domingo, agosto 22, 2010

Em versão Glee!

Continue sonhando...

Sábado já era...
Madrugada de domingo... hora de interrupção definitiva do sono... 6:40...
Ansiedade pré-prova... despertar a cada hora...
Lamento de filhote canino ininterrupto...
Sonho sinistro repetido...
Sonhos repetidos são premonitórios na minha vida...
Ainda estou em livre interpretação desse..
Qualquer hora, valerá um post...
Só espero que ninguém me interne!

quarta-feira, agosto 18, 2010

Pelos dias em que nos sentimos assim...

Simplesmente porque combina (e eu amo quebra-cabeças)!

Tenho me escravizado e me libertado continuamente...

Desde a minha última aparição aqui... eu amei, desamei, briguei, me desapontei, desapontei, arrependi, ponderei, reconsiderei, voltei atrás, escancarei com tudo, vislumbrei a mentira, fui mais verdadeira do que nunca, senti nostalgia, revisitei um certo frio na barriga, me libertei de coisas que não me faziam tão bem quanto supunha, trabalhei por mim e pelas metades que jamais formarão um profissional inteiro, saí, ri (muito!), tentei chorar, vi filmes espetaculares e li livros chatíssimos por ossos oficiosos enquanto os prazerosos me observavam do criado mudo, acrescentei pontos na minha lista de coisas irritantes que as pessoas têm, concluí que a comunidade do Orkut “Eu vejo pessoas idiotas” foi de uma sacada incrível (e infelizmente real!), tive longas conversas e momentos apaixonantes, viajei, passei em novo processo seletivo, fui reprovada em algo por bobeira, dei canos memoráveis e foras estrondosos, senti orgulho de mim algumas vezes, senti raiva algumas também, perdi e ganhei kilos, encontrei 3 fios de cabelo branco, fiz acréscimos por mérito, estudei muito e dormi pouco, comemorei mais uma primavera (ainda que meu níver seja no inverno), encarei certos medos (mas reafirmei certas covardias), tive a ousadia de negar proposta e trancar matrícula, admiti que gosto mais de coisas abstratas que concretas, senti saudades, notei que fui barrada de algo que ajudei a criar e que também me dizia respeito, descobri outros interesses e compulsões, revi pessoas queridas, aconselhei e fui aconselhada, findei um processo aparentemente interminável, encarei belas paisagens e pequenos desafios, resolvi tomar novos rumos (em tantos aspectos que eu já julgava bem delineados)... e tantas outras coisas permitidas ou não para menores...

Sabendo quem "culpar"...

Não deu certo...
O que aconteceu?
A vida!

(Diálogo entre casal fadado ao insucesso falando de outros insucessos, no filme 500 dias sem ela)

E é basicamente isso...

Muitas vezes ficamos teorizando sobre o porquê das coisas... que são o que são... o acontecem porque... a VIDA é assim... cheia de altos e baixos... e cabe a nós... tirar o máximo de ensinamentos das nossas vivências... por mais insanas que nos pareçam...

Eu tô voltando pra casa... outra vez...

Algumas pessoas têm me cobrado a presença por aqui... e eu venho prometendo e adiando... hoje uma “querida ilustre” fez menção ao meu blog (eu jamais poderia supor que ela fosse ter paciência para ler um blog, meu ou de quem fosse, porque a danada é querida, mas hiperativa que só ela... enfim...) e daí resolvi parar de “escrever na mente” e redigir pelas teclas...

quinta-feira, abril 22, 2010

Lição de casa...

Nossa tutora solicitou que víssemos esse vídeo (da trilogia "Bourne") e fizessemos "escolhas precisas (e contadas!) de linguagem" para definir alguns aspectos...

Se interessar, veja o vídeo, não lhe caberá lição de casa... e a parte em que ele "desiste da namorada", é perfeita!

É curioso que ler tantas palavras... e ter que se expressar sempre com o contador em funcionamento... está modificando a minha forma de expressão... eu era muito mais fluente no discurso escrito (nunca fui muito no falado...rs) e agora estou ficando "mais sintética"... não sintática (o que seria o ideal do ponto de vista, escrever para terceiros!!!).

Eu não faço as minhas "escolhas precisas" conscientemente... mas tem gente que (sempre)menciona que esse "cuidado" desperta sensações agradáveis... e recentemente, um ser me disse, que meu jeito com as palavras era "conquistador"... então voltando no texto da Sonia... isso valida uns dos argumentos dela... e faz com que não exista nada de pretencioso nos "poderes" que ela atribuiu à Língua...

O uso da linguagem... preocupações e cuidados...

Um outro texto (sim, minha vida é construída de PDFs...rs) menciona os cuidados que devemos ter com a linguagem quando focamos num público desconhecido, na caso era para preparação de material para educação à distância (EaD), mas acho que cabe o recorte para blogueiros e afins... nosso "público", em grande parte, é desconhecido...
Os autores do texto (Ana Paula Abreu-Fialho e José Meyohas) consideram os pré-requisitos (que são conceitos e informações que os alunos precisam conhecer antes de começar a estudar uma aula). 
Como educadora, passei a vida ouvindo "devemos considerar os conhecimentos prévios" (era em relação aos alunos, mas cabe aos leitores)...
Há recursos, que ao serem utilizados, facilitam no entendimento do texto... com uma simples explicação, entre "sinais", desvenda-se um termo desconhecido...
Exemplificando: no primeiro post do dia, eu usei o termo dicotomia, e eu poderia ter usado esse recurso (para explicar a terminologia) - dicotomia - divisão em dois, oposição entre duas coisas - continuando...
Claro que o recurso facilita a leitura... mas os autores também apontam (o que mesmo parecendo óbvio nem sempre é) que nem tudo o que se escreve e será lido, admite "facilitação" (o termo é meu, não achei um mais apropriado!), nem tudo pode ser esclarecido com um recorte do tópico... caberá ao leitor (na maioria das vezes) sair em busca do que é primordial para que ele entenda o contexto...
No caso do meu blog... se você não me conhece bem e não entende o meu aspecto volúvel (culpa do signo!) e todas as minhas dualidades/complexidades... acredite... nem perca seu tempo em tentar desvendar nada... rs
Só uma coisa pode ser definida... embora alguns considerem que minha expressão metafórica torna a escrita um pouco mais formal... acho que os meus vícios (pontuação exagerada, aspas, rs...) tornam a narrativa "prá lá de coloquial" (ao menos por aqui, eu posso!)...

Não o que é... mas para que serve...

Para a comunicação entre as pessoas. Para a expressão das idéias e sentimentos das pessoas. Para a construção moral do mundo. Pretensioso demais o terceiro objetivo dessa “ferramenta”? A Língua, o idioma, é ferramenta que começamos a adquirir no primeiro ano de vida e que nos garante, no decorrer dela, conquistas tão distintas quanto diplomas e títulos, aprovações em concursos públicos, escrever e contar histórias, fazer inimigos e conquistar amores. (Sonia Rodrigues)

Língua...

(Se sentiram um "pendor erótico"... vou frustrá-los desde já...rs)

Sofro de uma "eterna dicotomia" entre a raiva de estudar e a necessidade do que estudar... o processo é penoso, mas acho essencial aos olhos (cérebro, ouvidos, coração...rs) coisas que encontro pelo caminho...

Um dos textos, que abordava aspectos de motivação para os alunos... começava com a bizarra citação a la Tim Maia... "Me dê motivos..." e basicamente é o que impele essa minha busca insana pelo que nem eu sei bem o que é... acho que, em parte, quero me exaurir... me tornar tão ocupada que nada o que eu considere "dispendioso"... "complicado"... "tedioso"... possa ter lugar na minha mente... já que meus pensamentos estão ocupados com "todas as outras coisas escritas e lidas"!

Um dos textos recentes (da Sonia Rodrigues) traz a definição do que é língua/linguagem em termos oficiais e nos termos dela (ótimos) e vou compartilhá-los (respectivamente e em posts distintos):

Língua é o sistema de comunicação e expressão de um povo, nação, país, etc., que permite a expressão e comunicação de pensamentos, desejos, emoções.
(Dicionário Caldas Aulete, Editora Nova Fronteira)

Linguagem é qualquer conjunto de símbolos usados para codificar ou decodificadados, é qualquer sistema de sinais ou signos, através dos quais dois ou mais seres se comunicam entre si para transmitir e receber informações, avisos, expressões deemoção ou sentimento.
(Idem)

terça-feira, abril 13, 2010

Cantiga para não morrer (Ferreira Gullar)

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.

Metade (Ferreira Gullar)

Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.

Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste...

Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.

Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.

Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.

E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.

Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.

Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.

E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.

Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.

E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.

Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor,
e a outra metade...
também!

Palavras alheias...

A recente menção à Shakira me fez lembrar de letras e versões que usei para justificar momentos passados... e como a nossa vída é cíclica nas proposições interativas que vamos assumindo... muitas vezes as palavras empregadas por terceiros e usadas em momentos passados... se fazem ansiosamente justificáveis no presente... talvez menos pela validação argumentativa e mais porque tenhamos retido as ditas na memória...
Uma coisa é definitiva... ajudou quem as formulou num primeiro momento... ajudou muitos outros em processos aleatórios... é provável que ajude agora...
E mesmo que não sirva de nada... servirá para mera apreciação artística (vou sempre reverenciar quem usa as palavras de forma tão fluída)!

domingo, abril 11, 2010

Outro recorte...

Mas sei que estarei bem
Os gatos como eu
Caem de pé...

Não quero jogar minha sorte por ti
Não posso com pouca fé viver
Logo estarei daqui
Muito, muito longe...

Não quero deixá-lo todo ao azar (acaso)
Entendo que comecei a estorvar
Logo estarei de ti
Muito, muito longe...

Outra música...

Um recorte...

Essa música é do meu álbum preferido, e já visitou até o blog extinto...

Se me acaba o argumento e a metodologia
Cada vez que aparece em frente a mim, sua anatomia
Porque este amor já não entende
De conselhos, nem razões
Se alimenta de pretextos...