segunda-feira, janeiro 04, 2010

Uma interação produtiva...

Dia desses mencionei que adoraria fazer parte de um clube de leitura efetivo... daí, dando uma passadinha do Depósito do Calvin (é só caçar nos links à sua extrema direita) vi menção a uma promoção para leitores no Skoob, e fui xeretar do que se tratava...
Para alguns cadastrados deve (apenas!) servir como artimanha para exibicionismos e cantadas, bem como ocorre nos outros espaços... mas eu amei o ambiente porque nele você monta a sua "Estante Virtual" (entre aspas porque esse nome já foi "tomado" por um centralizador de sebos que eu também recomendo!)...
Como o acervo para pesquisa é construído constantemente pelos usuários, lá, sem dúvida, você encontra tudo o que já leu na vida... desde os idos tempos da Coleção Vagalume... até o que está agora no seu criado mudo!
Eu recebi interações em relação aos livros apontados e os diálogos mantidos têm girado em torno das leituras em comum e das indicadas... logo, bem mais produtivos!
É possível avaliar suas leituras, dispor resenhas das mesmas, marcar os livros que possui, deseja ou trocaria... manter na sua estante os que pretende ler (e traçar um padrão sequencial)... pesquisar em dois sites se eles estão disponíveis para venda... Bater o olho e lembrar de coisa lida e perdida no seu acervo de memória...
Também é interesse observar que um dado perfil não delimita o que seja interessante do ponto de vista leitor... e que, ainda assim, existem tribos - pessoas que buscam uma certa variável entre tantas invariáveis...
Enfim... vale muito a pena!!!
Nota de rodapé: Até pelo inusitado - Eu já fui grande fã do Batman... e sempre ouvi menções satíricas sobre a sexualidade dele e do menino prodígio... daí lá no Skoob consta o seguinte livro - Técnicas de masturbação entre Batman e Robin (Efraim Medina Reyes) - 5 skoobers leram e 11 pretendem ler (não é um nenhum clássico, mas favorece uma certo "apelo investigativo"!)

Interações virtuais...

Fala daqui um ser que já foi afoito por chats, ICQ, fóruns, blogs, e afins... e agora tem tutores e faz especializações à distância para entender como ocorrem as interações com fins educativos...
Um dos meus tutores "aparentemente" mandou um convite para que eu participasse do Netlog... eu fui lá e fiz o meu cadastro... daí a Clau veio me perguntar quais eram os procedimentos já que "aparentemente" eu mandei um convite para ela...
Há pouco mais de dois meses, o Daniel foi fazer uma palestra na faculdade, tentando nos convencer dos aspectos positivos de ser usuária do Twitter... eu já tinha um cadastro e dei tanta importância para a coisa toda, que perdi... refiz meu pefil e daí sim mandei convite para a Clau e as meninas da facul... já que temos a magnânima missão de tornar essa ferramenta aproveitável em termos educacionais...
Pessoalmente... não vi nenhuma função em nenhum dos dois ambientes... que já não seja contemplada com os mesmos blogs, ferramentas comunicacionais e plataformas virtuais com os quais já venho interagindo há tempos...
Praticamente nenhum dos meus amigos ,com quem mantenho conversas interessantes, estão nesses ambientes... recebi dois "recados pessoais" com fins sexuais e um com "interesse em ser meu amigo"... para que alimentar um perfil e aturar toda a manutenção que isso demanda... se a finalidade maior é aparentemente contemplar o que 20 minutos numa sala de bate-papo dá conta?!
Vou manter meus perfis mais um tempo, porque vai que dependo deles para ganhar créditos no meu histórico... mas continuo achando uma bobagem sem tamanho!!!
Tem gente que até pensa que num desses ambientes pode se esconder a sua "cara-metade"... e eu nunca acreditei nisso... mas se for para acreditar... pode ser interessante conversar com esse cara... e só... porque certamente o meu "outro eu" é um chato de galocha!!!!!!

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Vogue...

Saindo "das imagens em padrão doméstico" tem os calendários de gente que manja do que faz... o calendário da Vogue para 2010 foi um dos mais reverenciados... vou deixar que você julgue... porque para mim tem cara de "capa de vinil antigo"!!!!

Calendários personalizados...

Cada um tenta imprimir um pouco de si, personalizando os milhares de calendários disponíveis... acho que estamos na era do "amor próprio", nunca as pessoas estiveram tão interessadas em clicks e em registrar esses clicks para a posteridade...
Minha sobrinha de um ano e dois meses (sem dúvida a mais inteligente dessa família de seres intelectualizados...rs), estava seríssima segurando um celular e "fotografou os pés"... por acaso salvou a imagem e intuitivamente estava mandando para sabe-se lá quem... Minha irmã, suspendeu a socialização da coisa, a pequena esticou os braços e cerrou as sombrancelhas (no melhor estilo - devolva-me)... então a Giu ergueu o celular na altura do rosto e fez caras e bocas, que é o que ela vê os outros fazendo... é sabido, mesmo as crianças mega inteligentes, aprendem por repetição, os gestos de outras pessoas... talvez mais obtusas!!!
Eu não curto tanto isso de fotos... mas tivemos eventos recentes e não só fui clicada quanto "recortada" e colocada em painéis horrendos de sites de molduras... e os autores da obra ainda socializam por e-mail... a Carina estava certa quando abriu a comunidade: "As pessoas têm pobrema" (ortografia de acordo)!
Veja a praticidade desse calendário... já é impresso como "agenda"!
Dentre os personalizados (laços de parentesco) que eu vi... esse foi o melhor... gostei das escolhas...

Primeirão...

O ano mal começou e já estamos fazendo uma série de considerações sobre o calendário... para alguns ainda é algo agradável como selecionar datas de embarque, permanência e retorno... para uns é labuta já na segunda... e para tantos outros, mal houve pausa!
Hoje, estava subindo e descendo a rampa (não era do planalto) para dispor a mesa para os presentes e ouvi "o apito do sorveteiro"... era um dia que o cara poderia estar desfrutando com a família... mesmo assim ele saiu pedalando por aí, debaixo de chuva, com grande probabilidade de não obter fregueses (que estão empanturrados de tudo o que se imagina!) e foi tentar garantir "o dele"...
Nem preciso mencionar o mal-estar que isso gera em mim... pois é (aparentemente) fácil justificar a situação afirmando que "um cara desses não aproveitou as oportunidades"... mas na real sabemos que a maioria não tem oportunidades nem chances...
E é nesses momentos fugazes que eu lembro de agradecer por ter um calendário letivo pré-determinado (mesmo sabendo que invariavelmente buscarei as rotas de fuga - também conhecidas como feriados)... e falando sério: "Vou reclamar do quê!?"

quinta-feira, dezembro 31, 2009

É repeteco... mas é vero...


Resoluções de Ano Novo!!!

- Emagrecer (pretensa verdade);
- Reatar alguns laços de parentesco (mentira deslavada);
- Consultar especialidades médicas com a regularidade necessária (hum... acho que não);
- Ser mais sociável (que Deus me ajude!);
- Organizar melhor a casa (ato de desespero);
- Fazer exercícios físicos (estou aqui, não conta?!);
- Compreender a utilidade da telefonia móvel (já tenho professores);
- Sair mais de casa (menos em dia de sol e chuva, e em casamento de viúva);
- Cumprir as “promessas feitas” aos colegas ausentes (se eu lembrar, é claro!);
- Desafogar a minha agenda de obrigatoriedades (só apelando para Deus em segunda instância!);
- Ser quase tão vaidosa quanto se espera (por onde eu começo?);
- Parar de me preocupar à toa (terceira instância?!);
- Comprar pelo menos duas peças de roupa colorida (para deixar no guarda-roupa);
- Ser mais tolerante (talvez eu compre o tarja preta que me receitaram outrora);
- Parar de colecionar livros e filmes (melhor não, vai que eu começo a colecionar itens mais inúteis);
- Gostar de quem me assume como sou (será que Deus tira férias?!);
- Escutar certos conselhos (pode ser que me sirvam em algum momento);
- Ler alguns dos livros indicados por M e C (vai que eu “veja a luz”!!!);
- Dormir com todos os itens eletrônicos (sem uso) desligados (possível verdade);
- Me desfazer do que é inútil (don’t stop believing);
- Não ter vergonha de fazer coisas patéticas quando estiver sozinha (e se alguma entidade estiver presente?!);
- Aceitar os elogios sem relutância (alguns eu até mereço!);
- Receber notas menores e críticas construtivas sem amaldiçoar meus professores e colegas (vou tentar...);
- Moderar a minha timidez (será que tem simpatia para isso?);
- Esquecer as mandingas de virada de ano (e “pagar pra ver”);
- Disciplinar minha conta bancária (a culpa é dela, não minha!!!);
-______________________________ (espaço em branco para o que surgir);
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terça-feira, dezembro 29, 2009

Primeiros erros...

Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde estou
Meu destino não é de ninguém
Eu não deixo os meus passos no chão

Se você não entende, não vê
Se não me vê, não entende
Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende

Se o meu corpo virasse sol
Minha mente virasse sol
Mas, só chove e chove
Chove e chove

Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros

O meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas, só chove e chove
Chove e chove

Capital Inicial
Composição: Kiko Zambianchi
na chuva Pictures, Images and Photos

segunda-feira, dezembro 28, 2009

"Há pessoas que lêem demais: são bibliobêbados. Conheço alguns que estão sempre embriagados por livros, como outros se encharcam de uísque ou religião. Eles passam pelas diversões e estímulos do mundo em meio a uma névoa, sem ver nem ouvir nada." (H. L. Mencken)

Sagas vampirescas...



Comprei esse livro única e exclusivamente por conta da capa... e não só conheci uma caracterização completamente diferente do universo vampiresco (que eu não sigo de agora)... quanto fiquei frustrada porque:

A) É uma saga de sucesso, mas estamos no Brasil... sabe como é por aqui lançam o primeiro e esperam...

B) As histórias serão editadas em quadrinhos (pela Marvel)... mas uma espera morosa pela frente...

Eu ainda não posso afirmar que goste da "Anita", mas é fato que preciso ver o que vem pela frente para emitir uma opinião precisa... e quando envolve arte sequencial... ainda que eu não goste tanto do enredo... gosto muito de ler!!!

Comecei a ler "Crônicas Vampirescas" (Anne Rice) depois de ler o volume da Laurell e não que eu queira desprestigiar a idealizadora de Lestat e outros... mas ficou meio nhém nhém nhém... espero que essa impressão passe... porque eu prefiro "acréscimos" a "decréscimos"...

Leituras...

Sempre achei interessante a proposta de participar de um Clube de Leitura (com leitores efetivos e que não tenham receio de expor as próprias conclusões), do tipo informal e não demasiadamente crítico, assim como demonstrado no filme "O Clube da Leitura de Jane Austen". No filme, eles partem, obviamente de uma autora, mas acharia mais viável partir de um campo de interesse... sei lá, poderia ser do micro pro macro... já que eu me disperso mais que papelote me vendaval...
Quando leio algo que gosto, tenho que achar um parceiro para trocar idéias... comentar... opinar... deduzir... inferir... puxar pelos cabelos em momentos de conflitos interpretativos e por aí vai...
E quando eu não gosto, mas é esperado que eu goste, quero alguém para me guiar de volta ao que quer que seja...
Não ligo (de fato) para as críticas aleatórias... mas sempre acabo lendo o comentário apreciativo ou depreciativo do Zezinho, antes de comprar volumes dos quais não tenho referência!!!
Pode parecer muito pretencioso... mas tenho amigos, que compartilham de fragmentos do que EU considero literário... e partindo desse princípio... vejo-os com olhos bem mais positivos... do que os totalmente divergentes!!!
Como eu indico algumas leituras... algumas pessoas... amigas e leitoras também... mas de outras vertentes... consideram que o natural seja manter a reciprocidade... é uma medida um tanto injusta essa... da reciprocidade literária!

domingo, dezembro 27, 2009

Are you the one? - The presets

Se a música tema de Glee figurou entre uma das dez que mais ouvi no segundo semestre, certamente a que mais ouvi durante o ano, e que não pretendo parar tão cedo, é Are you the one?, eu sou sempre atemporal, mas é quase modernidade entre o que costumo ouvir com mais "afinco", já que o primeiro álbum do The Presets foi lançado em 2005 (ou pelo menos foi onde minhas pesquisas me levaram)... tudo deles, vale a pena, mais até aqui, meu álbum preferido é Beams!
Aqui a grata união da música com um outro quesito que me dá prazer (a dança!)!

Sequência do filme "Vestida para casar"... que demonstra como a música "rompe limites"...

Momento Glee em solo europeu...

Prazeres simples...

Tem coisa que nos diverte e entretém de forma simples e efetiva... uma dessas coisas, para mim, é a música... ela é capaz de alternar sensações num piscar de olhos... de validar certas vivências... de tornar uma imagem (ou uma sequência delas) significativa(s)... de tantos outros aspectos favoráveis...
A música me impele a persistir e aplaca certos males... é terapêutica!

Neste ano, conheci o seriado Glee, que inicialmente me atraiu pela música tema "Don't Stop Believing - Journey" e se alguém se ater à aparência inicial da coisa, pode pensar que é mera cópia de HSM... só que mesmo aliando o quesito meigo de um grupo distinto de jovens cantando num coral (e as escolhas musicais em si)... há uma série de diálogos que mostram que ao lidar com seus conflitos pessoais são tão podres quanto é possível (sem mencionar que compõe a minoria não contemplada em "seriados colegiais") ... basta ver quem assina a produção da coisa toda!

Fica difícil de mensurar se essa ponte entre extremos é capaz de atrair públicos distintos... ainda é a primeira temporada (não sei nada em relação a sequências), mas tem atraído um público cativo, talvez de pessoas como eu, que têm um gosto tão divergente e aleatório que musicalmente topam "quase tudo"!

sábado, dezembro 26, 2009

...

Eu podia... eu iria...

Eu podia... eu iria...

São contra-argumentos do
Sheldon Cooper (ainda quero um igualzinho a ele!) para a argumentação: “Você não poderia ter parado por aí?”

Algumas vezes fazemos conjecturas mentais sobre o que fazer, “se” fazer, os resultantes do ato, e por aí afora... E as conjecturas se revelam inúteis... já que você podia... você iria... você acaba (de qualquer forma) assumindo inconsequentemente os riscos...você vai e faz... você “aceita as conseqüências”...

E normalmente o arrependimento do que foi feito é maior do que o não feito (ou pelo menos é assim que as coisas parecem sob a ótica recente)... Será que vem daí o termo “bem feito” com um toque pejorativo?!

Algumas comunidades do Orkut têm um nome criativo e adequado para as variáveis interações humanas, não sou filiada, mas poderia ser:

FAÇA DA JACA SUA PANTUFA!!!

Um outro hábito do Sheldon é iniciar os argumentos potencialmente ofensivos (e partindo previamente em sua defesa) com: “Com todo respeito”... (Seja em ofensas físicas, alheias, inter ou pessoais...)

Tirando o aspecto verbal da coisa, ele é um cara bem "reto" nas atitudes...

Creio que eu seja mais "reta" do que muita gente que conheço e de quem ouço falar... mas valha-me o argumento!!!

Vou beber isso e aquilo: Com todo respeito!
Vou tocar aqui e ali: Com todo respeito!
Vou extrapolar certos limites: Com todo respeito!
Vou inserir isso na minha dieta: Com todo respeito!
Vou partir para o ilegal: Com todo respeito!
Vou flertar com o imoral: Com todo respeito!
Vou atropelar sua intenção: Com todo respeito!
Vou declarar minhas intenções: Com todo respeito!
Vou contrariá-lo intensamente: Com todo respeito!
Vou terminar arrependida: Com todo respeito!
Vou desfrutar da maior dor de cabeça da minha vida: Com todo respeito!

Para brindar (com todo respeito)? Uma garrafa pequena de água e duas neosaldinas!!!

sexta-feira, dezembro 25, 2009

"Doações"...

Imunes...

Alguns se gabam por terem nascido perfeitos... por serem merecedores dos adjetivos mais grandiloquentes já que seus feitos são grandiosos... seu físico invejável... sua presença requisitada...
Eu tenho que admitir, que salvo alguns poucos defeitos (não coloco no diminutivo como de praxe, porque não são muitos, mas têm um alcance devastador!) sinto-me grata por ser um pouco mais do pouco menos que eu vejo circulando no meu entorno!
Assumi muito mais do que já é do meu feitio e fiquei extasiada ao chegar ao final com excelentes resultados e "quase tudo intacto"... e até ontem (quando caiu a ficha de que tenho mais a perder do que a colher), estava dando tratos a minha "vaidade mental" e insistindo que "dava conta de mais um"!!!
Só que, neste último ano, eu notei que não estou tão longe das doenças somáticas que assolam os meus conhecidos... vi amigos considerados saudáveis, "caindo porque a vida exigiu demais deles e os relacionamentos foram tortuosos"... perdi o foco em noites que meu sistema nervoso clamava por uma pausa... conheci pessoas que estão em sinal avançado de desistência (da vida... de tudo)... esperei que o clima fosse mais clemente, e embora tenha levado pouco do que "erroneamente pensava que era meu", levou muito de muita gente...
(...)
Daí eu despertei do devaneio (e não pense que é porque estamos nessa época, são considerações permanentes e contínuas) e percebi que Ser e Ter são considerações surreais...

Outro contexto e outro "veículo"... acho a temática relevante e amo essa música!!!

Momento EPTV...

A EPTV é uma emissora afiliada à Rede Globo e todo final de ano lança uma "vinheta de Ano Novo" simples e impecável (é só escarafunchar por aí que se encontra várias).
As campanhas já pairaram sobre os Desejos do Victor Hugo e já foram narradas pelo Lima Duarte...
Esta é a mais recente, baseada num poema de Renata Arantes - Deficiências.
É que discorde quem não apresenta deficiências frente aos próprios problemas!

quinta-feira, dezembro 24, 2009


Nota de rodapé:
Aqui não cabe na íntegra, clique aqui caso queria ver no "formato grandioso com efeitinhos mimosos"!
Bom proveito!!!

Despedidas...

Ontem, foi um rio de lágrimas na hora da "despedida"... e firme no meu "momento secura", não derramei nenhuma... (talvez porque tenha derramado todas as imagináveis reassistindo "Paixão de Cristo" no último domingo)... o fato é, que ainda que não seja demonstrado, nos sentimos muito mais seguros cercados "dos mesmos"... e dentre esses mesmos, ocasionalmente surge alguns de quem realmente sentiremos falta!
Claro que dá para encontrar as pessoas significativas em outras estâncias, mas fica um vazio difícil de quantificar ao imaginar que já não vai ser tão constante quanto era... ainda que ocorram alguns momentos "exasperantes"...
Não curto demagogias e afins, tento não ser demasiadamente alienada das coisas - fatos - pessoas - mas evito com uma ênfase que beira o religioso assistir telejornais, pois são deprimentes em qualquer época, mas nessa é um pouco mais!
As crianças apresentaram um teatro (moldado pelas "já saudosas" Van, Lí e Josi) que remetia ao "verdadeiro significado do Natal"... e a minha irmãzinha pouco interesseira liga para prever o horário do presente em forma de numerário... É o que sempre digo: "Está tudo errado!"
Eu desejo o bem para todas as pessoas, sem distinção... como também desejo que me deixem "Bem à vontade" (rs)... no programa Saia Justa (GNT) a Márcia Tiburi disse uma grande verdade, se a data fosse tão democrática quanto deveria... algumas pessoas seriam deixadas em paz!!!
Eu ainda acho que o meu "poeminha de natal" do ano passado, é o que há de mais verdadeiro em matéria de mensagem natalina... mas dentre os muitos risíveis que pairam por aí... esse tem o visual e a mensagem (preciso mesmo de muita fé, esperança e força para encarar a vida como ela é...) mais de acordo comigo!

domingo, dezembro 20, 2009

Neil e Sara em momento Disco...

Lacey com Neil... o terceiro...

Meus preferidos: Danny e Lacey... ficaram em segundo e quarto respectivamente...

Os quatro finalistas... da terceira temporada...

Você... sua melhor companhia!

Então, mesmo que as pessoas encham "o meu saco" para sair de casa, eu tenho que reafirmar o que uma certa garotinha presa numa dessas situações inusitadas disse:
"Não há lugar melhor que o nosso lar..." (E de quebra acompanhados por nós mesmos, o que invariavelmente basta!)
Já que mencionei seriados televisivos e ocasionalmente passa algo que valha a pena ser visto, ainda que alguns programas sejam transmitidos em solo tupiniquim anos após estréia em outros pontos do continente, entretém da mesma maneira.
E embora eu tenha dois pés esquerdos (número 38), adoro programas que envolvam música, dança e afins... e recentemente passou por aqui (via People&Arts e não FOX, conforme exibição original) a terceira temporada do
So You Think You Can Dance.

Analogias com seriados televisivos...



A vida, complexa que é... nos reporta a uma série de situações... e eu, tendo nascido sob a regência de astros que favorecem as situações mais inusitadas possíveis... pega numa dessas situações, junto com F. começamos a traçar analogias entre um desses momentos inusitados e alguns seriados...

Prision Break = Num "inferno" sem merecimento

OZ = O meio "deforma" os indivíduos

Lost = Compartilhando de bizarrices contínuas

Carnivale = Desfile ambulante de aberrações

Arquivo X = A "verdade" está lá fora...

Dá para continuar citando... citando... citando... mas essas já ilustram a intenção!

sábado, dezembro 19, 2009

"Mulheres reais!"


Acabei de ver um Calendário que prestigia as "Mulheres Reais", e esse tipo de abordagem certamente faz com que muitas sintam-se "vingadas"... eu pessoalmente, já tendo passado por diversas realidades em matéria de peso/corpo ideal, não acho que a abordagem escolhida seja a melhor, algo mais "sóbrio" seria mais efetivo, já que "curvas e carnes" acabam sempre reportadas a um apelo exagerado e mesmo satírico!

E acho muito mais real descobrir partes na penumbra do que escancarar às claras com "visual montado"!

Enfim, diferente do que afirmam, gosto é sim discutível, e eu usaria uma abordagem como as imagens postadas aqui (e sem referência já que foram "caçadas aleatoriamente em site de busca)...
De qualquer forma qual seria a graça se todos tivessem os mesmos padrões preferenciais?!

Sempre encarei isso de despir e ver despidos com total naturalidade, se fosse para escolher um título relativo a nudez, eu discordaria da proposição do Nelson Rodrigues ao afirmar que "Toda nudez será castigada" e da premissa numa campanha publicitária de tecidos (sei... não é do seu tempo....rs) e citada pela Companhia Brasileira de Moda, de que "Toda nudez será bem vestida"...
É fato que... "Toda nudez será descoberta..."


domingo, dezembro 13, 2009

Expurgando um último demônio... e outra vez através de
"E o convívio com esse homem será leve e cheio de risos como eu preciso, e será triste também, como ele precisa. E será sempre confortável como estar só - mas estando juntos."
Citei Heloísa Penteado no meu memorial, ela descreve em "Pedagogia da Comunicação" a dificuldade que alguns (era educadores, mas serve para todos) têm em sair da "zona de segurança" para a "zona de turbulência"... É inegável que me mantive numa zona de segurança e que tentar algo novo e inusitado quando se está numa posição confortável, não é nada fácil... Mas vou seguir a dica de Walt Disney, que é lema numa das minhas animações favoritas:
SIGA EM FRENTE!

...

Acredito que a análise cronológica de algumas vivências, expurga alguns demônios... e alguns já podem sair, porque é tempo para novas vivências e moradas... É sempre válido encarar do topo da montanha o que nos entristecia lá na superfície árida... como é imprescindível revisitar as sensações que nos partiram em pedaços, porque elas nos lembram que nada é tão intransponível e definitivo quanto nos parecia no momento em que se revelou...
Na semana passada, por motivos diferentes, vi três pessoas se debulharem em lágrimas, num daqueles rompantes em que não se consegue parar, mesmo que não se lembre mais do que desencadeou as lágrimas... Eu já passei por isso... e sei que emergimos dessa inundação com os ânimos renovados, porque ao verter essas lágrimas copiosas, não nos livramos de uma coisa só, e sim de tudo que vem se acumulando!
"Não sou certinha, não sou calma, não penso uma coisa só... não me faço de coitadinha e não choro à toa ou por falta de coragem. As lágrimas para mim foram um aprendizado, e se hoje elas me vêm é sempre em momentos em que tudo está de tal forma genuíno que não há como não se comover." (Maitê Proença)
E é por tudo isso... que eu quero brindar pelos meus "dias de secura" (lagrimais...rs)!

...

Interessante que eu tenha começado a leitura de "Uma vida inventada" após tentar escrachar a minha vida e o percurso que delineou as minhas escolhas até aqui.
Acredito que essa transição entre o analógico e o digital (claro, tive ajude de amigos mais experientes) só não foi tão complicada como é para tantos educadores, porque na minha infância minha curiosidade foi alimentada e meu perfil e interesses respeitados... eu sempre quis "tudo ao mesmo tempo agora" e sempre me detive a observar e considerar o que tinha no meu entorno.
Difícil foi aprender a manter um limite elegante de palavras num e-mail, já que eu podia escrever longas cartas aos amigos distantes e meu primeiro (e por um bom tempo, permanente) namorado era tão fã das linhas redigidas quanto eu... Numa recente madrugada insone, assisti Cartas de Amor (ok, o filme é de 99) e fiquei com inveja do tempo e dos motivos pelos quais o casal protagonista pode redigir tudo manualmente!
Pensar na minha primeira máquina de escrever, no meu primeiro rádio gravador, na minha primeira máquina fotográfica, fez com que surgisse um turbilhão de emoções que estavam hibernando... desde aquela época eu já me apropriava das letras alheias para definir as minhas sensações... utilizava certas melodias... mas imprimia as minhas letras pessoais em músicas que não traduziam exatamente o que eu queria expressar...
Lembro que quando o Alexandre morreu... modifiquei essa canção para fazer com que tudo fizesse sentido novamente... e ainda hoje lembro dessa e de tantas outras que modifiquei!
Agora é a vez da Maitê:
"E quando eu derramar aqui toda intimidade, com a lista exposta a minha frente nessa associação livre, talvez a vida se revele dando algum sentido à caminhada, e quem sabe então eu esteja pronta para escrever num formato que disfarce melhor o fato de ainda então continuar falando de mim. Quando tiver me livrado de mim, talvez eu consiga escrever sobre os não-mim que há em mim e por toda parte. Não que considere isso que faço agora menor do que aquilo que farei quando puder fazê-lo, Não será tão complicado narrar na terceira pessoa, inventar lugares e dar nomes fictícios aos personagens da história que inventarei. Não será impossível fazer as coisas se eu respeitar agora esta ordem estranha que se impõe na tela do computador."

Minha vida e uma vida inventada...


Ultimamente não passa um único dia em que eu não tenha que interpretar, resumir, ressignificar, conceituar algo escrito por pesquisadores e com "alto" teor científico.
Na semana passada, tive que redigir um memorial das minhas "incursões comunicacionais e tecnológicas" e ficou praticamente impossível desvincular a minha escrita de terminologias arraigadas, como: oportunizaram, procedimental, atitudinal, colaborativo, intencionalidade, funcionalidade e uma série de outras que ficaram constantes nos discursos elaborados.
Pretendia redigir um mínimo de 20 páginas e parei na décima segunda, não que não houvesse muito a ser dito, só que já não dava mais... o fato é que eu estou cansada, muuuuuito cansada e como se não bastasse fica difícil ser minimamente inteligente com algo martelando frequentemente nas minhas têmporas...
É só um momento discordante, porque é fato que eu sou (e sempre fui) uma garota das letras, a Maitê no livro "Uma vida inventada" descreve primorosamente alguns dos meus momentos (será que poderia citá-la "cientificamente falando"?!)...
"Não sou uma pessoa infeliz. Em momento algum as tristezas me imobilizaram, e não foi por coragem que isso se deu, mas por temperamento. Há nos meus interiores um entusiasmo indelével que me move. Se estou às portas do abismo, de dentro sobe um fogo que queima os nós da garganta, devolve-me a respiração e a voz, e por fim brota em mim uma vigorosa curiosidade por todas as coisas.
Assim tem sido.
Não acho a vida difícil, apenas repetitiva, e às vezes me cansa nadar contra correntes sempre tão semelhantes, ou atravessar as marolas que ondulam a todo momento..."
Logo mais estarei recuperada... e nem o meu anunciado cansaço fez com que eu desistisse de buscar estudos e/ou algo que sacie essa vigorosa curiosidade... Minhas "psicólogas de sofá e mesa" proclamam com total repreensão que essa gana por estudos é apenas uma forma de justificar minhas ausências (reconheço que foram muitas)...
O que elas ainda não entenderam é que isso me define e me torna mais plena do que qualquer convenção social... o que (ainda) falta é equilibrar meu tempo e culpa, com meus desejos (e/ou com os desejos alheios)!!!

sábado, dezembro 12, 2009

Complementando...

Conversas alteradas - Parte 3 - O boquete!

A restrição com o uso de palavras não é mais efetiva do que a com o uso de imagens... ao invés de "frear" as escolhas deles, gerou uma ampla curiosidade sobre "o regionalismo dos palavrões" (e olha que a rede é mundial!)
Quando os professores vão checar as postagens dos alunos, têm acesso a uma lista de restrições no vocabulário, e das 500 palavras listadas, entre a ordenação 46 e 60, constam essas (vou pedir licença aos puritanos e politicamente corretos... aliás, o que fazem aqui, saiam já do meu Blog!!!):
_____________________________________________________________
boquete
Boqueteira
Bosta
brioco
brouxou
brown eye
browneye
browntown
broxar
buceta
bucetinha
bull shit
bullshit
bum
bung hole
_____________________________________________________________
Outra mesa redonda e um caso verídico sobre a palavra em destaque:
Uma prof. pensou que "boquete" fosse um termo que jamais seria mencionado por alunos na faixa etária inferior aos 12 anos...
Uma segunda disse que o termo surgiu numa agressão verbal do tipo: "Sua mãe já fez boquete no meu pai!" - mas que ao questionar a criança, ela realmente não sabia do que se tratava, e foi orientada a não usar o termo...
Uma terceira disse que também ao questionar um aluno sobre o termo, ele respondeu: "Sei sim dona, tem uma fulana no meu bairro que paga boquete pra todo mundo..." (Cof Cof... Gasp!)
Quando uma quarta prof. pergunta: "O que é boquete?"
Eu olhei para ela, fechei a mão direita em punho, e direcionei com um movimento rítmico para a boca...
E ela, com cara de pasma respondeu: "Eu pensei que fosse o negócinho da lâmpada..."
E eu - já rindo - disse: "Aquilo é soquete!"
Concluindo... não sei mais se todas as piadas que já ouvi sobre professores... não eram mesmo relatos reais!!!

Conversas alteradas - Parte 2 - O anticristo!

Quem já viu a trilogia A Profecia e outros similares com criancinhas de potencial maligno, sabe que o anticristo nunca é o garotinho com um comportamento obviamente maligno, a maldade vem disfarçada sob uma máscara angelical... ainda bem que os que conheço não disfarçam nada... escancaram mesmo!!!
Trabalhamos com uma plataforma educativa virtual, onde felizmente tudo o que os alunos postam fica sob aprovação das professoras... e eu sempre os (re)oriento em relação ao que é permitido, só que mesmo assim, eles não veêm "nada demais" na maioria dos textos e imagens "não-educativos" que acabam compartilhando em suas páginas pessoais (aliás, considerando os gostos e tendências, terão os blogs/similares mais podres que já se viu)!
Num dos encontros "mesa redonda", compartilhamos as maiores desventuras nesses aspecto... e a curiosidade dos nossos alunos em saber porque alguns prefixos, sufixos e afins são proibidos no ambiente... exemplificando, se você escrever "lápis"... o "pis" não é aceito! (Retomo o quesito escrito na post seguinte!)
Em termos de situação, não ganhei na categoria escrita, mas ganhei na categoria imagem:
Um dos meus alunos achou "culturamente aceitável", fazer indicações de filmes (com imagem montada em "rolo de filme"), num dos únicos sites do gênero cujo acesso não é restrito (não esquenta, depois dessa vai ser)... eu nem sei que caminho ele usou, mas ele recomendou esse filme, exatamente com a imagem acima!
Depois de deletar a imagem (o que gera automaticamente um questionário sobre "permissões"), conversei separadamente com o aluno sobre a escolha dele, e ele, com todo respeito me respondeu:
"- Que qui tem profê, é antes de Cristo..."
Seguindo a lógica... antes de Cristo... pode(ia)!!!

Conversas alteradas - Parte 1 - O membro!


Continuo achando que a Maitena descreve com louvor as máximas e acontecimentos unisitados da vida... caso falte repertório, é só ela dar uma estagiada na área educativa!!!
A ilustração acima... no melhor padrão Mulheres Alteradas, reflete bem o nosso comportamento em final de ano letivo... e para relaxar é imprescindível o trinómio copo/mesa/prato, composto da forma que for preferencial para cada uma...
Quanto maior o tempo gasto sob a influência desses três itens... maior a probabilidade de sair alguma "pérola verborreica"...
Num sábado, estávamos discutindo "partes preferidas da anatomia masculina", quando uma das presentes mencionou que "nada se compara a um belo par de seios", e partimos para o quesito "esculturas artísticas", já que concluímos que as mulheres são muito mais retratadas que os homens, sejá lá qual for a forma artística de representação... num pulo, comentávamos que a maioria das esculturas masculinas vinham desprovidas de genitália... logo começou um verdadeiro debate sobre a representação ou não de um órgão no homem vitruviano de Da Vinci... (aqui em versão H. Simpson) que gerou um papo cabeça sobre só encararmos pessoalmente os membros masculinos quando eles estão num momento "impávido colosso"... a maioria de nós nunca viu a coisa dormente (num cara a cara)... a mais alterada de nós, elevou a voz dizendo ser impossível nunca termos visto, já que dormimos e tomamos banho com os distintos... e eu rebati que:
a) Quando tomamos banho (juntos) já ocorre a premissa vai rolar = (logo) "impávido colosso"...
b) Na hora de dormir, dormimos... e se rolam apalpadas é de lá para cá... e não o contrário!!!
Daí partimos para a real beleza da coisa (não, não é campanha da Dove) e eu mencionei no meu tom de voz normal e moderado, que é como um giz de cera gigante (meu material de trabalho, quer que eu diga o quê?!) lisinho e rosinha... a C.O. ficou pasma de eu comentar isso com o garçom por perto (e eu retruquei que se ele ouviu não fez a mesma analogia!) e a E.P. falou que no noivo dela (apesar de caucasiano) a cor predominante não era rosa... e o debate inútil continuou...
Concluímos que retratar artisticamente o falo dormente seria pouco atrativo visualmente e que retratá-lo ereto poderia ser ofensivo em vários aspectos... e partimos para outra!!!

domingo, novembro 29, 2009

... Para não esquecer dos ultimatos na minha agenda!

Nada a ver...

Tem MUITA coisa acontecendo na minha vida nesse momento... daí o "calar quando se tem coisas demais para dizer"... porque desde o meu blog original eu notei que tem coisa que não deve ser escancarada e que algumas pessoas projetam a vida delas nas nossas atitudes... estranho né? Mas verdadeiro!
Quando eu estiver "respirando normalmente" volto... e compartilho com a escrita o que clama para sair do meu cérebro... ou talvez não!

O fato é, que nesse instante, só precisava hospedar uma imagem e resgatar os motivos do meu sumiço!

Beijos... e se você tem o meu número, me liga!!!

segunda-feira, novembro 02, 2009

A Daisy de Cate Blanchett...

Na minha opinião, o filme é primoroso... e eu sempre gostei da Cate Blanchett...
Seja no papel de uma entidade sobrenatural (Sr. dos Anéis) ou não... ela é etérea... é uma dessas pessoas que atraem nossos olhares continuamente... e não tem relação só com a beleza... nos papéis em que o visual dela é menos atraente (vide Elizabeth, O aviador, ...) ocorre o mesmo...
Benjamin "cresceu" ao lado da menina Daisy, que ele encontra nas férias quando a garota vai visitar a avó no asilo. A diferença de idade aparente, porém, os afasta. Até que eles se encontram anos depois - ela 20 anos mais velha, ele 20 anos mais moço. Aliás, a cena em que Cate Blanchett, que vive Daisy, ao pé da escada, reconhece o amigo, é uma das mais emocionantes do filme. O casal protagonista está perfeito, bem como o excepcional elenco de apoio que inclui Tilda Swinton, Taraji P. Henson, Jason Flemyng e Jared Harris.

O filme é melhor...

... porque é "levemente" baseado no conto...

Recortes omeletescos:

O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, 2008) é a mais nova tentativa do diretor David Fincher de "sair da sua própria sombra e não fazer a mesma porcaria de novo".
E não poderia ser mais bem-sucedida e distinta de toda a sua brilhante cinematografia. Trata-se de uma fábula, levemente baseada no conto de F. Scott Fitzgerald (1896-1940), escrito em 1922, sobre um sujeito "nascido em circunstâncias incomuns". Benjamin Button nasce velho, às portas da morte e doente. No entanto, do lado oposto da citada "porta"... afinal, a cada minuto ele rejuvenesce, numa dramática inversão do ciclo da vida.
No início o filme assombra pelos efeitos. É inacreditável ver o bebê/velho, abandonado na escada de um asilo, com o rosto enrugado de Brad Pitt. Leva algum tempo para que essa sensação de estranheza se dissipe, mas o ritmo pacato e centrado do primeiro ato é focado nesse sentido. Conforme Benjamin torna-se capaz de sentar-se, começa a balbuciar suas primeiras palavras, levanta-se com o auxílio de muletas, vamos nos acostumando com o corpo senil do astro de Hollywood, criado através de computação gráfica e efeitos práticos de maquiagem. Enfim, quando Benjamin está pronto para explorar o mundo lá fora estamos mais que prontos a acompanhá-lo.
Nesse ponto, O Curioso Caso deveria mudar seu título para O Fascinante Caso... antes de tornar-se O Poético Caso de Benjamin Button. Sim, pois a premissa estranha dá lugar a uma meditação sobre a mortalidade, a passagem do tempo (e dos tempos) e o amor, em uma bem amarrada sucessão de eventos históricos vividos pelo protagonista.
Citação do filme:
A gente pode ficar furioso com o rumo dos acontecimentos...
A gente pode xingar, pode amaldiçoar o destino...
Mas quando chega o fim, a gente tem que aceitar.

Adaptação de um Caso Curioso...


Não... diferente de muitas mulheres que conheço... a imagem não significa meu corpo clamando pela maternidade... aliás, nesse momento... ele não está clamando por nada!!! (rs)
Simplesmente achei que um casal improvável, uma bela paisagem e um bebê geneticamente alterado tinham correlação com o assunto...

Recentemente adquiri uma adaptação em quadrinhos para o conto de F. Scott Fitzgeral - O curioso caso de Benjamin Button - folheando o volume não achei muita identidade com o que eu sabia do filme, então loquei o filme antes de efetuar a leitura...
Não gostei do quadrinho... não pela impressão (Ediouro) ou pormenores técnicos... apenas porque a história retratada no filme é muito melhor... já o posfácio do volume literário é bem interessante:
Benjamin Button é uma distinta fábula norte-americana sobre o poder do individualismo, pois ela demonstra não apenas o erro de desprezar esse homem extraordinário como também confirma o ideal de que são os indivíduos "curiosos" que alteram o rumo da história...
Dica para uma vida: (Uma das fontes do charme da história talvez seja) a recusa do protagonista em levar seus problemas e a si mesmo a sério demais...
Esta é uma sagaz característica que ele compartilhava com o autor, que concluiu o prefácio da história em Seis Contos da Era do Jazz com um trecho da carta de um fã e admirador anônimo de Cincinnati:
Senhor,
Eu li a história de Benjamin Button na Collier's e gostaria de dizer que, como um escritor de contos, você é um belo lunático. Já vi muitos doidos na minha vida, mas de todos os doidos que já vi você é o maior deles.
Odeio desperdiçar um pedaço de papel com o senhor, mas terei que fazê-lo.
(Intrigante. Donald G. Sheehy, páginas 126 e 127)

Intervenções...

Graças ao Alberto, resgatei o tal clip misterioso dos meus sonhos, a incorporação foi desativada, mas ei-lô:
Mencionei recentemente que eu era o livro do Machado... curiosamente, recebi uma "lista de presente" no dia dos funcionários públicos... do tutor de um dos meus cursos... na lista constam os links para trezentos e tantos livros virtuais... nem esquentei em "registrar o número" pois é meio falho, já que alguns se repetem... e o que mais se repete é o Memória Póstumas de Brás Cubas... isso pode ter dois motivos... tenho que investir numerologicamente na ordenação cronológica... ou talvez alguma divindade espera que eu releia e parta para um maior conhecimento das minhas neuras... vai saber, me recuso a acreditar no óbvio...rs

segunda-feira, outubro 26, 2009

O que é felicidade para você?

Citação constante do filme!

"Sem o amargo, o doce não é tão doce"!

Vanilla Sky by Radiohead...

Não achei o mencionado... mas adoro esse... filme.. vídeo.. música... contexto...
O filme é perfeito e faz com que meus "estágios" pareçam insignificantes!

Para levantar...

(De acordo com indicações, outra do Cameron Gray)

Em algumas épocas eu acho imprescindível dormir e acordar ouvindo música... Normalmente... em períodos menos atribulados, chega a véspera de novembro e meu rendimento vai caindo (imagine neste fatídico ano prestes a findar)...

Minha gana de saltar da cama e enfrentar as crias alheias também decai... claro que não são todas as crias que me impelem a um repente agorafóbico.. só as significativamente intratáveis.. que recebem esse título por mérito e louvor das suas progenitoras!!!

However... o momento musical reanimador matutino, consiste um ligar a TV uns 20 minutos num programa do canal VH1 - Clipes para levantar - e passou um clipe do Radiohead (gosto!), onde um cara deita na calçada e é abordado pelos transeuntes preocupados com seu bem estar e com a causa desse gesto... o cara segue pedindo para ser deixado ali e em paz... após várias abordagens... acaba cedendo e revelando a fonte (o mistério persiste) e o quadro evoluiu... TODOS ficam deitados inertes...

Detalhe 1: Conheço muita gente que não levantaria depois de assistir isso...

Detalhe 2: Eu estava num estágio entre "o cá e o lá", posso ter sonhado um tanto e imaginado um outro tanto...

Detalhe 3: Numa ocasião, no mesmo estágio, vi um casal subindo uma montanha e fiz a minha mãe assistir um filme inteiro porque garanti que os protagonistas "subiam ao céu"...

Detalhe 4: Os meus estágios são tão variáveis, que semana passada eu levantei, tirei o fone da gôndola, conversei por um bom tempo e só sei disso porque acordei com o fone do meu lado e porque tenho o registro da chamada (O que foi dito? Só uma pessoa sabe, e não sou eu...)

Detalhe 5: Eu procurei, mas não achei vestígios do vídeo...

Detalhe 6: Serei grata por dicas relacionadas!

domingo, outubro 25, 2009

E falando em nerds...

Fica difícil assistir The Big Bang Theory e não se identificar em algo com o quinteto... aliás, se o Sheldon fosse um boneco, eu iria querer um... é fantástico que alguém tão insuportável seja tão carismático...
Sempre gostei da abertura... levemente indicada abaixo... também tem a versão com imagens por aí... mas eu prefiro a com desenhos... fica parecendo que desenhar é algo acessível a qualquer mortal... também gostava do tema... e descobri por acaso que é do Barenaked Ladies... que é uma banda canadense que também descobri recentemente e cujo trabalho me agradou! Dentre as inúmeras improbabilidades do que pode vir a me agradar... fica tipo: "Ih, a Cris não vai gostar disso"... acabo gostando... ou: "Isso ela vai amar"... e bate na trave!!!

Falando em leitura - Que livro você é?

O blog do Mídias na Educação cantou essa bola primeiro...
O site Educar para Crescer (Abril) oportuniza um teste para você descobrir qual livro da literatura brasileira "te define melhor"!
É sabido que testes trazem aproximações e não a verdade absoluta, mas a bendita curiosidade pelo inútil sempre me impulsiona a fazer alguns... e foi o que eu fiz... não curti muito o resultado, porque esse livro não é nem de longe, um dos que eu tenha realmente gostado de ler... é claro que isso pode ter uma relação estreita com as imposições escolares da minha infância/juventude... algo como o que a Leda fez ao me obrigar a ler A Hora da Estrela e concluir que as conclusões dela fossem as únicas aceitáveis... resultado? Eu amo a Clarice Lispector... mas odeio A Hora da Estrela (livro e filme) na mesmíssima proporção...
Enfim... numa época em que O Machado (de Assis) tem estado tão presente na minha vida... por motivos que não são da conta de ninguém e por ser uma das indicações do meu próximo vestibular (Contos Fluminenses)... eu sou "obra do Machado":

"Memórias póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis

Ok, você não é exatamente uma pessoa fácil e otimista, mas muita gente te adora. É possível, aliás, que você marque a história de sua família, de seu bairro... Quem sabe até de sua cidade? Afinal, você consegue ser inteligente e perspicaz, mas nem por isso virar as costas para a popularidade - um talento raro. Claro que esse cinismo ácido que você teima em destilar afasta alguns, e os mais jovens nem sempre conseguem entendê-lo. Mas nada que seu carisma natural e dinamismo não compensem.
"Memórias póstumas de Brás Cubas" (1881) é considerado o divisor de águas entre os movimentos Romântico e Realista. Uma das expressões da genialidade de Machado de Assis (e de sua refinada ironia), há décadas tem sido leitura obrigatória na maior parte das escolas e costuma agradar aos alunos adolescentes. Já inspirou filme e peças de teatro. É, portanto, um caso de clássico capaz de conquistar leitores variados. Proezas de Machado.

Rótulos x Leitores (ou vive-versa)!

É comum vermos os quadrinhos incluídos numa sub-categoria de leitura e as pessoas que gostam de quadrinhos acabam sendo rotuladas pelos que se consideram “reais leitores” devido às suas escolhas mais “qualitativas e quantitativas”.
Recentemente fiz um trabalho em que o gênero deveria ser trabalhado na modalidade EaD e fiquei surpresa em ver a variedade de temas que o defendem como difusor do hábito leitor, o que é pura verdade, quem lê quadrinhos lê qualquer outro gênero literário, mas sem abandonar as raízes...
Também estão disponíveis para download alguns editores virtuais de HQs, o que é excelente para exercitar a escrita e a criatividade!
Nos EUA alguns rótulos são (sempre) um pouco mais extremistas... basta reparar que são os nerds que adotam essas leituras...
Seja lá qual for a postura em relação ao assunto, acho bem improvável que, vendo esse vídeo, não seja sentido pelo menos um certo "ímpeto em começar”!

segunda-feira, outubro 12, 2009

Mamma Mia!

Não vejo nenhuma graça no "Abba teens" (pudera, sou da geração intermediária!) exceto que, como em trilhas de tantos outros filmes, possam contribuir para divulgar o trabalho dos originais... as mocinhas não assumem a permanente, o que é típico da "geração chapinha"...
Agora voltando ao filme, a Amanda Seyfried cumpriu naturalmente o papel dela!
A Meryl Streep convincente como sempre e o Colin Firth nem precisa cantar... adoro o cara!


(Cameron Gray)

Trechos de The Winner Takes It All (Abba)...

Eu não quero conversar
Sobre as coisas que nós passamos
Agora é passado
Eu joguei todas as minhas cartas
Não há mais nada a dizer
Nenhum ás a mais a jogar


Eu estava em seus braços
Achando que ali era meu lugar
Eu achava que fazia sentido
Construindo uma cerca, um lar
Achando que seria forte lá


Mas fui uma tola
Jogando conforme as regras
Os deuses podem jogar um dado
Suas mentes tão frias quanto gelo
E alguém aqui embaixo
Perde alguém querido


O vencedor leva tudo
O perdedor tem que cair
É simples e está claro
Por que eu deveria lamentar?!

"Não divida sua devoção"!

Uma das amigas com o potencial mencionado queria que eu lhe emprestasse Piaf (bom... pero um brinde interminável a depressão!)...
Dia nublado... chuvoso... indiquei... Mamma Mia... é leve... despretencioso como um musical deve ser... com trilha embasada no ABBA... e com letras que incentivam você a se "bastar" (mas com diversões eventuais!)...
Salvo uma das minhas canções prediletas, que descobri ser um "ode a possessividade"...rs
(Lay all your love on me)
Não jogue fora seus sentimentos
Deixe todo seu amor comigo
Não divida sua devoção
Deixe todo seu amor comigo

Pertencer a...

Uma das maiores discussões sociais da atualidade paira sobre nossas relações, ou sobre o distanciamento que o uso exacerbado das mídias e do acúmulo de funções exercem sobre essas (im)possíveis relações...
Os monólogos mais comuns atribuem todas as culpas à agenda.... ou à ansiedade (por cumprir a agenda)... ou à depressão (por não cumprir metas pessoais que também estão relacionadas a agenda)...
Essas interrupções dos mecanismos interativos ou esse distanciamento do corpo a corpo, facilita, na minha opinião, o surgimento de uma nova classe de pessoas... os megacarentes...
Observe as pessoas que te rodeiam... num grupo de 6, pelo menos a metade precisa da atenção direta de alguém...
Ser amigo... remete a uma obrigatoriedade padrão de abrir mão do que consta na agenda para ouvir os distintos comentando repetidamente suas aflições... tem gente que não quer que sua atenção seja dividida... aquela amiga que faz as suas unhas nos momentos eventuais, surta se uma profissional te tocar... tem aquela que não tem boa empregabilidade para as finanças e acha que tem que te presentear o tempo todo com algo... e aquele que precisa de elogios diários, mesmo os deprovidos de sinceridade...
Os tempos aparentam total autonomia... mas não é bem o que vejo por aí!

segunda-feira, outubro 05, 2009

Pela música e pelo contexto...

Consultas ortográficas...

Estou longe de me familiarizar com o novo Acordo Ortográfico, acho que como tudo o que "parece chato no momento", vou adiar para quando não houver mais tempo, porque daí, de um jeito ou de outro, sai!
Fui escrever anti-social no post anterior... e ainda que o elemento seja o mesmo... para quem se auto-define assim há anos, ocorre uma recusa interna em virar "antissocial"... E tem tantos "antis" mais interessantes que também serão modificados... Na minha idade o "ante" não importa mais... sofra a alteração de for...
São muitas as opções de dicionários online para consultar, mas em caso de pânico sempre uso o Priberam que conta com a opção de analisar a grafia antes e depois do citado acordo.

Interações familiares...

Desde o final da última semana, eu tenho recebido alerta de infecção nos canais respiratórios... e depois de um final de semana de adoecer "gente sã"... estou prostrada na frente do micro... febril e esperando que meu corpo e mente sigam comandos voluntários (definitivamente mais afoitos aos involuntários)...
É comum, dada a minha exacerbada carga expressiva, algumas pessoas duvidarem da veracidade de alguns fatos narrados... Como se fosse uma prática narrativa fictícia ou algo aproximado...
A Vandinha é considerada uma pessoa estranha, cética e pouco sociável... algo bem próximo de como eu sou considerada no assustador seio familiar... ela é tão ficitícia quanto a imaginação dos seus criadores permitiu... e se fizer alguém mais feliz talvez as minhas considerações também sejam...
Depois de longos anos de separação e de permanência conjugal com um outro elemento, alguém da sua família, de grau de parentesco 1, resolve oficializar a união... e reunir familiares em ambientes para sociáveis... sua primeira reação é buscar a rota de fuga mais próxima... mas dado o grau de parentesco, fica inviável concluir seu plano...
Daí você se vê obrigada e passar um dia (inteiro!) com a única pessoa da família que é mais estranha e mais anti-social que você... e com a única que você despreza em todos os aspectos... sabendo desde já que o volume, os assuntos, os gestos e as interações na sua mesa serão os mais vergonhosos e vexatórios dentre todos...
E foram... e não vou enunciá-los aqui, porque isso fará com que eles durem mais do que eu preciso... mas é por esses momentos e essas certezas... que o rótulo de "estranha" ainda é mais apreciado do que o de "simpática"!