalecemos relação cognitiva... eu vejo - ela vê... eu penso - ela idem... às vezes nos olhamos só para constatar se o insight foi o mesmo... e outras vezes rimos de piadas silenciosas... se fosse algo corriqueiro todo mundo iria saber o que queremos dizer sem emitir sons... e certamente todas as relações afetivo-comunicacionais e tudo o que é esperado de nós e não cumprimos, seria mais fácil!
Ninguém pecaria... nem por excesso e nem por falta!

Para quem entende o que é isso...

segunda-feira, setembro 20, 2010

Amo o filme... a música... e a atitude dela... e é pura questão de atitude... sempre!

Eu não me importo de ser velha...

O título faz parte de palavras mencionadas no filme "Anjos da Vida"... Já tinham recomendado esse filme que eu fui protelando pela composição Costner + Kutcher + Salvamentos = pura embromação... mas expeli um pouco de água, num filme que é todo aquático (Costner já se meteu em filmes piores com a temática aquática)... e como só consigo ativar as minhas glândulas lacrimais dessa forma, não foi um desperdício total... e ainda pesquei uma citação de uma tia (a tia não é nada clichê, por isso a citação, para mim, não foi) de lá para jogar por aqui:

 Eu não me importo de ser velha...

Se meus músculos doem, é porque os usei...
Se é difícil para mim subir as escadas agora, é porque as subi todas as noites para dormir com quem me amava...
Tenho umas rugas aqui e ali, mas já estive sob milhares de céus ensolarados...
Minha aparência é esta, bem, porque bebi e fumei, vivi e amei... dancei, cantei, suei e transei o quanto pude nesta vida maravilhosa... se quer saber...
Não é ruim envelhecer...
Envelhecer é um prêmio.

 Bonitinho, né? Mas não quero ser hipócrita... eu só fumei uns quatro dias na minha fase de experiência... não gosto de fumo, de gênero nenhum... simplesmente odeio céus ensolarados... aliás... odeio calor mais do que gente chata e olha que eu odeio verdadeiramente gente chata... tenho vergonha de dançar na frente dos outros, minhas terminações nervosas acionam travas...  acrescentaria alguns verbos e sei que o acréscimo e variação ainda farão com que minha aparência piore muito... até porque tenho menos senso de vaidade do que o padrão aceitável (tenho tentado disfarçar essa falha)... quando eu morava em sobrado, subia as escadas para contemplar o céu e era contemplada por um vizinho autenticamente punk de SP... não entendia o afeto dele na época... e quando passei a entender, um outro vício já tinha consumido quem ele costumava ser... mas fui amada por outros e ainda tenho tempo de me permitir ser por pelo menos mais um (preciso querer isso primeiro)... não tenho muitas rugas, mas meus fios brancos insistem em aparecer e tenho alguns atributos odiados e não mencionados pela maioria das mulheres... quando meus músculos doem é por conta do meu "Mal de Parkinson" não diagnosticado (guarde o nome do exame, é eletromiografia)... eu não seria tão sintética na narrativa prol vantagens do envelhecimento... mas acho que o roteirista tinha que dar espaço para os jovens que nos sucedem (o filme retrata isso - não importa o quão bom você seja - ninguém é insubstituível)...
De qualquer forma... eu não acho ruim envelhecer... não sei se prêmio é o melhor termo... mas é o que me permite alcançar a  porta de saída... minha meta sempre foi não passar (naturalmente) dos 60... mas se a data de corte for mesmo 48... que seja!

O genérico...

Quando uma pessoa se dirige ao cosmos... ela pensa que as palavras dela terão sentido para um possível alvo pensado... eu penso que... se não tem nome... não é para ninguém...
De palavras genéricas... vou pular para pessoas genéricas... eu sou uma pessoa genérica... eu pareço com todo mundo... dá para entender... nada contra... se eu parecesse a Joana do quarteirão de baixo... mas as pessoas tendem a mencionar em voz alta a relação entre a minha aparência e pessoas famosas que sentiriam um frescor estomacal "aziático" se me vissem... enfim...
Umas três pessoas incluíram nomes novos na lista de beldades que se ofenderiam com a minha presença... há alguns dias fui num novo salão cortar o cabelo... por obra do destino, não posso mais contar com a de sempre para manusear as minhas madeixas... 2/3 dos meus cabelos ficaram por lá... e elas escovaram os meus fios rebeldes após aplicar um tratamento com argila... sério... saí de lá me amando... mesmo sabendo que era um amor momentâneo (não ia passar de um dia - dito e feito!)... daí resolvi que aquele cabelo merecia ser visto, tocado, cheirado, o que fosse... e eis que o escolhido  mencionou que eu, meus olhos e meus cabelos... eramos todos Kate Walsh... eu adoro o estilo dela... tenho inveja por ela ser ruiva de verdade... e se eu perder uns 2/3 no comprimento e largura... posso até chegar perto... vai fotinho para você entender o disparate...

Palavras trocadas...

Um amigo distante acabou de me perguntar sobre relacionamentos (as pessoas sempre me perguntam sobre isso...rs) e vou registrar a resposta aqui... porque faz todo sentido...

A coisa, pra mim, não tem a mesma dimensão que pros outros... não somo os dias...

Sonhos...

Mencionei os ditos aleatoriamente no meu recente (nem tanto... caramba o tempo voa!) post ínfimo... e comentei sobre sensações perdidas a olhos fechados  e ressignificadas a olhos abertos...
Eu não sonho com o efêmero... sonho apenas com o que tem chance de perdurar por algum tempo... ainda que o tempo presencial seja curto... certas coisas e pessoas sonhadas acabam usufruindo de mais tempo do que é do meu feitio dispor... meus sonhos voltam... e voltam... e voltam... ampliando os próprios contornos...
Eu não sonho com você mesmo que já tenhamos presenciado momentos e mesmo que eu já tenha tentado resgatá-lo nas minhas memórias perdidas... é com ele que eu sonho... ele, que assim que cruzarmos olhares eu saberei quem é... ele que por um toque há de resgatar o que já sinto... ele que já surgiu sem rosto, mas que posso reconhecer apenas pela voz... ele cada vez mais próximo e presente... ele que num sonho entre pares se fez incendiar para que eu lembrasse que era único (o único)... ele que jamais se referiria a mim subjetivamente... porque mesmo sem me conhecer, já me entende o bastante para entender que a mesma objetividade com que me lanço é a que espero que me direcionem... ele que me acolhe em sonhos quando tudo o que me vem subconscientemente são trevas... e peço licença a ele, para narrar um desses vislumbres escuros...
Água... na crendice materna remete a morte... depende se é parada ou corrente... se você estiver submerso ou não... se só observa ou se molha...
Sempre que a paisagem sai do aspecto normal... ela sente um mal estar súbito... já estivera naquele lugar antes... detida diante de um portão enferrujado... espreitando o que se movia nas sombras... a cada sonho um passo adentro... dessa vez estava na casa... tudo era de madeira... e não havia nenhum objeto... só superfícies... de repente ela entende que estava enterrada... não tinha como sair nem para onde ir... mas não via água... sem água há vida... e a água começa a jorrar... tudo bem... desde que não a atinja... começa a jorrar de todas as direções... quando atinge um certo nível, ela tenta ver o próprio reflexo... quer perceber que idade tinha... nenhum reflexo... mas olha para o pulso... para um relógio que jamais usara... e cujos dígitos imprimem 17+31... a cada pergunta a mesma numeração fixa... então ela entende... tem que estar com ele antes de e/ou até os 48...
Falta pouco... muito pouco...

domingo, agosto 22, 2010

Em versão Glee!

Continue sonhando...

Sábado já era...
Madrugada de domingo... hora de interrupção definitiva do sono... 6:40...
Ansiedade pré-prova... despertar a cada hora...
Lamento de filhote canino ininterrupto...
Sonho sinistro repetido...
Sonhos repetidos são premonitórios na minha vida...
Ainda estou em livre interpretação desse..
Qualquer hora, valerá um post...
Só espero que ninguém me interne!

quarta-feira, agosto 18, 2010

Pelos dias em que nos sentimos assim...

Simplesmente porque combina (e eu amo quebra-cabeças)!

Tenho me escravizado e me libertado continuamente...

Desde a minha última aparição aqui... eu amei, desamei, briguei, me desapontei, desapontei, arrependi, ponderei, reconsiderei, voltei atrás, escancarei com tudo, vislumbrei a mentira, fui mais verdadeira do que nunca, senti nostalgia, revisitei um certo frio na barriga, me libertei de coisas que não me faziam tão bem quanto supunha, trabalhei por mim e pelas metades que jamais formarão um profissional inteiro, saí, ri (muito!), tentei chorar, vi filmes espetaculares e li livros chatíssimos por ossos oficiosos enquanto os prazerosos me observavam do criado mudo, acrescentei pontos na minha lista de coisas irritantes que as pessoas têm, concluí que a comunidade do Orkut “Eu vejo pessoas idiotas” foi de uma sacada incrível (e infelizmente real!), tive longas conversas e momentos apaixonantes, viajei, passei em novo processo seletivo, fui reprovada em algo por bobeira, dei canos memoráveis e foras estrondosos, senti orgulho de mim algumas vezes, senti raiva algumas também, perdi e ganhei kilos, encontrei 3 fios de cabelo branco, fiz acréscimos por mérito, estudei muito e dormi pouco, comemorei mais uma primavera (ainda que meu níver seja no inverno), encarei certos medos (mas reafirmei certas covardias), tive a ousadia de negar proposta e trancar matrícula, admiti que gosto mais de coisas abstratas que concretas, senti saudades, notei que fui barrada de algo que ajudei a criar e que também me dizia respeito, descobri outros interesses e compulsões, revi pessoas queridas, aconselhei e fui aconselhada, findei um processo aparentemente interminável, encarei belas paisagens e pequenos desafios, resolvi tomar novos rumos (em tantos aspectos que eu já julgava bem delineados)... e tantas outras coisas permitidas ou não para menores...

Sabendo quem "culpar"...

Não deu certo...
O que aconteceu?
A vida!

(Diálogo entre casal fadado ao insucesso falando de outros insucessos, no filme 500 dias sem ela)

E é basicamente isso...

Muitas vezes ficamos teorizando sobre o porquê das coisas... que são o que são... o acontecem porque... a VIDA é assim... cheia de altos e baixos... e cabe a nós... tirar o máximo de ensinamentos das nossas vivências... por mais insanas que nos pareçam...

Eu tô voltando pra casa... outra vez...

Algumas pessoas têm me cobrado a presença por aqui... e eu venho prometendo e adiando... hoje uma “querida ilustre” fez menção ao meu blog (eu jamais poderia supor que ela fosse ter paciência para ler um blog, meu ou de quem fosse, porque a danada é querida, mas hiperativa que só ela... enfim...) e daí resolvi parar de “escrever na mente” e redigir pelas teclas...

quinta-feira, abril 22, 2010

Lição de casa...

Nossa tutora solicitou que víssemos esse vídeo (da trilogia "Bourne") e fizessemos "escolhas precisas (e contadas!) de linguagem" para definir alguns aspectos...

Se interessar, veja o vídeo, não lhe caberá lição de casa... e a parte em que ele "desiste da namorada", é perfeita!

É curioso que ler tantas palavras... e ter que se expressar sempre com o contador em funcionamento... está modificando a minha forma de expressão... eu era muito mais fluente no discurso escrito (nunca fui muito no falado...rs) e agora estou ficando "mais sintética"... não sintática (o que seria o ideal do ponto de vista, escrever para terceiros!!!).

Eu não faço as minhas "escolhas precisas" conscientemente... mas tem gente que (sempre)menciona que esse "cuidado" desperta sensações agradáveis... e recentemente, um ser me disse, que meu jeito com as palavras era "conquistador"... então voltando no texto da Sonia... isso valida uns dos argumentos dela... e faz com que não exista nada de pretencioso nos "poderes" que ela atribuiu à Língua...

O uso da linguagem... preocupações e cuidados...

Um outro texto (sim, minha vida é construída de PDFs...rs) menciona os cuidados que devemos ter com a linguagem quando focamos num público desconhecido, na caso era para preparação de material para educação à distância (EaD), mas acho que cabe o recorte para blogueiros e afins... nosso "público", em grande parte, é desconhecido...
Os autores do texto (Ana Paula Abreu-Fialho e José Meyohas) consideram os pré-requisitos (que são conceitos e informações que os alunos precisam conhecer antes de começar a estudar uma aula). 
Como educadora, passei a vida ouvindo "devemos considerar os conhecimentos prévios" (era em relação aos alunos, mas cabe aos leitores)...
Há recursos, que ao serem utilizados, facilitam no entendimento do texto... com uma simples explicação, entre "sinais", desvenda-se um termo desconhecido...
Exemplificando: no primeiro post do dia, eu usei o termo dicotomia, e eu poderia ter usado esse recurso (para explicar a terminologia) - dicotomia - divisão em dois, oposição entre duas coisas - continuando...
Claro que o recurso facilita a leitura... mas os autores também apontam (o que mesmo parecendo óbvio nem sempre é) que nem tudo o que se escreve e será lido, admite "facilitação" (o termo é meu, não achei um mais apropriado!), nem tudo pode ser esclarecido com um recorte do tópico... caberá ao leitor (na maioria das vezes) sair em busca do que é primordial para que ele entenda o contexto...
No caso do meu blog... se você não me conhece bem e não entende o meu aspecto volúvel (culpa do signo!) e todas as minhas dualidades/complexidades... acredite... nem perca seu tempo em tentar desvendar nada... rs
Só uma coisa pode ser definida... embora alguns considerem que minha expressão metafórica torna a escrita um pouco mais formal... acho que os meus vícios (pontuação exagerada, aspas, rs...) tornam a narrativa "prá lá de coloquial" (ao menos por aqui, eu posso!)...

Não o que é... mas para que serve...

Para a comunicação entre as pessoas. Para a expressão das idéias e sentimentos das pessoas. Para a construção moral do mundo. Pretensioso demais o terceiro objetivo dessa “ferramenta”? A Língua, o idioma, é ferramenta que começamos a adquirir no primeiro ano de vida e que nos garante, no decorrer dela, conquistas tão distintas quanto diplomas e títulos, aprovações em concursos públicos, escrever e contar histórias, fazer inimigos e conquistar amores. (Sonia Rodrigues)

Língua...

(Se sentiram um "pendor erótico"... vou frustrá-los desde já...rs)

Sofro de uma "eterna dicotomia" entre a raiva de estudar e a necessidade do que estudar... o processo é penoso, mas acho essencial aos olhos (cérebro, ouvidos, coração...rs) coisas que encontro pelo caminho...

Um dos textos, que abordava aspectos de motivação para os alunos... começava com a bizarra citação a la Tim Maia... "Me dê motivos..." e basicamente é o que impele essa minha busca insana pelo que nem eu sei bem o que é... acho que, em parte, quero me exaurir... me tornar tão ocupada que nada o que eu considere "dispendioso"... "complicado"... "tedioso"... possa ter lugar na minha mente... já que meus pensamentos estão ocupados com "todas as outras coisas escritas e lidas"!

Um dos textos recentes (da Sonia Rodrigues) traz a definição do que é língua/linguagem em termos oficiais e nos termos dela (ótimos) e vou compartilhá-los (respectivamente e em posts distintos):

Língua é o sistema de comunicação e expressão de um povo, nação, país, etc., que permite a expressão e comunicação de pensamentos, desejos, emoções.
(Dicionário Caldas Aulete, Editora Nova Fronteira)

Linguagem é qualquer conjunto de símbolos usados para codificar ou decodificadados, é qualquer sistema de sinais ou signos, através dos quais dois ou mais seres se comunicam entre si para transmitir e receber informações, avisos, expressões deemoção ou sentimento.
(Idem)

terça-feira, abril 13, 2010

Cantiga para não morrer (Ferreira Gullar)

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.

Metade (Ferreira Gullar)

Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.

Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste...

Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.

Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.

Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.

E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.

Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.

Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.

E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.

Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.

E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.

Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor,
e a outra metade...
também!

Palavras alheias...

A recente menção à Shakira me fez lembrar de letras e versões que usei para justificar momentos passados... e como a nossa vída é cíclica nas proposições interativas que vamos assumindo... muitas vezes as palavras empregadas por terceiros e usadas em momentos passados... se fazem ansiosamente justificáveis no presente... talvez menos pela validação argumentativa e mais porque tenhamos retido as ditas na memória...
Uma coisa é definitiva... ajudou quem as formulou num primeiro momento... ajudou muitos outros em processos aleatórios... é provável que ajude agora...
E mesmo que não sirva de nada... servirá para mera apreciação artística (vou sempre reverenciar quem usa as palavras de forma tão fluída)!

domingo, abril 11, 2010

Outro recorte...

Mas sei que estarei bem
Os gatos como eu
Caem de pé...

Não quero jogar minha sorte por ti
Não posso com pouca fé viver
Logo estarei daqui
Muito, muito longe...

Não quero deixá-lo todo ao azar (acaso)
Entendo que comecei a estorvar
Logo estarei de ti
Muito, muito longe...

Outra música...

Um recorte...

Essa música é do meu álbum preferido, e já visitou até o blog extinto...

Se me acaba o argumento e a metodologia
Cada vez que aparece em frente a mim, sua anatomia
Porque este amor já não entende
De conselhos, nem razões
Se alimenta de pretextos...

A letra...

Ciega, Sordomuda

Shakira

Se me acaba el argumento y la metodología
Cada vez que se aparece frente a mí tu anatomía
Por que este amor ya no entiende
De consejos, ni razones
Se alimenta de pretextos y le faltan pantalones
Este amor no me permite
Estar en pie
Porque ya hasta me ha quebrado
Los talones
Aunque me levante volveré a caer
Si te acercas nada es útil para esta inútil
Bruta, ciega, sordomuda
Torpe, traste, testaruda
Es todo lo que he sido, por ti me he convertido
En una cosa que no hace otra cosa más que amarte
Pienso en ti día y noche y no sé como olvidarte
Cuántas veces he intentado enterrarte en mi memória
Y aunque diga ya no más es otra vez la misma história
Por que este amor siempre sabe hacerme respirar profundo
Ya me trale por la izquierda y de pelea con el mundo
Si pudiera exorcizarme de tu voz
Si pudiera escaparme de tu nombre
Si pudiera arrancarme el corazón
Y esconderme para no sentirme nuevamente
Bruta, ciega, sordomuda
Torpe, traste, testaruda
Es todo lo que he sido, por ti me he convertido
En una cosa que no hace otra cosa más que amarte
Pienso en ti día y noche y no sé como olvidarte
Ojerosa, fraca, fea, desgreñada,
Torpe, tonta, lenta, nécia, desquiciada
Completamente descontrolada
Tú te das cuenta y no me dices nada
Ves se me ha vuelto la cabeza un nido
Dónde solamente tu tienes asilo
Y no me escuchas lo que te digo
Mira bien lo que vas a hacer conmigo
Bruta, ciega, sordomuda
Torpe, traste, testaruda
Es todo lo que he sido, por ti me he convertido
En una cosa que no hace otra cosa más que amarte
Pienso en ti día y noche y no sé como olvidarte
(Composição: Shakira Mebarak)

Uma das minhas preferidas...

Tá péssimo... mas "ilustra"!

Pelos ouvidos...

Eu tenho uma "coisa" com músicas latinas, elas grudam no meu cérebro... gosto da maneira como eles pronunciam as palavras (acho que, se um cara horrendo, vier por trás e falar "muchedumbre" - amo essa palavra, mas não o "conceito"! - perto do meu ouvido, ganha na hora! rs)... 
E gosto mais ainda quando "tentam cantar no nosso idioma"... à partir dessa semana a Fox estréia a série Kdabra com música tema do Christopher Uckermann (ex Rebelde)... e não "gosto dele", mas todo dia quando eu fico distraída... vem na minha mente a música em questão (e já consta nas duas versões, a deles, e a nossa!)...
Numa analogia inversa é essa proeza  que o "Latino" (acho que ele escolheu bem o nome) consegue (pois até hoje Festa no Apê é um marco da distração mental!).
Enfim... Kdabra tem um visual bem "Maligna" e já ouvi sons melhores no comercial (que sem letra, não grudaram no meu cérebro...), mas... o post de hoje é dedicado a esse "recorte" e a uma das figuras latinas que invade meus ouvidos com mais frequência!

Só para ouvir II...

Só para ouvir I...

Lei it be...

Sou “cria dos Beatles”, ou de um ser ouvinte... todas as coleções possíveis e imagináveis... em todos os formatos... já passaram por nós... e gosto de muuuitas, só que mesmo Let it be estando longe de ser a canção (com a letra em perspectiva), que eu mais gosto... gosto da premissa: “Deixa estar” (que adotarei no texto abaixo)...

Se alguém com quem tem que conviver
Tiver o dom (permanente) de te irritar
Deixa estar

Se estagnarem na sua frente
E intencionalmente brecarem seu caminhar
Deixa estar

Se um passo em falso
Ou qualquer percalço, incomodar
Deixa estar

Se algo que a priori pensava gostar
E contrariamente, acaba por detestar
Deixa estar

Se estranhos se incomodam
Em seu mundo e seu jeito tentar mudar
Deixa estar

Se já não sente tanto entusiasmo
E perdeu aquele brilho no olhar
Deixa estar

Se tiver que deixar as certezas de lado
E admitir que pode se enganar
Deixa estar

Se alguém que lhe era caro
Fizer algo para te derrubar
Deixa estar

Se tudo o que faz é desconsiderado
E terceiros só souberem “tirar”
Deixa estar

Se as marcas negativas do presente
Ainda não teve como superar
Deixa estar

Se alguém se intrometer “desconstrutivamente”
Na sua forma da (própria) vida levar
Deixa estar

Se sentimentos confusos e controversos
E possíveis lágrimas, você tiver que suplantar
Deixa estar

Se durante um longo período
Lidar mais com o perder, que com o ganhar
Deixa estar

Deixa estar, que numa hora... isso tudo (e o que mais pintar) o tempo vai (ajudar a) ignorar, moderar, consertar, repudiar, dissipar, derrotar, rechaçar, enjeitar, rejeitar,  abandonar, desamparar, curar e qualquer outro “ar” que se imagine...rs!!!

sábado, abril 10, 2010

Trilha recente...

De 3 em 3...

Acredito que os mesmos aspectos que me definem, tornem perceptível que eu não sou um ser de “dois pesos e duas medidas”... e mesmo que me tirem da estrada... vai levar “um tiro” para eu reorientar os meus sentidos de localização (se eu estiver me guiando a pé, é claro...rs)...
Os mesmos três meses que guiaram minhas relações pessoais, guiaram as profissionais... e levou só esse tempo para eu decidir o que eu quero para os próximos 3 anos... rs
Quais as pessoas que eu levaria comigo nesse trajeto, e quais deixaria para trás sem nem pestanejar...
Quem me elogia porque nota que eu vou atrás com afinco... e quem elogia com um brilho indisfarçado de “pontos mesquinhos” no olhar...
O que eu tenho que fazer para ser mais... e o que terei que descartar porque não me torna menos, mas também não tem mais utilidade...
Em quaisquer aspectos, só penso agora... no que me reservam os próximos três meses...rs

O pacote “Maligna”...

Contrariamente ao meu nick... é bem fácil conviver comigo (se eu for com a sua fuça!):
Eu não minto;
Não iludo;
Não trapaceio;
Não prometo o que não pretendo dar;
Não dou o que não quero;
Não peço mais do que querem me dar;
Não faço exigências absurdas;
Comento meus desagrados e intenções;
Faço o possível para “ouvir” os alheios;
Sou desencanada com uma série de questões;
As que me encanam tento suplantar;
Não forço a barra (mas também não quero ninguém “pendurado” na minha);
Não invejo;
Tenho foco (sou centrada);
Vou atrás dos meus objetivos (pelos meus méritos);
Tenho um certo senso de humor;
Apesar de "metafórica" (com um mínimo de inteligência você me desvenda...rs);
E o mínimo que tenho vai desvendá-lo, sem você precisar fazer força em se abrir!
E por aí vai...

Um pacote de feijão...

Devem ter achado o título bem inusitado... e já aviso... nada aqui será lido (hoje), que se relacione a tópicos gastronômicos...
A relação entre o item do título e meu post... é puramente temporal!
Quem me conhece bem... sabe que adoro ir ao mercado... uma vez lá dentro, compro coisas que fatalmente serão perdidas por falta de consumo domiciliar...
E dentre tais, se encontra o tal pacote de feijão... que hoje, ao ouvir “minha vizinha” comentando que estava sem, imediatamente fui em seu auxílio, antes doar do que jogar fora, não é?!
Daí, ao pegar o pacote, observei a data de validade: válido até 28/04... e lembrei que adquiri o mesmo em janeiro (o produto tem duração média de 3 meses... pois segundo ela, “preteja”... e segundo minha concepção... "muita coisa preteja")!
E lembrei de outras coisas que começaram em janeiro, e que tiveram o mesmo período de validade... e considerando tudo o que foi válido (muitas coisas) e inválido (felizmente poucas!) no período... tive um baque ao constatar que só se passaram 3 meses...
Às vezes, nos perdemos no caminho, e atribuímos significados amplificados para uma série de quesitos que nos alegram e/ou nos perturbam... há tempos idos... eu teria dado muito mais importância a todos eles... deve ser um sinal de amadurecimento (não de envelhecimento...rs)... se bem que, sendo justa... não me falta maturidade desde os 11 anos... aproximadamente!
Entre os significados amplificados, há os que contém apenas verdades... e há os que são inspirados por falsos princípios...
Me perdoe Blog,
porque eu pequei... 
tem 13 dias que não
me confesso! 

domingo, março 28, 2010

Do extinto... outro momento... outro volume... mesmo autor...

28/12/2004 21:09

Releituras...
Ontem reli um conto do Neil Gaiman, intitulado O Presente de Casamento... inicialmente consistia na idéia de presentear amigos com um conto...mas na verdade ele opta por presentear com outra coisa, creio que uma torradeira...mas então surge a idéia de usar o conto “nunca escrito” na introdução de um outro livro de contos (Fumaça e Espelhos)... como tudo o mais, precisa ser lido para se atingir o estágio de maravilhamento que um leitor observa diante das palavras adequadas e da narrativa harmoniosa... por isso, não me sinto mal em descrever aspectos aqui... em parte, porque quase ninguém tem paciência para ler nem o que digito, quem dirá o conto inteiro... para esses, é mera socialização ou especulação... para os demais, assim como eu... quase que um convite para buscar e realizar a leitura integral...

No conto um jovem casal, após retornar (literalmente e não metaforicamente!) da lua-de-mel resolve agradecer os presentes recebidos e dentre eles notam um envelope sem remetente e com uma breve descrição da cerimônia de casamento deles... ficam encantados pela gentileza e também maravilhados por ser um agradecimento a menos a ser feito... o envelope é guardado e a vida deles prossegue feliz... até que num certo dia a leitura é retomada e nos escritos dentro do tal envelope a vida evoluíra, mas de maneira nitidamente mais infeliz... ficam surpresos e apreensivos, mas gratos pela realidade ser bem diferente... num momento de grande felicidade, resolvem retomar a leitura e então surge a dúvida, se eles deviam agradecer pela hipótese de infelicidade não ter se concretizado, ou se eles devem temer estar vivendo uma grande ilusão... o tempo passa, e a vida segue seu curso... Até que Gordon (o marido) falece aos 36 anos... e a Belinda sem cicatrizes na vida e no rosto... diferentemente da Belinda do conto... se vê diante de uma questão:

A escolha de Belinda...


Ela levou, então, o envelope para baixo, para a sala de estar, onde a brasa de carvão queimava na lareira, porque Gordon amara o fogo. Ele dizia que dava vida à sala. Ela não gostava do fogo do carvão, mas o havia acendido aquela noite por rotina e por hábito e porque, se não o acendesse, seria admitir para si mesma, de modo absoluto, que ele jamais voltaria para casa.

Belinda fitou o fogo por algum tempo, pensando sobre o que possuía na vida e sobre o que tinha abandonado; e se seria pior amar alguém que já não estava lá, ou não amar alguém que estava.

E, no final, quase negligentemente, ela arremessou o envelope sobre as brasas, e o observou curvar-se, enegrecer e pegar fogo, vendo as chamas amarelas dançarem por entre as azuis.

Logo, o presente de casamento não era senão flocos negros de cinzas que bailavam sobre o ar quente e eram levadas, tal como uma carta de criança para o Papai Noel, pela chaminé acima e para fora, noite adentro.

Belinda recostou-se em sua cadeira, fechou os olhos e esperou que a cicatriz aflorasse em seu rosto.

(Fumaça e Espelhos – Contos e Ilusões – Neil Gaiman – Ed. Via Lettera – SP/2004- página 23)

Do extinto... trecho de conto de Livros dos Sonhos 2 (vide Gaiman)!

A filha do escritor, ou o segredo do assassino de tempo (Tad Williams)

Vamos fazer um filho.

Espere, não vire a página! Para aqueles de sensibilidade delicada, sei que isso parece atrevido, até dramaticamente grosseiro. Mas deixe-me explicar. É uma espécie de jogo.

Para começar, vou fingir que sou um escritor. Então, por favor, finja que é um leitor. Por favor. É importante deixar esses papéis claros. Você já encontrou o seu personagem? Você já - na linguagem da sala de aula de teatro - encontrou sua motivação? Bom. Podemos começar.

Espero que minha primeira frase não tenha chocado. (Bem, não é verdade. Queria, pelo menos, chamar sua atenção. A maioria dos bons romances começa assim. Estabilidade e confiança só devem ser somadas à surpresa inicial, posteriormente, e não o inverso. Essa é apenas a minha opinião. Tenho certeza que você tem a sua.) Eu quis dizer, é claro, que íamos fazer um filho imaginário,o filho de um escritor. Mas a insinuação de uma relação sexual inesperada (e certamente não desejada) entre você e eu, entre leitor e escritor, não foi, de forma alguma, ilegítima. Seja o escritor um homem ou uma mulher, há algo masculino na criação da história - o ato de lançar a semente, uma fome que resulta num breve espasmo de procriação. O leitor - mais uma vez, seu sexo real não importa - tem um papel mais feminino a desempenhar. Você deve receber o grão da reprodução e dar a ele um lugar fértil de repouso. Se isso não for desejado, e o mais importante, se não se realizar, então o grão se dissipa, e a união é infrutífera. Mas, caso ele tenha êxito, poderá se transformar em algo muito maior do que cada um dos pais.

domingo, março 14, 2010

Compartilhando...

É normal que algumas pessoas... gostem tanto de algo, que queiram compartilhar...
Gosto de receber dicas do que as pessoas gostam... e acabo gostando de coisas novas que nem tinha me ocorrido "ir de encontro"... foi um certo Sr Errante que me apresentou Nick Cave... e tantas outras coisas... e ainda sob pena de causar incomodo (que já disse que não causa)... compartilhou outro vídeo recentemente... vendo o vídeo compartilhado... bati o olho nesse... que fora compartilhado há tempos... e cuja música já foi postada aqui... naquela ferramentinha não mais funcional... então... o vídeo é inédito...rs


Citação... (Grande menina, pequena mulher)

Toda história tem um final...
Mas na vida, cada final é um novo começo!

A(s) graça(s) da vida em sociedade... Parte 1

Eu estou tão acostumada a interagir nas mesmas rodas com as mesmas pessoas selecionadas a dedo e pisando nos mesmos lugares... que quando saio um pouco do meu eixo... lembro de porque somos o país da diversidade... tem cada tipo tão "atípico" que até em regiões específicas da cidade em que moro há (mais da?!) metade da minha vida... cabem "outras cidades dentro"...
Fui perambular para além da linha nesse fds... e fui cercada por pessoas que quebram os padrões... todos... dos etários aos comportamentais... só para exemplificar... quando um garoto de 17 anos fica me cercando eu tenho esses pensamentos, nessa ordem:
1) Deve ter sido meu aluno (muitos são, se (re)apresentam, trocam umas palavras, mistério resolvido);
2) Vai tentar me roubar (tentar, porque se tiver sozinho e for pivete, não vou facilitar tanto assim);
3) Tá desorientado (e acrescente a isso todas as variáveis).
Mas agora essa idade, achou um "mercado novo", o de mulheres mais velhas potencialmente desesperadas... rs Veja bem... nada contra... mas eu não vejo incentivo mental nem físico na coisa... e além de tudo tenho uma profissão a zelar... isso não deve ser muito bem visto pelas mães dos demais...
Meu sobrinho tem 13... mas pensa que tem 21... e já vi mulher beeeem mais velha mencionando até namoro para o garoto... eu entendo que os homens mais velhos, em um número bem representativo, tenham lá as suas falhas... e daí escolher um para manipular possa parecer a melhor escolha... mas... sei não...
Dentre os amigos do meu sobrinho... tem um cara de 25... que pensa que tem 13... e é assim que a coisa anda... numa inversão numérica de dar medo!!!
Lembro que quando eu tinha 17 e meu namorado (de uma vida) 16... algumas amigas da família dele... entravam no cio diante do mesmo... até pedir uma "concepção por fora"... foi pedido...
Bem... voltando ao garotinho assustador... ele me cercou... cercou... cercou... daí veio um cara com uma "caixa" e perguntou:
- Quer uma rosa?
E eu respondi:
- Não obrigada!
E ele:
- Mas é de graça!
E eu:
- Mesmo assim!
E ele (antes de sair e oferecer para quem fosse):
- Mesmo assim?
Sorriso torto sem graça e aceno afirmativo (adiós)...
O menino assustador aceitou a rosa que vinha com um convite oral e impresso... onde eu acredito ter ouvido a palavra "igreja"... olhava para a rosa... para o convite... para mim... para a rosa... para o convite... para mim... ele levantou e começou a caminhar na minha direção... eu levantei e comecei a caminhar na direção inversa...
Fim de um caso estranho com proporções inversas (quando sou forçada a dar fora, eu dou... e não que goste desse papel... mas se for exigido... desempenho ele com louvor... e o garotinho ainda tem uma vida de foras pela frente... não precisa de nada tão definitivo de uma mulher que ele julgou "potencialmente desesperada"...rs)!!!

Mudanças...

O meu maior fã não gostou da alteração no cabeçalho... mas eu ainda vou curtir o visual dark com capa a la Volturi (que aliás ele também "ama"...rs), antes de voltar às origens... alguém mais vai reclamar da minha estátua de capa... não acham que ela é bem "Maligna"? rs

quarta-feira, março 03, 2010

"Pecando" por excesso...rs

O vídeo comporta uma das músicas (Collide - Howie Day) que compõe a finalização de um episódio de Cold Case (3/23)... e acaba chamando atenção inicialmente pela letra e contexto... antes de você perceber que é uma música audível...
Caçando a música... encontrei um vídeo (há vários em tributo) de um dos controversos casais de ER... enfim... não acompanhei o seriado até essa fase... em termos "médicos" adoro House, assisto Greys Anatomy aleatoriamente e gostaria de ter (mais)  paciência para ver Nurse Jackie... e já está de bom tamanho...
Voltando ao eixo... (rs)... sou apaixonada pelo Shane West desde "Um amor para recordar"... nada de grandes atuações... mas é o tipo de cara que tem "cara de me leva"!!! Logo, tá postado!
(P.S.1: E a parceira dele (Mandy Moore) faz as duas coisas (cantar e atuar) um tanto melhor!)
(P.S.2: Quase não se nota que eu gosto de filmes melodramáticos e tecidos pretos esvoaçando...rs)




Você e eu colidimos...

Collide                             Colidimos

The dawn is breaking     O amanhecer está quebrando
A light shining through   Uma luz está brilhando
You're barely waking     Você está mal acordando
And I'm tangled up in you   E eu estou enroscado em você
Yeah    Sim
But I'm open, you're closed  Bem eu estou aberto, você está fechada
Where I follow, you'll go  Onde eu sigo, você irá
I worry I won't see your face  Eu me preocupo que não verei seu rosto
Light up again    Ilumine novamente
Even the best fall down sometimes  Até mesmo o melhor cai algum dia
Even the wrong words seem to rhyme  Até mesmo as palavras erradas parecem rimar
Out of the doubt that fills my mind  Fora da dúvida que enche minha mente
I somehow find, you and I collide  Eu acho de alguma maneira, você e eu colidimos
I'm quiet, you know    Eu estou quieto, você sabe
You make a first impression   Você deixa uma primeira impressão
I've found I'm scared to know  Eu me assustei por saber
I'm always on your mind  Que sempre estou em sua mente
Even the best fall down sometimes  Até mesmo o melhor cai algum dia
Even the stars refuse to shine   Até mesmo as estrelas recusam brilhar
Out of the back you fall in time   Fora o passado, você caiu a tempo.
I somehow find, you and I collide  De alguma maneira encontrei, você e eu colidimos
Don't stop here  Não pare aqui
I've lost my place  Eu perdi meu lugar
I'm close behind   Eu estou pra trás
Even the best fall down sometimes  Até mesmo o melhor às vezes cai
Even the wrong words seem to rhyme  Até mesmo as palavras erradas parecem rimar
Out of the doubt that fills your mind  Fora da dúvida que enche minha mente
You finally find, you and I collide  Você finalmente achou, você e eu colidimos
You finally find  Você finalmente achou
You and I collide  Você e eu colidimos
You finally find     Você finalmente achou
You and I collide   Você e eu colidimos