quarta-feira, janeiro 13, 2010

Números crescentes... e preocupação com interações mais visuais...


Um dia ao acaso... você ouve menção ao número 38... que ainda é o número do seu calçado... e já foi o da sua calça...
E comparativamente... lembra que agora... há outros números e outros editoriais mais apropriados na hora de comprar um jeans!

Então você se pega fazendo regime... tentando conciliar suas vontades com a desgrama dos exercícios... abrindo mão de tudo que tenha sabor... e reduzindo o que deveria comer ao bolor...rs
Quer ver? Experimente comprar uma caixa de bombons e deixar guardada um tempo... ela fica ali, intacta e apetitosa... enrolei uns dias para concluir um pedaço de melancia... e nem quero lembrar das conseqüências...
Dois, dos três cachos de uva que adquiri, olham suplicando para mim toda manhã... para que eu os leve para ambientes mais tropicais... mas penso que, mesmo “despojando da casca”, aquela gosminha lá de dentro (como outras) não foi(ram) pensada(s) para engolir... Tipo: pôs na boca?... Sentiu?... Cuspa fora!
Daí uma conhecida... me mostrou as vantagens de um complemento nutricional... que tem quase a cara, aroma e sabor... que eu acredito que teria se eu ingerisse a água em que deixei certas peças de roupa de molho... sem contar que dia desses, ao liquidificar a coisa... derramei um pouco... e devido a pressa, deixei para limpar direito na volta... e retornando, parecia que tinham parido um Gremlin na minha pia!!!
Qual é a lógica de termos que combater a celulite... celuli–te... seres vivos não são compostos por células... que se agrupam e formam os... Bah, vc já teve essa aula... penso que “quanto mais célula, tanto melhor”(rs)!
Lembro dos tempos em que era chamada de “pau de vira tripa” e clamava por um pouco mais de gordura... agora, que recebi tudo pelo qual clamei (e até mais)... e que estão se aglomerando na região do quadril (e partes próximas)... tudo o que eu quero, é me livrar dela(s)!
Para completar o quadro, eu jamais tomaria remédio para emagrecer... mas no único momento na vida que aderi à moda da fluoxetina (na época para conter a ansiedade, que algumas pessoas descontam na alimentação e não nas unhas como eu fazia)... Eu entrava às 7, saía as 18... duas vezes por semana perdia o almoço de 1 h para dar conta das reuniões de planejamento... trazia um bando de livros e cadernos para corrigir em casa... tinha que elaborar aulas interessantíssimas... pegava o ônibus 18:15 (graças ao namorado) para ir para a faculdade... point de retorno as 23... e chegava em casa na hora que o trânsito entre as duas cidades permitia... um domingo por semana era quase nada... e ainda tinha um namorado (o mesmo) que cobrava mais atenção!...
Peraí... dispersei né?
Voltando... a tal da milagrosa fluoxetina fazia por mim o mesmo que um copo de chá mate... ou seja? Coisa alguma! (Tem algo de errado com o meu organismo... guaraná em pó também não faz efeito... e nem substâncias que experimentei e são efetivas para uma galera)!
E mesmo que eu me livre da circunferência do meu quadril... há uma outra questão... eu devo ter sido moldada num esqueleto de seres mais primitivos... já que tenho ossos imensos... e quando era pequena tentei de todo jeito, e sem sucesso, quebrar um que fosse... se a experiência que fizeram com o Wolverine, fosse comigo, os resultados seriam bem mais efetivos!
Resumindo... mesmo magra... me sinto gorda!!! rs

Belas ilustrações & Feiura libertadora!


Dia desses vi sem querer um trecho da 1ª temporada do Superstars (Ep.21) e só me detive porque quem estava na berlinda era a Emma Thompson (fantástica!), ela comentava sobre o porque de acolher o projeto para filmar Nanny Macphee... achei interessante que tenha partido de um livro correlato e bem ilustrado...

No caso, o livro foi Nurse Matilda e as ilustrações eram de Edward Ardizzone...
É bacana como uma coisa acaba levando à outra (sempre!)... Sou hiper favorável às ilustrações... e quando o público é infantil... elas cativam primeiro... durante... e após as leituras (“tia” mostra de novo!?), sem fazer com que "as letras" sejam desinteressantes, pelo contrário, motivando as leituras...
No filme, há essa preocupação com cores... muitas cores... e formas... tornando tudo mais interessante para esse “pequeno” público!
Uma dessas crianças que deve ter visto e se encantado pra valer... perguntou para a própria Emma se ela “não tinha se incomodado por ficar feia?!”.
E ela respondeu para o garoto que “Não, na verdade tinha adorado”!
E ao entrevistador explicou (algo assim):
“Foi libertador... estamos sempre nos preocupando com a nossa aparência e alimentando neuroses por padrões impositivos, que na realidade são uma bobagem... não dizem respeito a “quem somos”... ou à forma como nos relacionamos!”
Acho que a história é uma “fábula comportamental” sobre como enxergamos as pessoas... pois embora, no filme, a transformação pareça “pura mágica”... acredito que ao gostarmos das pessoas... independente do que visualizamos, elas “passam a ser (mais) bonitas”!
Uma prova disso são as interações virtuais... já conversei (demais) com pessoas pelas quais eu não daria uma avaliação positiva em termos “físicos”... e tendo sido fisgada primeiro por “outros quesitos”, esse (acaba) deixa(ndo) de importar!

terça-feira, janeiro 12, 2010

Da estante "pro Estante"!

Não tente "reparar"...

Dar e receber...


Sabe quando você se apega tanto em algo(guém) que a mera hipótese de se desfazer da coisa (pessoa) é absurda!?

Dois acontecimentos recentes me fizeram considerar isso com mais propriedade... um... só me diz respeito... e o outro diz respeito a um desconhecido qualquer que colocou a coleção inteira dele do Sandman a disposição no Estante Virtual e alegando que era apenas porque precisava do dinheiro... (vou até deixar o link... porque um ato de coragem desse merece ser contemplado... ainda que eu torça para que “haja outro jeito!”).
Me peguei considerando o quanto eu precisaria estar “desesperada” para vender a minha própria coleção... em “permitir” que as coisas as quais me apeguei e que validaram certos processos... deixem de estar lá....
Vamos nos apegando pela vida afora... e são os pequenos aspectos com os quais nos identificamos que tornam as vivências válidas!
Ocasionalmente nos pedem coisas que não sabemos se estamos aptos a doar/compartilhar... como quase sempre esperamos receber (de tudo!) em dosagens desproporcionais...
Tenho um certo apego descabido por algumas coisas... e mesmo sem admitir sequer para mim... por algumas pessoas também!
Quando me pedem para “ceder” as razões do meu afeto... quaisquer que sejam... sempre fica um sensação de estranhamento... e quando eu acabo com elas deliberadamente... acaba ficando uma sensação de vazio... um “enlutamento permanente pelo tardio”...
Conhecemos pessoas que misteriosamente nos dão mais do que as medidas que esperávamos... e em relação a algumas dessas pessoas ... sinto que “subtraí” mais do que pretendia...
A única vantagem de estarmos vivos... e contarmos com essa ciranda cíclica de trocas e vivências... é que... pode ser... que em algum momento eu tenha a chance de me redimir... e vir a somar novamente...

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Palavras devolvidas...

Sinto ser real

Te espero aparecer
Parto a procurar
E torço que esteja
logo aqui
Começo a me exceder
tentando te encontrar
Não adianta nem
tentar fugir
Das nossas teclas
as palavras urgem
E cada vez mais forte
elas surgem
E eu penso que é normal
Pois sinto ser real
Agora te pressinto
ao meu lado
Não temos nem futuro
e nem passado
Mas sei que juntos
vamos dar um jeito
Pois o que conquistamos
está perfeito
(Ou, siga a preferência!rs)
Distantes o ar
fica rarefeito
Você há de entender!
Pra que se apaixonar?
É melhor deixar
“a coisa fluir”...
(Ou, siga a preferência!)
Do mesmo modo
dá pra prosseguir...
Das nossas teclas
as palavras urgem
E cada vez mais forte
Elas surgem
E eu penso que é normal
Pois sinto ser real
Agora te pressinto
ao meu lado
Não temos nem futuro
e nem passado
Mas sei que juntos
vamos dar um jeito
Pois o que conquistamos
está perfeito
(Ou, siga a preferência!rs)
Distantes o ar
fica rarefeito
E eu penso que é normal
Pois sinto ser real

Palavras recebidas...

Nada Normal

Lareira pra acender,
Um céu pra se olhar
E tudo está tranquilo por aqui
Você vai me vencer,
Eu vou me apaixonar.
Não há mais o que decidir
Dos nossos lábios todas as palavras
Nada dizem
Aos nossos olhos tudo que já vimos
Foi vertigem
E é tudo tão real
Mas nada normal
Te lembro e já me sinto ao seu lado,
No seu mundo
Me identifico com você de um jeito
Tão profundo
E é tudo tão real
Mas nada normal
Você vai me vencer,
Eu vou me apaixonar.
Não há mais o que decidir
Dos nossos lábios todas as palavras
Nada dizem
Aos nossos olhos tudo que já vimos
Foi vertigem
E é tudo tão real
Mas nada normal
Te lembro e já me sinto ao seu lado,
No seu mundo
Me identifico com você de um jeito
Tão profundo
E é tudo tão real
Mas nada normal
Victor e Leo
Composição: Victor Chaves
Trocas reais de palavras...

Citação...


A dela...


A dele...


Cartas...

Já mencionei "n vezes" que adoro cartas... redigidas em qualquer circunstância e recebidas idem...
Todos os livros... filmes... animações... e sei lá mais o quê... que contenham a temática "redigir e trocar" me agradam!
E com certeza não só eu... porque alguém transformou as cartas de "Uma carta de amor" (filme) em arquivos de texto/imagem...
Não são todas.. nem estão 100% fiéis (constam poucos erros, como repetições, coesão/indefinição sexual - possivelmente quem digitou estava "em conflito"!)... mas ilustram... a que contém imagem não foi carta e sim citação!

domingo, janeiro 10, 2010

Sobre os sons... que estão... dentro das paredes...


É fato que a minha imaginação sempre foi mais fértil do que eu gostaria... mas não aquele tipo de imaginação com potencial literário, e sim aquele que remete a medos infundados...

Eu tenho motivos em ter certos medos infantis... como o de ficar no escuro... deveria ter uma lei cósmica que impedisse criancinhas de terem pesadelos “tão reais”!
Mas a coisa toda evoluiu positivamente num certo grau... hoje... já avanço por longos corredores... já tateio em busca de luz quando falta energia nos meus horários insones... já “corro” para ver o que são certos barulhos... e já (quase) acredito que minha irmã caçula não é obra da banda de baixo!
Mas quando alguns desses elementos se combinam... eu volto a ser aquela mesma garotinha indefesa de cabelos escorridos e nariz(es) escorrendo... não... (sem exagero!)... não há mais choros... mas há uma palpitação digna de intervenção médica!
Ontem, enquanto falava com um ser que pode vir a me aterrorizar de fato (rs), escutei sons de “coisas” arranhando a minha porta... munida de uma coragem absurda, me aproximei da porta e tateei em busca do interruptor... nada... a lâmpada “magicamente se fora”... (Está acompanhando que já são elementos combinados, principalmente se você considerar que eu tinha “um momento social” e precisaria transpor esses elementos invisíveis em poucos minutos?!)
Voltei para a conversa... e o distinto, na sua gentileza habitual, buscou redimir a importância do fato... Foi quando surgiram os ruídos “furtivos, rastejantes e amarrotados” vindos de dentro das paredes da casa.
Lembrei de Poe com seu gato preto... e de Gaiman que ousou colocar lobos dentro das paredes... e cambaleei tentando me aproximar da fonte e do que quer que eu... a Maligna... poderia ter colocado entre os porcionamentos de concreto onde me escondo...
Todos são unânimes em dizer:
“Se os lobos saírem de dentro das paredes, está tudo acabado.”
“O que está acabado?” – pergunta a “menina”.
“Tudo!” – diz a mãe.
“Todo mundo sabe disso.” – completa.

Não existiria som... se não... houvesse o silêncio!


Já mencionei essa letra aqui ou no blog extinto... e ela não deixa nunca de ser boa... porque contém certas verdades absolutas...

Quando um Ser decide morar só... ainda que com vizinhos barulhentos dividindo o mesmo terreno e algumas laterais... ele se regojiza em ser autor “dos próprios sons”... e em alguns momentos opta por ouvir música num som absurdo... porque pode fazer isso para exorcizar a raiva que invariavelmente surge... sem que alguma criatura tenha a pachorra de reduzir o volume... ou pior... trocar a fonte por outra menos audível!

Mas é estranho... como a casa desse Ser que se imagina sozinho com o silêncio... produz sons para lhe fazer companhia... a tooodo momento... o Ser comprou o refrigerador que ele quis... e pela gratidão de ter saído de um ambiente tão impessoal... o refrigerador quer manter longas conversas diárias e noturnas... e o mesmo acontece com alguns dos seus melhores amigos... outros aparelhos que a tecnologia favoreceu que acompanhassem o Ser e o seu (pretenso) silêncio...

O Ser... tem pensamentos constantes... sobre os barulhos aleatórios... sobre os permanentes... e sobre todo o resto... e nesse intervalo de comunicações eletrônicas... o Ser tenta impor seus próprios sons... e sua voz... que ocasionalmente lembra de exercitar...

Mas daí... o Ser pára e pensa (de novo!) que alguns limites tênues se rompem... quando ele pára para conversar com o silêncio!

sábado, janeiro 09, 2010

E é como me encontro agora!

Não tenho esperado o “algo mais” que esperam e cobram de mim... pensarem que sim é egoísmo (já que não é nem por mim, nem para mim) e está errado!
Mas se acontecer, saberei identificar, e daí tomarei uma decisão com os dados que dispor...

Aviso aos insistentes (do meu passado e do meu presente), que clamam por atenção, que deveriam direcionar melhor suas atenções e talvez tenham a sorte de receber um pouco do que já tive...

Há muitas formas de ser amada e, no momento, sinto-me contemplada!
Por isso tudo... passou da hora de cuidarem da minha vida e tornarem suas relações menos insossas... sim... porque não basta papel e rotina para que se obtenha amor!

Em solo distante...

Bastaram horas de conversas virtuais e um toque pessoalmente e minhas defesas ruíram... eu amei o homem com todos os seus conflitos e ele se deixou amar pelos erros que o devastaram e por se sentir seguro... reconheceu em mim defeitos evidentes... e talvez tão nitidamente quanto encarava os seus... pois nunca antes eu tinha sentido em outra pessoa, tanto de mim!

Pela primeira vez em muito tempo o que sentia por alguém provocava reações físicas... cada despedida chegava a doer... e pus de lado toda a lógica em busca de fazer com que as sensações perdurassem...
Esse homem alegando querer o melhor para mim, foi duro comigo as vezes e sei que também fui em relação a ele...
Por ele, ao encontrar o primeiro, disse que tinha descoberto um amor mais maduro... e ai de você se negar que o presente é sempre “mais presente”... vendo-os agora, na imparcialidade do distanciamento dos sentidos... vejo apenas o quanto foram diferentes e que, o que aprendi com um pude usar com o outro...
Esse homem quebrou alguns tabus... e pelos que eu não consegui quebrar, me recriminei... em dado momento era contraditória a sensação de querê-lo por perto versus sentir-me inquieta em sua presença...
Talvez eu tenha quebrado algumas reservas dele... talvez não... esse homem tinha as próprias prioridades!
Declarou à sua maneira... o seu amor em vários momentos... e atingiu pontos do meu ser que eu não reconhecia existir... nos momentos em que esteve presente... sua presença era tudo o que eu poderia querer... e por um bom tempo isso bastou!
Um dia esse homem partiu... dizendo que voltaria... e quando eu senti nisso uma inverdade... soltei as amarras... e ele se foi... mantendo aprisionada por um tempo uma parte de mim... mantivemos contato, mas não nos vimos mais... e posteriormente a parte que ele manteve cativa, veio ao meu encontro...

Fugindo de mim...

O segundo atropelou minhas intenções... e me fez confundir amor, quando era amor o que eu via nos olhos dele e pensava erroneamente que refletiam os meus...
O nosso convívio foi mais curto... e um erro de percurso quase nos levou a uma permanência familiar imposta... esse garoto/homem via o melhor de mim e me levou a lugares onde nunca estive...
Me ensinou muitas coisas e me envergonho em dizer que o magoei de forma imperdoável... pena que não tenha me ensinado a amá-lo como deveria!

Quase à primeira vista...

De uma primeira troca de olhares na rua... de surpreendê-lo com um toque nos ombros e uma pergunta sobre trajetos... dos tantos olhares que se seguiram... da aproximação tímida... dos primeiros toques... dos anos que se seguiram...

O “garoto/homem da rua” me amou terna, total e pacientemente:

Quando eu era inexperiente...
Quando eu tive dúvidas...
Quando eu pensava ter certezas...
Quando eu o larguei...
Quando eu o magoei...
Quando eu pedi nova chance...
Quando eu cresci...
Quando as semelhanças eram marcantes...
Quando as diferenças começaram a surgir...
Quando eu o decepcionei...
Quando ele me decepcionou...
Quando estive ausente...
Quando a nomenclatura mudou...
Quando voltamos a condição anterior...
Quando tivemos outros desejos...
Quando não conseguíamos viver separados...
Quando viver juntos não tinha sentido...
Quando pensaram que estávamos separados...
Quando reafirmamos nossa relação...
Quando eu o mandei embora...
Quando ele insistia e retornava...
Quando riamos...
Quando chorávamos...
Quando nos reconhecíamos como únicos...
Quando nos tornamos totalmente diferentes...
Quando tentamos contemplar vontades alheias...
Quando eu pareci não me importar...
Quando conhecemos outras pessoas...
Quando ele recomeçou...
De quando em quando... e até...
Enquanto desistíamos...
E em muitos desses momentos eu o amei também...
No filme Uma carta de amor... o protagonista joga cartas ao mar para a esposa falecida... e ao encontrar outra pessoa para amar... ele resolve mandar uma última carta para a antiga esposa, onde diz que para entender esse novo amor, bastava relembrar o quanto eles tinham se amado... e a benção dela bastaria... como bastava ele ter sido abençoado com o amor duas vezes...

Eu fui abençoada duas vezes por um amor recíproco e uma por um amor desigual... quase não houve e já não resta vestígio algum de sofrimento de qualquer porte... não há arrependimentos... nem nada que motive as minhas escolhas...

Quando eu digo amor... é com o termo bem definido e compreendido... não cabe aqui os relacionamentos transitórios ou impostos por padrões sociais... como também não cabe algum afago que eu tenha dado em quem passou tempo demais pedindo por eles... cabe muito menos aqueles momentos vorazes em noites perdidas... cabem apenas os que narrarei... porque cheguei até aqui com uma certeza... todo o resto não foi amor!!!

Passei mais da metade da minha vida amando e/ou sendo amada... E as formas de amor e de amar também foram distintas... de tal forma que, quanto ao que me permitiram, não busco mais preencher nenhuma lacuna (e utilizo esse termo em “homenagem” aos que pensam que há vazios a serem preenchidos)...

Motivações para amar...

Não esquenta... não é texto de livro de auto-ajuda... mas é autobiográfico...rs

As pessoas nos cobram por tudo o tempo inteiro... nos cobram pelo que projetam para elas... nos cobram pelo que projetam para nós... nos cobram que tenhamos a “coragem” de cometer os mesmos erros... nos cobram por não cometê-los... nos cobram...

Um amigo recente me perguntou “se eu não recebia cobranças por decidir ficar solteira”...

Com certeza (pelos padrões sociais, pelos filhos repelidos e por todo o resto)!
E talvez, por ele ter recebido essa mesma cobrança... ele não tenha feito o clássico questionamento... por que você está solteira?

Veja vem... eu não ESTOU solteira... não é uma titulação ou condição temporária... eu SOU solteira... eu QUERO ser solteira... eu AMO ser solteira...rs
E quando eu demonstro tanta convicção o olhar muda de “cobranças ilimitadas” para “que pobre coitada”.... pois a única coisa (na mentalidade alheia) que justifica isso é uma vida de desamor, amarguras ou rancores... ou alguns desses aspectos combinados... ou todos ao mesmo tempo...

sexta-feira, janeiro 08, 2010

...




Como vai ser... o meu destino...?!

O ano de 2010 trará mudanças na carreira e em algumas das suas metas pessoais.
Fato: Mudança de cargo já definida.
Intenção: Minhas metas pessoais estão em constante mudança!

É preciso se preparar para essas mudanças.
Fato: Há mais de duas décadas venho me preparando continuamente para corresponder aos padrões esperados/exigidos.
Intenção: Receio que esteja implícito e não haja “luz no fim do túnel”!

Passando a lidar com muitas coisas diferentes das quais estava acostumada.
Fato: Toda mudança demanda novidades.
Intenção: Realmente estou um pouco farta de “mais do mesmo”!

Sua vida social irá se ampliar bastante, em função deste novo olhar e dos novos ambientes que você passará a frequentar.
Fato: Outros ambientes, outras interações sociais.
Intenção: É o que eu quero... mas tudo tem limite!

Um dos grandes desafios para você será a capacidade de equilibrar seus valores pessoais com estas mudanças.
Fato: Tudo na vida “brinca nessa gangorra”!
Intenção: Nem sempre sei “brincar”, mas pretendo “descer pro play” (autoria conhecida... rs)!

É preciso saber o que precisa ser mantido e o que precisa ser descartado em sua vida.
Fato: Eu sei!
Intenção: O que surgir, eu reavalio e descubro!

Independente da sua situação afetiva, 2010 trará reviravoltas no amor.
Fato: Tem (bem mais de) um ano que estão rolando reviravoltas.
Intenção: Se o Sandman me buscar à noite... eu topo!

Pois fechar os olhos e demonstrar rigidez não será nada bom.
Fato: Eu enxergo longe!
Intenção: Em alguns momentos, se não fechar os olhos, não rola!

Ter planejamento e visão de médio e longo prazo será essencial.
Fato: Faço planejamentos e tenho visão!
Intenção: Às vezes adoraria “deixar o barco correr”!

Dica: Este será um ano em que a sua capacidade estratégica e o poder de negociação terão uma importância decisiva para que você seja bem sucedida.
Fato: Essa dica é bem genérica!
Intenção: Tudo bem quanto ao sugerido aí... mas adoraria decidir (sobre tudo) sem dúvidas!

O que será... o amanhã...?

Como toda garota (na época!) de interesses múltiplos... já apelei para estudos do tarô, das renas, da cartomancia, astrológicos, numerológicos e afins... como se a inusitada arte dos oráculos pudesse direcionar melhor a minha precocidade e passos imprecisos em direção ao que fosse...
Hoje em dia.... acho um tanto patético moldar decisões baseadas em consultas do gênero... mas ainda considero alguns livros que abordam as temáticas relativas, interessantes (nem que seja do ponto de vista artístico!).
Perdi o referencial de quem fez essa citação primeiro... li numa das minhas andanças e quando reencontrar volto para “garantir a autoria”, mas achei perfeito e corresponde à minha realidade atual (então parafraseando uma certa anônima – tenho certeza que foi mulher!):
“O único oráculo que respeito é o Google (e ainda assim há de conter imprecisões)!”
Eu acredito que quando lemos uma previsão astrológica... fazemos “o possível para caber nela”, se for positiva, e “o impossível para renegá-la”, se for negativa.... e que é muito fácil prever “chuvas esporádicas na região sudeste” (exemplificando)... porque, é óbvio que em alguns pontos (e para algumas pessoas) estatisticamente falando isso terá alguma aplicabilidade (probabilidades?!)...
Entretanto... todavia... porém... anteontem recebi um e-mail do Bolsa Mulher, onde um dos artigos citava Um guia astrológico... e achei umas coisas bem pontuais (seja em relação ao meu signo, meu ascendente e de conhecidos que fucei para “garantir o mérito”)!

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Filmes...

V V não é "V de Vingança" é de "Vícios Virtuais"!

Acabei de falar no Skoob e, com algumas pessoas que conheci por lá, especificamente um certo ser vampiresco, soube do Filmow (tinha bons motivos para eu não saber...rs)!
Se o Skoob centraliza suas leituras e usuários que tenham gostos literários em comum, o Filmow faz o mesmo em relação aos filmes... ou seja... demanda um certo tempo para dar conta "dos meus dois amores"!
De qualquer forma é um tempo bem gasto... já que enriquece nosso acervo social e cultural... cultural pelos aspectos óbvios e social pelas pessoas que encontramos e que não encontraríamos por outros meios.
Lembrei do tempo em que participava do fórum do Fim do Mundo... onde evidentemente, nem tudo o que era colocado em pauta e discutido, era interessante... mas quando era, era de fato! E conheci gente lá de quem "não abriria mão"....
As conversas virtuais, não precisam ficar presas na "virtualidade", somos todos independentes o bastante para buscar aproximação e outras formas de interação... mas não há dúvida que os melhores diálogos são trocados pelos teclados... talvez porque meus dedos sejam mais ágeis que meus músculos faciais... talvez porque certas reservas não tenham "lugar" sem estar diante do interlocutor... que seja... foi só para registrar que... as vezes é muito bom "brincar disso"!

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Um dia daqueles...

Tem noção de quantas pessoas conhecem esse livro?
Eu conheci numa das escolas em que lecionei... porque um aluno pediu que eu lesse "de novo" (certamente a referência anterior não tinha partido de mim, mas de que adianta levantar esse tipo de discussão!?)...
Procurando um presente natalino para quem já tem de tudo e não precisa de nada... optei por esse e um outro do mesmo autor - O sentido da vida - ele tem outras publicações e todas com esse padrão de imagens... pode não ser o máximo em literatura, até porque a escolha não diz respeito ao que ler... mas ao que ver... e inferir frente ao visto...
Detalhe: Tinha a versão "narrada" e a com legenda amarela... eu não gosto de nenhum dos dois recursos (nem da música de fundo)... pero...

Uma interação produtiva...

Dia desses mencionei que adoraria fazer parte de um clube de leitura efetivo... daí, dando uma passadinha do Depósito do Calvin (é só caçar nos links à sua extrema direita) vi menção a uma promoção para leitores no Skoob, e fui xeretar do que se tratava...
Para alguns cadastrados deve (apenas!) servir como artimanha para exibicionismos e cantadas, bem como ocorre nos outros espaços... mas eu amei o ambiente porque nele você monta a sua "Estante Virtual" (entre aspas porque esse nome já foi "tomado" por um centralizador de sebos que eu também recomendo!)...
Como o acervo para pesquisa é construído constantemente pelos usuários, lá, sem dúvida, você encontra tudo o que já leu na vida... desde os idos tempos da Coleção Vagalume... até o que está agora no seu criado mudo!
Eu recebi interações em relação aos livros apontados e os diálogos mantidos têm girado em torno das leituras em comum e das indicadas... logo, bem mais produtivos!
É possível avaliar suas leituras, dispor resenhas das mesmas, marcar os livros que possui, deseja ou trocaria... manter na sua estante os que pretende ler (e traçar um padrão sequencial)... pesquisar em dois sites se eles estão disponíveis para venda... Bater o olho e lembrar de coisa lida e perdida no seu acervo de memória...
Também é interesse observar que um dado perfil não delimita o que seja interessante do ponto de vista leitor... e que, ainda assim, existem tribos - pessoas que buscam uma certa variável entre tantas invariáveis...
Enfim... vale muito a pena!!!
Nota de rodapé: Até pelo inusitado - Eu já fui grande fã do Batman... e sempre ouvi menções satíricas sobre a sexualidade dele e do menino prodígio... daí lá no Skoob consta o seguinte livro - Técnicas de masturbação entre Batman e Robin (Efraim Medina Reyes) - 5 skoobers leram e 11 pretendem ler (não é um nenhum clássico, mas favorece uma certo "apelo investigativo"!)

Interações virtuais...

Fala daqui um ser que já foi afoito por chats, ICQ, fóruns, blogs, e afins... e agora tem tutores e faz especializações à distância para entender como ocorrem as interações com fins educativos...
Um dos meus tutores "aparentemente" mandou um convite para que eu participasse do Netlog... eu fui lá e fiz o meu cadastro... daí a Clau veio me perguntar quais eram os procedimentos já que "aparentemente" eu mandei um convite para ela...
Há pouco mais de dois meses, o Daniel foi fazer uma palestra na faculdade, tentando nos convencer dos aspectos positivos de ser usuária do Twitter... eu já tinha um cadastro e dei tanta importância para a coisa toda, que perdi... refiz meu pefil e daí sim mandei convite para a Clau e as meninas da facul... já que temos a magnânima missão de tornar essa ferramenta aproveitável em termos educacionais...
Pessoalmente... não vi nenhuma função em nenhum dos dois ambientes... que já não seja contemplada com os mesmos blogs, ferramentas comunicacionais e plataformas virtuais com os quais já venho interagindo há tempos...
Praticamente nenhum dos meus amigos ,com quem mantenho conversas interessantes, estão nesses ambientes... recebi dois "recados pessoais" com fins sexuais e um com "interesse em ser meu amigo"... para que alimentar um perfil e aturar toda a manutenção que isso demanda... se a finalidade maior é aparentemente contemplar o que 20 minutos numa sala de bate-papo dá conta?!
Vou manter meus perfis mais um tempo, porque vai que dependo deles para ganhar créditos no meu histórico... mas continuo achando uma bobagem sem tamanho!!!
Tem gente que até pensa que num desses ambientes pode se esconder a sua "cara-metade"... e eu nunca acreditei nisso... mas se for para acreditar... pode ser interessante conversar com esse cara... e só... porque certamente o meu "outro eu" é um chato de galocha!!!!!!

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Vogue...

Saindo "das imagens em padrão doméstico" tem os calendários de gente que manja do que faz... o calendário da Vogue para 2010 foi um dos mais reverenciados... vou deixar que você julgue... porque para mim tem cara de "capa de vinil antigo"!!!!

Calendários personalizados...

Cada um tenta imprimir um pouco de si, personalizando os milhares de calendários disponíveis... acho que estamos na era do "amor próprio", nunca as pessoas estiveram tão interessadas em clicks e em registrar esses clicks para a posteridade...
Minha sobrinha de um ano e dois meses (sem dúvida a mais inteligente dessa família de seres intelectualizados...rs), estava seríssima segurando um celular e "fotografou os pés"... por acaso salvou a imagem e intuitivamente estava mandando para sabe-se lá quem... Minha irmã, suspendeu a socialização da coisa, a pequena esticou os braços e cerrou as sombrancelhas (no melhor estilo - devolva-me)... então a Giu ergueu o celular na altura do rosto e fez caras e bocas, que é o que ela vê os outros fazendo... é sabido, mesmo as crianças mega inteligentes, aprendem por repetição, os gestos de outras pessoas... talvez mais obtusas!!!
Eu não curto tanto isso de fotos... mas tivemos eventos recentes e não só fui clicada quanto "recortada" e colocada em painéis horrendos de sites de molduras... e os autores da obra ainda socializam por e-mail... a Carina estava certa quando abriu a comunidade: "As pessoas têm pobrema" (ortografia de acordo)!
Veja a praticidade desse calendário... já é impresso como "agenda"!
Dentre os personalizados (laços de parentesco) que eu vi... esse foi o melhor... gostei das escolhas...

Primeirão...

O ano mal começou e já estamos fazendo uma série de considerações sobre o calendário... para alguns ainda é algo agradável como selecionar datas de embarque, permanência e retorno... para uns é labuta já na segunda... e para tantos outros, mal houve pausa!
Hoje, estava subindo e descendo a rampa (não era do planalto) para dispor a mesa para os presentes e ouvi "o apito do sorveteiro"... era um dia que o cara poderia estar desfrutando com a família... mesmo assim ele saiu pedalando por aí, debaixo de chuva, com grande probabilidade de não obter fregueses (que estão empanturrados de tudo o que se imagina!) e foi tentar garantir "o dele"...
Nem preciso mencionar o mal-estar que isso gera em mim... pois é (aparentemente) fácil justificar a situação afirmando que "um cara desses não aproveitou as oportunidades"... mas na real sabemos que a maioria não tem oportunidades nem chances...
E é nesses momentos fugazes que eu lembro de agradecer por ter um calendário letivo pré-determinado (mesmo sabendo que invariavelmente buscarei as rotas de fuga - também conhecidas como feriados)... e falando sério: "Vou reclamar do quê!?"

quinta-feira, dezembro 31, 2009

É repeteco... mas é vero...


Resoluções de Ano Novo!!!

- Emagrecer (pretensa verdade);
- Reatar alguns laços de parentesco (mentira deslavada);
- Consultar especialidades médicas com a regularidade necessária (hum... acho que não);
- Ser mais sociável (que Deus me ajude!);
- Organizar melhor a casa (ato de desespero);
- Fazer exercícios físicos (estou aqui, não conta?!);
- Compreender a utilidade da telefonia móvel (já tenho professores);
- Sair mais de casa (menos em dia de sol e chuva, e em casamento de viúva);
- Cumprir as “promessas feitas” aos colegas ausentes (se eu lembrar, é claro!);
- Desafogar a minha agenda de obrigatoriedades (só apelando para Deus em segunda instância!);
- Ser quase tão vaidosa quanto se espera (por onde eu começo?);
- Parar de me preocupar à toa (terceira instância?!);
- Comprar pelo menos duas peças de roupa colorida (para deixar no guarda-roupa);
- Ser mais tolerante (talvez eu compre o tarja preta que me receitaram outrora);
- Parar de colecionar livros e filmes (melhor não, vai que eu começo a colecionar itens mais inúteis);
- Gostar de quem me assume como sou (será que Deus tira férias?!);
- Escutar certos conselhos (pode ser que me sirvam em algum momento);
- Ler alguns dos livros indicados por M e C (vai que eu “veja a luz”!!!);
- Dormir com todos os itens eletrônicos (sem uso) desligados (possível verdade);
- Me desfazer do que é inútil (don’t stop believing);
- Não ter vergonha de fazer coisas patéticas quando estiver sozinha (e se alguma entidade estiver presente?!);
- Aceitar os elogios sem relutância (alguns eu até mereço!);
- Receber notas menores e críticas construtivas sem amaldiçoar meus professores e colegas (vou tentar...);
- Moderar a minha timidez (será que tem simpatia para isso?);
- Esquecer as mandingas de virada de ano (e “pagar pra ver”);
- Disciplinar minha conta bancária (a culpa é dela, não minha!!!);
-______________________________ (espaço em branco para o que surgir);
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terça-feira, dezembro 29, 2009

Primeiros erros...

Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde estou
Meu destino não é de ninguém
Eu não deixo os meus passos no chão

Se você não entende, não vê
Se não me vê, não entende
Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende

Se o meu corpo virasse sol
Minha mente virasse sol
Mas, só chove e chove
Chove e chove

Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros

O meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas, só chove e chove
Chove e chove

Capital Inicial
Composição: Kiko Zambianchi
na chuva Pictures, Images and Photos

segunda-feira, dezembro 28, 2009

"Há pessoas que lêem demais: são bibliobêbados. Conheço alguns que estão sempre embriagados por livros, como outros se encharcam de uísque ou religião. Eles passam pelas diversões e estímulos do mundo em meio a uma névoa, sem ver nem ouvir nada." (H. L. Mencken)

Sagas vampirescas...



Comprei esse livro única e exclusivamente por conta da capa... e não só conheci uma caracterização completamente diferente do universo vampiresco (que eu não sigo de agora)... quanto fiquei frustrada porque:

A) É uma saga de sucesso, mas estamos no Brasil... sabe como é por aqui lançam o primeiro e esperam...

B) As histórias serão editadas em quadrinhos (pela Marvel)... mas uma espera morosa pela frente...

Eu ainda não posso afirmar que goste da "Anita", mas é fato que preciso ver o que vem pela frente para emitir uma opinião precisa... e quando envolve arte sequencial... ainda que eu não goste tanto do enredo... gosto muito de ler!!!

Comecei a ler "Crônicas Vampirescas" (Anne Rice) depois de ler o volume da Laurell e não que eu queira desprestigiar a idealizadora de Lestat e outros... mas ficou meio nhém nhém nhém... espero que essa impressão passe... porque eu prefiro "acréscimos" a "decréscimos"...

Leituras...

Sempre achei interessante a proposta de participar de um Clube de Leitura (com leitores efetivos e que não tenham receio de expor as próprias conclusões), do tipo informal e não demasiadamente crítico, assim como demonstrado no filme "O Clube da Leitura de Jane Austen". No filme, eles partem, obviamente de uma autora, mas acharia mais viável partir de um campo de interesse... sei lá, poderia ser do micro pro macro... já que eu me disperso mais que papelote me vendaval...
Quando leio algo que gosto, tenho que achar um parceiro para trocar idéias... comentar... opinar... deduzir... inferir... puxar pelos cabelos em momentos de conflitos interpretativos e por aí vai...
E quando eu não gosto, mas é esperado que eu goste, quero alguém para me guiar de volta ao que quer que seja...
Não ligo (de fato) para as críticas aleatórias... mas sempre acabo lendo o comentário apreciativo ou depreciativo do Zezinho, antes de comprar volumes dos quais não tenho referência!!!
Pode parecer muito pretencioso... mas tenho amigos, que compartilham de fragmentos do que EU considero literário... e partindo desse princípio... vejo-os com olhos bem mais positivos... do que os totalmente divergentes!!!
Como eu indico algumas leituras... algumas pessoas... amigas e leitoras também... mas de outras vertentes... consideram que o natural seja manter a reciprocidade... é uma medida um tanto injusta essa... da reciprocidade literária!

domingo, dezembro 27, 2009

Are you the one? - The presets

Se a música tema de Glee figurou entre uma das dez que mais ouvi no segundo semestre, certamente a que mais ouvi durante o ano, e que não pretendo parar tão cedo, é Are you the one?, eu sou sempre atemporal, mas é quase modernidade entre o que costumo ouvir com mais "afinco", já que o primeiro álbum do The Presets foi lançado em 2005 (ou pelo menos foi onde minhas pesquisas me levaram)... tudo deles, vale a pena, mais até aqui, meu álbum preferido é Beams!
Aqui a grata união da música com um outro quesito que me dá prazer (a dança!)!

Sequência do filme "Vestida para casar"... que demonstra como a música "rompe limites"...

Momento Glee em solo europeu...

Prazeres simples...

Tem coisa que nos diverte e entretém de forma simples e efetiva... uma dessas coisas, para mim, é a música... ela é capaz de alternar sensações num piscar de olhos... de validar certas vivências... de tornar uma imagem (ou uma sequência delas) significativa(s)... de tantos outros aspectos favoráveis...
A música me impele a persistir e aplaca certos males... é terapêutica!

Neste ano, conheci o seriado Glee, que inicialmente me atraiu pela música tema "Don't Stop Believing - Journey" e se alguém se ater à aparência inicial da coisa, pode pensar que é mera cópia de HSM... só que mesmo aliando o quesito meigo de um grupo distinto de jovens cantando num coral (e as escolhas musicais em si)... há uma série de diálogos que mostram que ao lidar com seus conflitos pessoais são tão podres quanto é possível (sem mencionar que compõe a minoria não contemplada em "seriados colegiais") ... basta ver quem assina a produção da coisa toda!

Fica difícil de mensurar se essa ponte entre extremos é capaz de atrair públicos distintos... ainda é a primeira temporada (não sei nada em relação a sequências), mas tem atraído um público cativo, talvez de pessoas como eu, que têm um gosto tão divergente e aleatório que musicalmente topam "quase tudo"!

sábado, dezembro 26, 2009

...

Eu podia... eu iria...

Eu podia... eu iria...

São contra-argumentos do
Sheldon Cooper (ainda quero um igualzinho a ele!) para a argumentação: “Você não poderia ter parado por aí?”

Algumas vezes fazemos conjecturas mentais sobre o que fazer, “se” fazer, os resultantes do ato, e por aí afora... E as conjecturas se revelam inúteis... já que você podia... você iria... você acaba (de qualquer forma) assumindo inconsequentemente os riscos...você vai e faz... você “aceita as conseqüências”...

E normalmente o arrependimento do que foi feito é maior do que o não feito (ou pelo menos é assim que as coisas parecem sob a ótica recente)... Será que vem daí o termo “bem feito” com um toque pejorativo?!

Algumas comunidades do Orkut têm um nome criativo e adequado para as variáveis interações humanas, não sou filiada, mas poderia ser:

FAÇA DA JACA SUA PANTUFA!!!

Um outro hábito do Sheldon é iniciar os argumentos potencialmente ofensivos (e partindo previamente em sua defesa) com: “Com todo respeito”... (Seja em ofensas físicas, alheias, inter ou pessoais...)

Tirando o aspecto verbal da coisa, ele é um cara bem "reto" nas atitudes...

Creio que eu seja mais "reta" do que muita gente que conheço e de quem ouço falar... mas valha-me o argumento!!!

Vou beber isso e aquilo: Com todo respeito!
Vou tocar aqui e ali: Com todo respeito!
Vou extrapolar certos limites: Com todo respeito!
Vou inserir isso na minha dieta: Com todo respeito!
Vou partir para o ilegal: Com todo respeito!
Vou flertar com o imoral: Com todo respeito!
Vou atropelar sua intenção: Com todo respeito!
Vou declarar minhas intenções: Com todo respeito!
Vou contrariá-lo intensamente: Com todo respeito!
Vou terminar arrependida: Com todo respeito!
Vou desfrutar da maior dor de cabeça da minha vida: Com todo respeito!

Para brindar (com todo respeito)? Uma garrafa pequena de água e duas neosaldinas!!!

sexta-feira, dezembro 25, 2009

"Doações"...

Imunes...

Alguns se gabam por terem nascido perfeitos... por serem merecedores dos adjetivos mais grandiloquentes já que seus feitos são grandiosos... seu físico invejável... sua presença requisitada...
Eu tenho que admitir, que salvo alguns poucos defeitos (não coloco no diminutivo como de praxe, porque não são muitos, mas têm um alcance devastador!) sinto-me grata por ser um pouco mais do pouco menos que eu vejo circulando no meu entorno!
Assumi muito mais do que já é do meu feitio e fiquei extasiada ao chegar ao final com excelentes resultados e "quase tudo intacto"... e até ontem (quando caiu a ficha de que tenho mais a perder do que a colher), estava dando tratos a minha "vaidade mental" e insistindo que "dava conta de mais um"!!!
Só que, neste último ano, eu notei que não estou tão longe das doenças somáticas que assolam os meus conhecidos... vi amigos considerados saudáveis, "caindo porque a vida exigiu demais deles e os relacionamentos foram tortuosos"... perdi o foco em noites que meu sistema nervoso clamava por uma pausa... conheci pessoas que estão em sinal avançado de desistência (da vida... de tudo)... esperei que o clima fosse mais clemente, e embora tenha levado pouco do que "erroneamente pensava que era meu", levou muito de muita gente...
(...)
Daí eu despertei do devaneio (e não pense que é porque estamos nessa época, são considerações permanentes e contínuas) e percebi que Ser e Ter são considerações surreais...

Outro contexto e outro "veículo"... acho a temática relevante e amo essa música!!!

Momento EPTV...

A EPTV é uma emissora afiliada à Rede Globo e todo final de ano lança uma "vinheta de Ano Novo" simples e impecável (é só escarafunchar por aí que se encontra várias).
As campanhas já pairaram sobre os Desejos do Victor Hugo e já foram narradas pelo Lima Duarte...
Esta é a mais recente, baseada num poema de Renata Arantes - Deficiências.
É que discorde quem não apresenta deficiências frente aos próprios problemas!

quinta-feira, dezembro 24, 2009


Nota de rodapé:
Aqui não cabe na íntegra, clique aqui caso queria ver no "formato grandioso com efeitinhos mimosos"!
Bom proveito!!!

Despedidas...

Ontem, foi um rio de lágrimas na hora da "despedida"... e firme no meu "momento secura", não derramei nenhuma... (talvez porque tenha derramado todas as imagináveis reassistindo "Paixão de Cristo" no último domingo)... o fato é, que ainda que não seja demonstrado, nos sentimos muito mais seguros cercados "dos mesmos"... e dentre esses mesmos, ocasionalmente surge alguns de quem realmente sentiremos falta!
Claro que dá para encontrar as pessoas significativas em outras estâncias, mas fica um vazio difícil de quantificar ao imaginar que já não vai ser tão constante quanto era... ainda que ocorram alguns momentos "exasperantes"...
Não curto demagogias e afins, tento não ser demasiadamente alienada das coisas - fatos - pessoas - mas evito com uma ênfase que beira o religioso assistir telejornais, pois são deprimentes em qualquer época, mas nessa é um pouco mais!
As crianças apresentaram um teatro (moldado pelas "já saudosas" Van, Lí e Josi) que remetia ao "verdadeiro significado do Natal"... e a minha irmãzinha pouco interesseira liga para prever o horário do presente em forma de numerário... É o que sempre digo: "Está tudo errado!"
Eu desejo o bem para todas as pessoas, sem distinção... como também desejo que me deixem "Bem à vontade" (rs)... no programa Saia Justa (GNT) a Márcia Tiburi disse uma grande verdade, se a data fosse tão democrática quanto deveria... algumas pessoas seriam deixadas em paz!!!
Eu ainda acho que o meu "poeminha de natal" do ano passado, é o que há de mais verdadeiro em matéria de mensagem natalina... mas dentre os muitos risíveis que pairam por aí... esse tem o visual e a mensagem (preciso mesmo de muita fé, esperança e força para encarar a vida como ela é...) mais de acordo comigo!

domingo, dezembro 20, 2009

Neil e Sara em momento Disco...

Lacey com Neil... o terceiro...

Meus preferidos: Danny e Lacey... ficaram em segundo e quarto respectivamente...

Os quatro finalistas... da terceira temporada...

Você... sua melhor companhia!

Então, mesmo que as pessoas encham "o meu saco" para sair de casa, eu tenho que reafirmar o que uma certa garotinha presa numa dessas situações inusitadas disse:
"Não há lugar melhor que o nosso lar..." (E de quebra acompanhados por nós mesmos, o que invariavelmente basta!)
Já que mencionei seriados televisivos e ocasionalmente passa algo que valha a pena ser visto, ainda que alguns programas sejam transmitidos em solo tupiniquim anos após estréia em outros pontos do continente, entretém da mesma maneira.
E embora eu tenha dois pés esquerdos (número 38), adoro programas que envolvam música, dança e afins... e recentemente passou por aqui (via People&Arts e não FOX, conforme exibição original) a terceira temporada do
So You Think You Can Dance.

Analogias com seriados televisivos...



A vida, complexa que é... nos reporta a uma série de situações... e eu, tendo nascido sob a regência de astros que favorecem as situações mais inusitadas possíveis... pega numa dessas situações, junto com F. começamos a traçar analogias entre um desses momentos inusitados e alguns seriados...

Prision Break = Num "inferno" sem merecimento

OZ = O meio "deforma" os indivíduos

Lost = Compartilhando de bizarrices contínuas

Carnivale = Desfile ambulante de aberrações

Arquivo X = A "verdade" está lá fora...

Dá para continuar citando... citando... citando... mas essas já ilustram a intenção!

sábado, dezembro 19, 2009

"Mulheres reais!"


Acabei de ver um Calendário que prestigia as "Mulheres Reais", e esse tipo de abordagem certamente faz com que muitas sintam-se "vingadas"... eu pessoalmente, já tendo passado por diversas realidades em matéria de peso/corpo ideal, não acho que a abordagem escolhida seja a melhor, algo mais "sóbrio" seria mais efetivo, já que "curvas e carnes" acabam sempre reportadas a um apelo exagerado e mesmo satírico!

E acho muito mais real descobrir partes na penumbra do que escancarar às claras com "visual montado"!

Enfim, diferente do que afirmam, gosto é sim discutível, e eu usaria uma abordagem como as imagens postadas aqui (e sem referência já que foram "caçadas aleatoriamente em site de busca)...
De qualquer forma qual seria a graça se todos tivessem os mesmos padrões preferenciais?!

Sempre encarei isso de despir e ver despidos com total naturalidade, se fosse para escolher um título relativo a nudez, eu discordaria da proposição do Nelson Rodrigues ao afirmar que "Toda nudez será castigada" e da premissa numa campanha publicitária de tecidos (sei... não é do seu tempo....rs) e citada pela Companhia Brasileira de Moda, de que "Toda nudez será bem vestida"...
É fato que... "Toda nudez será descoberta..."


domingo, dezembro 13, 2009

Expurgando um último demônio... e outra vez através de
"E o convívio com esse homem será leve e cheio de risos como eu preciso, e será triste também, como ele precisa. E será sempre confortável como estar só - mas estando juntos."
Citei Heloísa Penteado no meu memorial, ela descreve em "Pedagogia da Comunicação" a dificuldade que alguns (era educadores, mas serve para todos) têm em sair da "zona de segurança" para a "zona de turbulência"... É inegável que me mantive numa zona de segurança e que tentar algo novo e inusitado quando se está numa posição confortável, não é nada fácil... Mas vou seguir a dica de Walt Disney, que é lema numa das minhas animações favoritas:
SIGA EM FRENTE!

...

Acredito que a análise cronológica de algumas vivências, expurga alguns demônios... e alguns já podem sair, porque é tempo para novas vivências e moradas... É sempre válido encarar do topo da montanha o que nos entristecia lá na superfície árida... como é imprescindível revisitar as sensações que nos partiram em pedaços, porque elas nos lembram que nada é tão intransponível e definitivo quanto nos parecia no momento em que se revelou...
Na semana passada, por motivos diferentes, vi três pessoas se debulharem em lágrimas, num daqueles rompantes em que não se consegue parar, mesmo que não se lembre mais do que desencadeou as lágrimas... Eu já passei por isso... e sei que emergimos dessa inundação com os ânimos renovados, porque ao verter essas lágrimas copiosas, não nos livramos de uma coisa só, e sim de tudo que vem se acumulando!
"Não sou certinha, não sou calma, não penso uma coisa só... não me faço de coitadinha e não choro à toa ou por falta de coragem. As lágrimas para mim foram um aprendizado, e se hoje elas me vêm é sempre em momentos em que tudo está de tal forma genuíno que não há como não se comover." (Maitê Proença)
E é por tudo isso... que eu quero brindar pelos meus "dias de secura" (lagrimais...rs)!

...

Interessante que eu tenha começado a leitura de "Uma vida inventada" após tentar escrachar a minha vida e o percurso que delineou as minhas escolhas até aqui.
Acredito que essa transição entre o analógico e o digital (claro, tive ajude de amigos mais experientes) só não foi tão complicada como é para tantos educadores, porque na minha infância minha curiosidade foi alimentada e meu perfil e interesses respeitados... eu sempre quis "tudo ao mesmo tempo agora" e sempre me detive a observar e considerar o que tinha no meu entorno.
Difícil foi aprender a manter um limite elegante de palavras num e-mail, já que eu podia escrever longas cartas aos amigos distantes e meu primeiro (e por um bom tempo, permanente) namorado era tão fã das linhas redigidas quanto eu... Numa recente madrugada insone, assisti Cartas de Amor (ok, o filme é de 99) e fiquei com inveja do tempo e dos motivos pelos quais o casal protagonista pode redigir tudo manualmente!
Pensar na minha primeira máquina de escrever, no meu primeiro rádio gravador, na minha primeira máquina fotográfica, fez com que surgisse um turbilhão de emoções que estavam hibernando... desde aquela época eu já me apropriava das letras alheias para definir as minhas sensações... utilizava certas melodias... mas imprimia as minhas letras pessoais em músicas que não traduziam exatamente o que eu queria expressar...
Lembro que quando o Alexandre morreu... modifiquei essa canção para fazer com que tudo fizesse sentido novamente... e ainda hoje lembro dessa e de tantas outras que modifiquei!
Agora é a vez da Maitê:
"E quando eu derramar aqui toda intimidade, com a lista exposta a minha frente nessa associação livre, talvez a vida se revele dando algum sentido à caminhada, e quem sabe então eu esteja pronta para escrever num formato que disfarce melhor o fato de ainda então continuar falando de mim. Quando tiver me livrado de mim, talvez eu consiga escrever sobre os não-mim que há em mim e por toda parte. Não que considere isso que faço agora menor do que aquilo que farei quando puder fazê-lo, Não será tão complicado narrar na terceira pessoa, inventar lugares e dar nomes fictícios aos personagens da história que inventarei. Não será impossível fazer as coisas se eu respeitar agora esta ordem estranha que se impõe na tela do computador."

Minha vida e uma vida inventada...


Ultimamente não passa um único dia em que eu não tenha que interpretar, resumir, ressignificar, conceituar algo escrito por pesquisadores e com "alto" teor científico.
Na semana passada, tive que redigir um memorial das minhas "incursões comunicacionais e tecnológicas" e ficou praticamente impossível desvincular a minha escrita de terminologias arraigadas, como: oportunizaram, procedimental, atitudinal, colaborativo, intencionalidade, funcionalidade e uma série de outras que ficaram constantes nos discursos elaborados.
Pretendia redigir um mínimo de 20 páginas e parei na décima segunda, não que não houvesse muito a ser dito, só que já não dava mais... o fato é que eu estou cansada, muuuuuito cansada e como se não bastasse fica difícil ser minimamente inteligente com algo martelando frequentemente nas minhas têmporas...
É só um momento discordante, porque é fato que eu sou (e sempre fui) uma garota das letras, a Maitê no livro "Uma vida inventada" descreve primorosamente alguns dos meus momentos (será que poderia citá-la "cientificamente falando"?!)...
"Não sou uma pessoa infeliz. Em momento algum as tristezas me imobilizaram, e não foi por coragem que isso se deu, mas por temperamento. Há nos meus interiores um entusiasmo indelével que me move. Se estou às portas do abismo, de dentro sobe um fogo que queima os nós da garganta, devolve-me a respiração e a voz, e por fim brota em mim uma vigorosa curiosidade por todas as coisas.
Assim tem sido.
Não acho a vida difícil, apenas repetitiva, e às vezes me cansa nadar contra correntes sempre tão semelhantes, ou atravessar as marolas que ondulam a todo momento..."
Logo mais estarei recuperada... e nem o meu anunciado cansaço fez com que eu desistisse de buscar estudos e/ou algo que sacie essa vigorosa curiosidade... Minhas "psicólogas de sofá e mesa" proclamam com total repreensão que essa gana por estudos é apenas uma forma de justificar minhas ausências (reconheço que foram muitas)...
O que elas ainda não entenderam é que isso me define e me torna mais plena do que qualquer convenção social... o que (ainda) falta é equilibrar meu tempo e culpa, com meus desejos (e/ou com os desejos alheios)!!!

sábado, dezembro 12, 2009