domingo, dezembro 13, 2009

Expurgando um último demônio... e outra vez através de
"E o convívio com esse homem será leve e cheio de risos como eu preciso, e será triste também, como ele precisa. E será sempre confortável como estar só - mas estando juntos."
Citei Heloísa Penteado no meu memorial, ela descreve em "Pedagogia da Comunicação" a dificuldade que alguns (era educadores, mas serve para todos) têm em sair da "zona de segurança" para a "zona de turbulência"... É inegável que me mantive numa zona de segurança e que tentar algo novo e inusitado quando se está numa posição confortável, não é nada fácil... Mas vou seguir a dica de Walt Disney, que é lema numa das minhas animações favoritas:
SIGA EM FRENTE!

...

Acredito que a análise cronológica de algumas vivências, expurga alguns demônios... e alguns já podem sair, porque é tempo para novas vivências e moradas... É sempre válido encarar do topo da montanha o que nos entristecia lá na superfície árida... como é imprescindível revisitar as sensações que nos partiram em pedaços, porque elas nos lembram que nada é tão intransponível e definitivo quanto nos parecia no momento em que se revelou...
Na semana passada, por motivos diferentes, vi três pessoas se debulharem em lágrimas, num daqueles rompantes em que não se consegue parar, mesmo que não se lembre mais do que desencadeou as lágrimas... Eu já passei por isso... e sei que emergimos dessa inundação com os ânimos renovados, porque ao verter essas lágrimas copiosas, não nos livramos de uma coisa só, e sim de tudo que vem se acumulando!
"Não sou certinha, não sou calma, não penso uma coisa só... não me faço de coitadinha e não choro à toa ou por falta de coragem. As lágrimas para mim foram um aprendizado, e se hoje elas me vêm é sempre em momentos em que tudo está de tal forma genuíno que não há como não se comover." (Maitê Proença)
E é por tudo isso... que eu quero brindar pelos meus "dias de secura" (lagrimais...rs)!

...

Interessante que eu tenha começado a leitura de "Uma vida inventada" após tentar escrachar a minha vida e o percurso que delineou as minhas escolhas até aqui.
Acredito que essa transição entre o analógico e o digital (claro, tive ajude de amigos mais experientes) só não foi tão complicada como é para tantos educadores, porque na minha infância minha curiosidade foi alimentada e meu perfil e interesses respeitados... eu sempre quis "tudo ao mesmo tempo agora" e sempre me detive a observar e considerar o que tinha no meu entorno.
Difícil foi aprender a manter um limite elegante de palavras num e-mail, já que eu podia escrever longas cartas aos amigos distantes e meu primeiro (e por um bom tempo, permanente) namorado era tão fã das linhas redigidas quanto eu... Numa recente madrugada insone, assisti Cartas de Amor (ok, o filme é de 99) e fiquei com inveja do tempo e dos motivos pelos quais o casal protagonista pode redigir tudo manualmente!
Pensar na minha primeira máquina de escrever, no meu primeiro rádio gravador, na minha primeira máquina fotográfica, fez com que surgisse um turbilhão de emoções que estavam hibernando... desde aquela época eu já me apropriava das letras alheias para definir as minhas sensações... utilizava certas melodias... mas imprimia as minhas letras pessoais em músicas que não traduziam exatamente o que eu queria expressar...
Lembro que quando o Alexandre morreu... modifiquei essa canção para fazer com que tudo fizesse sentido novamente... e ainda hoje lembro dessa e de tantas outras que modifiquei!
Agora é a vez da Maitê:
"E quando eu derramar aqui toda intimidade, com a lista exposta a minha frente nessa associação livre, talvez a vida se revele dando algum sentido à caminhada, e quem sabe então eu esteja pronta para escrever num formato que disfarce melhor o fato de ainda então continuar falando de mim. Quando tiver me livrado de mim, talvez eu consiga escrever sobre os não-mim que há em mim e por toda parte. Não que considere isso que faço agora menor do que aquilo que farei quando puder fazê-lo, Não será tão complicado narrar na terceira pessoa, inventar lugares e dar nomes fictícios aos personagens da história que inventarei. Não será impossível fazer as coisas se eu respeitar agora esta ordem estranha que se impõe na tela do computador."

Minha vida e uma vida inventada...


Ultimamente não passa um único dia em que eu não tenha que interpretar, resumir, ressignificar, conceituar algo escrito por pesquisadores e com "alto" teor científico.
Na semana passada, tive que redigir um memorial das minhas "incursões comunicacionais e tecnológicas" e ficou praticamente impossível desvincular a minha escrita de terminologias arraigadas, como: oportunizaram, procedimental, atitudinal, colaborativo, intencionalidade, funcionalidade e uma série de outras que ficaram constantes nos discursos elaborados.
Pretendia redigir um mínimo de 20 páginas e parei na décima segunda, não que não houvesse muito a ser dito, só que já não dava mais... o fato é que eu estou cansada, muuuuuito cansada e como se não bastasse fica difícil ser minimamente inteligente com algo martelando frequentemente nas minhas têmporas...
É só um momento discordante, porque é fato que eu sou (e sempre fui) uma garota das letras, a Maitê no livro "Uma vida inventada" descreve primorosamente alguns dos meus momentos (será que poderia citá-la "cientificamente falando"?!)...
"Não sou uma pessoa infeliz. Em momento algum as tristezas me imobilizaram, e não foi por coragem que isso se deu, mas por temperamento. Há nos meus interiores um entusiasmo indelével que me move. Se estou às portas do abismo, de dentro sobe um fogo que queima os nós da garganta, devolve-me a respiração e a voz, e por fim brota em mim uma vigorosa curiosidade por todas as coisas.
Assim tem sido.
Não acho a vida difícil, apenas repetitiva, e às vezes me cansa nadar contra correntes sempre tão semelhantes, ou atravessar as marolas que ondulam a todo momento..."
Logo mais estarei recuperada... e nem o meu anunciado cansaço fez com que eu desistisse de buscar estudos e/ou algo que sacie essa vigorosa curiosidade... Minhas "psicólogas de sofá e mesa" proclamam com total repreensão que essa gana por estudos é apenas uma forma de justificar minhas ausências (reconheço que foram muitas)...
O que elas ainda não entenderam é que isso me define e me torna mais plena do que qualquer convenção social... o que (ainda) falta é equilibrar meu tempo e culpa, com meus desejos (e/ou com os desejos alheios)!!!

sábado, dezembro 12, 2009

Complementando...

Conversas alteradas - Parte 3 - O boquete!

A restrição com o uso de palavras não é mais efetiva do que a com o uso de imagens... ao invés de "frear" as escolhas deles, gerou uma ampla curiosidade sobre "o regionalismo dos palavrões" (e olha que a rede é mundial!)
Quando os professores vão checar as postagens dos alunos, têm acesso a uma lista de restrições no vocabulário, e das 500 palavras listadas, entre a ordenação 46 e 60, constam essas (vou pedir licença aos puritanos e politicamente corretos... aliás, o que fazem aqui, saiam já do meu Blog!!!):
_____________________________________________________________
boquete
Boqueteira
Bosta
brioco
brouxou
brown eye
browneye
browntown
broxar
buceta
bucetinha
bull shit
bullshit
bum
bung hole
_____________________________________________________________
Outra mesa redonda e um caso verídico sobre a palavra em destaque:
Uma prof. pensou que "boquete" fosse um termo que jamais seria mencionado por alunos na faixa etária inferior aos 12 anos...
Uma segunda disse que o termo surgiu numa agressão verbal do tipo: "Sua mãe já fez boquete no meu pai!" - mas que ao questionar a criança, ela realmente não sabia do que se tratava, e foi orientada a não usar o termo...
Uma terceira disse que também ao questionar um aluno sobre o termo, ele respondeu: "Sei sim dona, tem uma fulana no meu bairro que paga boquete pra todo mundo..." (Cof Cof... Gasp!)
Quando uma quarta prof. pergunta: "O que é boquete?"
Eu olhei para ela, fechei a mão direita em punho, e direcionei com um movimento rítmico para a boca...
E ela, com cara de pasma respondeu: "Eu pensei que fosse o negócinho da lâmpada..."
E eu - já rindo - disse: "Aquilo é soquete!"
Concluindo... não sei mais se todas as piadas que já ouvi sobre professores... não eram mesmo relatos reais!!!

Conversas alteradas - Parte 2 - O anticristo!

Quem já viu a trilogia A Profecia e outros similares com criancinhas de potencial maligno, sabe que o anticristo nunca é o garotinho com um comportamento obviamente maligno, a maldade vem disfarçada sob uma máscara angelical... ainda bem que os que conheço não disfarçam nada... escancaram mesmo!!!
Trabalhamos com uma plataforma educativa virtual, onde felizmente tudo o que os alunos postam fica sob aprovação das professoras... e eu sempre os (re)oriento em relação ao que é permitido, só que mesmo assim, eles não veêm "nada demais" na maioria dos textos e imagens "não-educativos" que acabam compartilhando em suas páginas pessoais (aliás, considerando os gostos e tendências, terão os blogs/similares mais podres que já se viu)!
Num dos encontros "mesa redonda", compartilhamos as maiores desventuras nesses aspecto... e a curiosidade dos nossos alunos em saber porque alguns prefixos, sufixos e afins são proibidos no ambiente... exemplificando, se você escrever "lápis"... o "pis" não é aceito! (Retomo o quesito escrito na post seguinte!)
Em termos de situação, não ganhei na categoria escrita, mas ganhei na categoria imagem:
Um dos meus alunos achou "culturamente aceitável", fazer indicações de filmes (com imagem montada em "rolo de filme"), num dos únicos sites do gênero cujo acesso não é restrito (não esquenta, depois dessa vai ser)... eu nem sei que caminho ele usou, mas ele recomendou esse filme, exatamente com a imagem acima!
Depois de deletar a imagem (o que gera automaticamente um questionário sobre "permissões"), conversei separadamente com o aluno sobre a escolha dele, e ele, com todo respeito me respondeu:
"- Que qui tem profê, é antes de Cristo..."
Seguindo a lógica... antes de Cristo... pode(ia)!!!

Conversas alteradas - Parte 1 - O membro!


Continuo achando que a Maitena descreve com louvor as máximas e acontecimentos unisitados da vida... caso falte repertório, é só ela dar uma estagiada na área educativa!!!
A ilustração acima... no melhor padrão Mulheres Alteradas, reflete bem o nosso comportamento em final de ano letivo... e para relaxar é imprescindível o trinómio copo/mesa/prato, composto da forma que for preferencial para cada uma...
Quanto maior o tempo gasto sob a influência desses três itens... maior a probabilidade de sair alguma "pérola verborreica"...
Num sábado, estávamos discutindo "partes preferidas da anatomia masculina", quando uma das presentes mencionou que "nada se compara a um belo par de seios", e partimos para o quesito "esculturas artísticas", já que concluímos que as mulheres são muito mais retratadas que os homens, sejá lá qual for a forma artística de representação... num pulo, comentávamos que a maioria das esculturas masculinas vinham desprovidas de genitália... logo começou um verdadeiro debate sobre a representação ou não de um órgão no homem vitruviano de Da Vinci... (aqui em versão H. Simpson) que gerou um papo cabeça sobre só encararmos pessoalmente os membros masculinos quando eles estão num momento "impávido colosso"... a maioria de nós nunca viu a coisa dormente (num cara a cara)... a mais alterada de nós, elevou a voz dizendo ser impossível nunca termos visto, já que dormimos e tomamos banho com os distintos... e eu rebati que:
a) Quando tomamos banho (juntos) já ocorre a premissa vai rolar = (logo) "impávido colosso"...
b) Na hora de dormir, dormimos... e se rolam apalpadas é de lá para cá... e não o contrário!!!
Daí partimos para a real beleza da coisa (não, não é campanha da Dove) e eu mencionei no meu tom de voz normal e moderado, que é como um giz de cera gigante (meu material de trabalho, quer que eu diga o quê?!) lisinho e rosinha... a C.O. ficou pasma de eu comentar isso com o garçom por perto (e eu retruquei que se ele ouviu não fez a mesma analogia!) e a E.P. falou que no noivo dela (apesar de caucasiano) a cor predominante não era rosa... e o debate inútil continuou...
Concluímos que retratar artisticamente o falo dormente seria pouco atrativo visualmente e que retratá-lo ereto poderia ser ofensivo em vários aspectos... e partimos para outra!!!

domingo, novembro 29, 2009

... Para não esquecer dos ultimatos na minha agenda!

Nada a ver...

Tem MUITA coisa acontecendo na minha vida nesse momento... daí o "calar quando se tem coisas demais para dizer"... porque desde o meu blog original eu notei que tem coisa que não deve ser escancarada e que algumas pessoas projetam a vida delas nas nossas atitudes... estranho né? Mas verdadeiro!
Quando eu estiver "respirando normalmente" volto... e compartilho com a escrita o que clama para sair do meu cérebro... ou talvez não!

O fato é, que nesse instante, só precisava hospedar uma imagem e resgatar os motivos do meu sumiço!

Beijos... e se você tem o meu número, me liga!!!

segunda-feira, novembro 02, 2009

A Daisy de Cate Blanchett...

Na minha opinião, o filme é primoroso... e eu sempre gostei da Cate Blanchett...
Seja no papel de uma entidade sobrenatural (Sr. dos Anéis) ou não... ela é etérea... é uma dessas pessoas que atraem nossos olhares continuamente... e não tem relação só com a beleza... nos papéis em que o visual dela é menos atraente (vide Elizabeth, O aviador, ...) ocorre o mesmo...
Benjamin "cresceu" ao lado da menina Daisy, que ele encontra nas férias quando a garota vai visitar a avó no asilo. A diferença de idade aparente, porém, os afasta. Até que eles se encontram anos depois - ela 20 anos mais velha, ele 20 anos mais moço. Aliás, a cena em que Cate Blanchett, que vive Daisy, ao pé da escada, reconhece o amigo, é uma das mais emocionantes do filme. O casal protagonista está perfeito, bem como o excepcional elenco de apoio que inclui Tilda Swinton, Taraji P. Henson, Jason Flemyng e Jared Harris.

O filme é melhor...

... porque é "levemente" baseado no conto...

Recortes omeletescos:

O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, 2008) é a mais nova tentativa do diretor David Fincher de "sair da sua própria sombra e não fazer a mesma porcaria de novo".
E não poderia ser mais bem-sucedida e distinta de toda a sua brilhante cinematografia. Trata-se de uma fábula, levemente baseada no conto de F. Scott Fitzgerald (1896-1940), escrito em 1922, sobre um sujeito "nascido em circunstâncias incomuns". Benjamin Button nasce velho, às portas da morte e doente. No entanto, do lado oposto da citada "porta"... afinal, a cada minuto ele rejuvenesce, numa dramática inversão do ciclo da vida.
No início o filme assombra pelos efeitos. É inacreditável ver o bebê/velho, abandonado na escada de um asilo, com o rosto enrugado de Brad Pitt. Leva algum tempo para que essa sensação de estranheza se dissipe, mas o ritmo pacato e centrado do primeiro ato é focado nesse sentido. Conforme Benjamin torna-se capaz de sentar-se, começa a balbuciar suas primeiras palavras, levanta-se com o auxílio de muletas, vamos nos acostumando com o corpo senil do astro de Hollywood, criado através de computação gráfica e efeitos práticos de maquiagem. Enfim, quando Benjamin está pronto para explorar o mundo lá fora estamos mais que prontos a acompanhá-lo.
Nesse ponto, O Curioso Caso deveria mudar seu título para O Fascinante Caso... antes de tornar-se O Poético Caso de Benjamin Button. Sim, pois a premissa estranha dá lugar a uma meditação sobre a mortalidade, a passagem do tempo (e dos tempos) e o amor, em uma bem amarrada sucessão de eventos históricos vividos pelo protagonista.
Citação do filme:
A gente pode ficar furioso com o rumo dos acontecimentos...
A gente pode xingar, pode amaldiçoar o destino...
Mas quando chega o fim, a gente tem que aceitar.

Adaptação de um Caso Curioso...


Não... diferente de muitas mulheres que conheço... a imagem não significa meu corpo clamando pela maternidade... aliás, nesse momento... ele não está clamando por nada!!! (rs)
Simplesmente achei que um casal improvável, uma bela paisagem e um bebê geneticamente alterado tinham correlação com o assunto...

Recentemente adquiri uma adaptação em quadrinhos para o conto de F. Scott Fitzgeral - O curioso caso de Benjamin Button - folheando o volume não achei muita identidade com o que eu sabia do filme, então loquei o filme antes de efetuar a leitura...
Não gostei do quadrinho... não pela impressão (Ediouro) ou pormenores técnicos... apenas porque a história retratada no filme é muito melhor... já o posfácio do volume literário é bem interessante:
Benjamin Button é uma distinta fábula norte-americana sobre o poder do individualismo, pois ela demonstra não apenas o erro de desprezar esse homem extraordinário como também confirma o ideal de que são os indivíduos "curiosos" que alteram o rumo da história...
Dica para uma vida: (Uma das fontes do charme da história talvez seja) a recusa do protagonista em levar seus problemas e a si mesmo a sério demais...
Esta é uma sagaz característica que ele compartilhava com o autor, que concluiu o prefácio da história em Seis Contos da Era do Jazz com um trecho da carta de um fã e admirador anônimo de Cincinnati:
Senhor,
Eu li a história de Benjamin Button na Collier's e gostaria de dizer que, como um escritor de contos, você é um belo lunático. Já vi muitos doidos na minha vida, mas de todos os doidos que já vi você é o maior deles.
Odeio desperdiçar um pedaço de papel com o senhor, mas terei que fazê-lo.
(Intrigante. Donald G. Sheehy, páginas 126 e 127)

Intervenções...

Graças ao Alberto, resgatei o tal clip misterioso dos meus sonhos, a incorporação foi desativada, mas ei-lô:
Mencionei recentemente que eu era o livro do Machado... curiosamente, recebi uma "lista de presente" no dia dos funcionários públicos... do tutor de um dos meus cursos... na lista constam os links para trezentos e tantos livros virtuais... nem esquentei em "registrar o número" pois é meio falho, já que alguns se repetem... e o que mais se repete é o Memória Póstumas de Brás Cubas... isso pode ter dois motivos... tenho que investir numerologicamente na ordenação cronológica... ou talvez alguma divindade espera que eu releia e parta para um maior conhecimento das minhas neuras... vai saber, me recuso a acreditar no óbvio...rs

segunda-feira, outubro 26, 2009

O que é felicidade para você?

Citação constante do filme!

"Sem o amargo, o doce não é tão doce"!

Vanilla Sky by Radiohead...

Não achei o mencionado... mas adoro esse... filme.. vídeo.. música... contexto...
O filme é perfeito e faz com que meus "estágios" pareçam insignificantes!

Para levantar...

(De acordo com indicações, outra do Cameron Gray)

Em algumas épocas eu acho imprescindível dormir e acordar ouvindo música... Normalmente... em períodos menos atribulados, chega a véspera de novembro e meu rendimento vai caindo (imagine neste fatídico ano prestes a findar)...

Minha gana de saltar da cama e enfrentar as crias alheias também decai... claro que não são todas as crias que me impelem a um repente agorafóbico.. só as significativamente intratáveis.. que recebem esse título por mérito e louvor das suas progenitoras!!!

However... o momento musical reanimador matutino, consiste um ligar a TV uns 20 minutos num programa do canal VH1 - Clipes para levantar - e passou um clipe do Radiohead (gosto!), onde um cara deita na calçada e é abordado pelos transeuntes preocupados com seu bem estar e com a causa desse gesto... o cara segue pedindo para ser deixado ali e em paz... após várias abordagens... acaba cedendo e revelando a fonte (o mistério persiste) e o quadro evoluiu... TODOS ficam deitados inertes...

Detalhe 1: Conheço muita gente que não levantaria depois de assistir isso...

Detalhe 2: Eu estava num estágio entre "o cá e o lá", posso ter sonhado um tanto e imaginado um outro tanto...

Detalhe 3: Numa ocasião, no mesmo estágio, vi um casal subindo uma montanha e fiz a minha mãe assistir um filme inteiro porque garanti que os protagonistas "subiam ao céu"...

Detalhe 4: Os meus estágios são tão variáveis, que semana passada eu levantei, tirei o fone da gôndola, conversei por um bom tempo e só sei disso porque acordei com o fone do meu lado e porque tenho o registro da chamada (O que foi dito? Só uma pessoa sabe, e não sou eu...)

Detalhe 5: Eu procurei, mas não achei vestígios do vídeo...

Detalhe 6: Serei grata por dicas relacionadas!

domingo, outubro 25, 2009

E falando em nerds...

Fica difícil assistir The Big Bang Theory e não se identificar em algo com o quinteto... aliás, se o Sheldon fosse um boneco, eu iria querer um... é fantástico que alguém tão insuportável seja tão carismático...
Sempre gostei da abertura... levemente indicada abaixo... também tem a versão com imagens por aí... mas eu prefiro a com desenhos... fica parecendo que desenhar é algo acessível a qualquer mortal... também gostava do tema... e descobri por acaso que é do Barenaked Ladies... que é uma banda canadense que também descobri recentemente e cujo trabalho me agradou! Dentre as inúmeras improbabilidades do que pode vir a me agradar... fica tipo: "Ih, a Cris não vai gostar disso"... acabo gostando... ou: "Isso ela vai amar"... e bate na trave!!!

Falando em leitura - Que livro você é?

O blog do Mídias na Educação cantou essa bola primeiro...
O site Educar para Crescer (Abril) oportuniza um teste para você descobrir qual livro da literatura brasileira "te define melhor"!
É sabido que testes trazem aproximações e não a verdade absoluta, mas a bendita curiosidade pelo inútil sempre me impulsiona a fazer alguns... e foi o que eu fiz... não curti muito o resultado, porque esse livro não é nem de longe, um dos que eu tenha realmente gostado de ler... é claro que isso pode ter uma relação estreita com as imposições escolares da minha infância/juventude... algo como o que a Leda fez ao me obrigar a ler A Hora da Estrela e concluir que as conclusões dela fossem as únicas aceitáveis... resultado? Eu amo a Clarice Lispector... mas odeio A Hora da Estrela (livro e filme) na mesmíssima proporção...
Enfim... numa época em que O Machado (de Assis) tem estado tão presente na minha vida... por motivos que não são da conta de ninguém e por ser uma das indicações do meu próximo vestibular (Contos Fluminenses)... eu sou "obra do Machado":

"Memórias póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis

Ok, você não é exatamente uma pessoa fácil e otimista, mas muita gente te adora. É possível, aliás, que você marque a história de sua família, de seu bairro... Quem sabe até de sua cidade? Afinal, você consegue ser inteligente e perspicaz, mas nem por isso virar as costas para a popularidade - um talento raro. Claro que esse cinismo ácido que você teima em destilar afasta alguns, e os mais jovens nem sempre conseguem entendê-lo. Mas nada que seu carisma natural e dinamismo não compensem.
"Memórias póstumas de Brás Cubas" (1881) é considerado o divisor de águas entre os movimentos Romântico e Realista. Uma das expressões da genialidade de Machado de Assis (e de sua refinada ironia), há décadas tem sido leitura obrigatória na maior parte das escolas e costuma agradar aos alunos adolescentes. Já inspirou filme e peças de teatro. É, portanto, um caso de clássico capaz de conquistar leitores variados. Proezas de Machado.

Rótulos x Leitores (ou vive-versa)!

É comum vermos os quadrinhos incluídos numa sub-categoria de leitura e as pessoas que gostam de quadrinhos acabam sendo rotuladas pelos que se consideram “reais leitores” devido às suas escolhas mais “qualitativas e quantitativas”.
Recentemente fiz um trabalho em que o gênero deveria ser trabalhado na modalidade EaD e fiquei surpresa em ver a variedade de temas que o defendem como difusor do hábito leitor, o que é pura verdade, quem lê quadrinhos lê qualquer outro gênero literário, mas sem abandonar as raízes...
Também estão disponíveis para download alguns editores virtuais de HQs, o que é excelente para exercitar a escrita e a criatividade!
Nos EUA alguns rótulos são (sempre) um pouco mais extremistas... basta reparar que são os nerds que adotam essas leituras...
Seja lá qual for a postura em relação ao assunto, acho bem improvável que, vendo esse vídeo, não seja sentido pelo menos um certo "ímpeto em começar”!

segunda-feira, outubro 12, 2009

Mamma Mia!

Não vejo nenhuma graça no "Abba teens" (pudera, sou da geração intermediária!) exceto que, como em trilhas de tantos outros filmes, possam contribuir para divulgar o trabalho dos originais... as mocinhas não assumem a permanente, o que é típico da "geração chapinha"...
Agora voltando ao filme, a Amanda Seyfried cumpriu naturalmente o papel dela!
A Meryl Streep convincente como sempre e o Colin Firth nem precisa cantar... adoro o cara!


(Cameron Gray)

Trechos de The Winner Takes It All (Abba)...

Eu não quero conversar
Sobre as coisas que nós passamos
Agora é passado
Eu joguei todas as minhas cartas
Não há mais nada a dizer
Nenhum ás a mais a jogar


Eu estava em seus braços
Achando que ali era meu lugar
Eu achava que fazia sentido
Construindo uma cerca, um lar
Achando que seria forte lá


Mas fui uma tola
Jogando conforme as regras
Os deuses podem jogar um dado
Suas mentes tão frias quanto gelo
E alguém aqui embaixo
Perde alguém querido


O vencedor leva tudo
O perdedor tem que cair
É simples e está claro
Por que eu deveria lamentar?!

"Não divida sua devoção"!

Uma das amigas com o potencial mencionado queria que eu lhe emprestasse Piaf (bom... pero um brinde interminável a depressão!)...
Dia nublado... chuvoso... indiquei... Mamma Mia... é leve... despretencioso como um musical deve ser... com trilha embasada no ABBA... e com letras que incentivam você a se "bastar" (mas com diversões eventuais!)...
Salvo uma das minhas canções prediletas, que descobri ser um "ode a possessividade"...rs
(Lay all your love on me)
Não jogue fora seus sentimentos
Deixe todo seu amor comigo
Não divida sua devoção
Deixe todo seu amor comigo

Pertencer a...

Uma das maiores discussões sociais da atualidade paira sobre nossas relações, ou sobre o distanciamento que o uso exacerbado das mídias e do acúmulo de funções exercem sobre essas (im)possíveis relações...
Os monólogos mais comuns atribuem todas as culpas à agenda.... ou à ansiedade (por cumprir a agenda)... ou à depressão (por não cumprir metas pessoais que também estão relacionadas a agenda)...
Essas interrupções dos mecanismos interativos ou esse distanciamento do corpo a corpo, facilita, na minha opinião, o surgimento de uma nova classe de pessoas... os megacarentes...
Observe as pessoas que te rodeiam... num grupo de 6, pelo menos a metade precisa da atenção direta de alguém...
Ser amigo... remete a uma obrigatoriedade padrão de abrir mão do que consta na agenda para ouvir os distintos comentando repetidamente suas aflições... tem gente que não quer que sua atenção seja dividida... aquela amiga que faz as suas unhas nos momentos eventuais, surta se uma profissional te tocar... tem aquela que não tem boa empregabilidade para as finanças e acha que tem que te presentear o tempo todo com algo... e aquele que precisa de elogios diários, mesmo os deprovidos de sinceridade...
Os tempos aparentam total autonomia... mas não é bem o que vejo por aí!

segunda-feira, outubro 05, 2009

Pela música e pelo contexto...

Consultas ortográficas...

Estou longe de me familiarizar com o novo Acordo Ortográfico, acho que como tudo o que "parece chato no momento", vou adiar para quando não houver mais tempo, porque daí, de um jeito ou de outro, sai!
Fui escrever anti-social no post anterior... e ainda que o elemento seja o mesmo... para quem se auto-define assim há anos, ocorre uma recusa interna em virar "antissocial"... E tem tantos "antis" mais interessantes que também serão modificados... Na minha idade o "ante" não importa mais... sofra a alteração de for...
São muitas as opções de dicionários online para consultar, mas em caso de pânico sempre uso o Priberam que conta com a opção de analisar a grafia antes e depois do citado acordo.

Interações familiares...

Desde o final da última semana, eu tenho recebido alerta de infecção nos canais respiratórios... e depois de um final de semana de adoecer "gente sã"... estou prostrada na frente do micro... febril e esperando que meu corpo e mente sigam comandos voluntários (definitivamente mais afoitos aos involuntários)...
É comum, dada a minha exacerbada carga expressiva, algumas pessoas duvidarem da veracidade de alguns fatos narrados... Como se fosse uma prática narrativa fictícia ou algo aproximado...
A Vandinha é considerada uma pessoa estranha, cética e pouco sociável... algo bem próximo de como eu sou considerada no assustador seio familiar... ela é tão ficitícia quanto a imaginação dos seus criadores permitiu... e se fizer alguém mais feliz talvez as minhas considerações também sejam...
Depois de longos anos de separação e de permanência conjugal com um outro elemento, alguém da sua família, de grau de parentesco 1, resolve oficializar a união... e reunir familiares em ambientes para sociáveis... sua primeira reação é buscar a rota de fuga mais próxima... mas dado o grau de parentesco, fica inviável concluir seu plano...
Daí você se vê obrigada e passar um dia (inteiro!) com a única pessoa da família que é mais estranha e mais anti-social que você... e com a única que você despreza em todos os aspectos... sabendo desde já que o volume, os assuntos, os gestos e as interações na sua mesa serão os mais vergonhosos e vexatórios dentre todos...
E foram... e não vou enunciá-los aqui, porque isso fará com que eles durem mais do que eu preciso... mas é por esses momentos e essas certezas... que o rótulo de "estranha" ainda é mais apreciado do que o de "simpática"!

domingo, setembro 27, 2009

Fan Made

Recomendação: In Dreams

Como muitos títulos, aqui no Brasil, recebeu o nome de "A Premonição" e apesar de ser de 1999, não perdeu a "qualidade temporal" (que eventualmente se nota em filmes revistos da década passada)...
Uma mulher tem premonições confusas quando sonha e acaba se conectando mentalmente a um outro sonhador (repare na atuação do desvairado juvenil e adulto, no caso, Robert Downey Jr)!
Nas elaborações oníricas o filme faz várias menções a maçãs e um certo conto... detalhe a sonhadora é escritora e reedita contos infantis... as ilustrações e a evidência cromática reforçam a qualidade visual dos sonhos...
Entre tudo o mais... a trilha também é de qualidade!
Detalhe fora do contexto: O marido dela, protagonizado pelo Aidan Quinn, deveria ganhar o troféu "mulheres sinistras"... Já foi casado/namorou com psicóticas, desmemoriadas, bruxas, fantasmas... esse deve encarar qualquer uma (mesmo)!

Má interpretação...

Dia desses eu encontrei uma conhecida e daí papo vai, papo vem, perguntou se eu estava casada (todas as "ausentes" me perguntam isso primeiro!), quando anunciei a minha declarada intenção de permanecer "a solteira" (obrigada!)... de repente, a dita, que é solteira pelos motivos dela, começou a alisar o meu ombro e escorregar os dedos pelo meu braço (sinal errado querida!)... Eu andando para trás e ela avançando pra frente!!!
Num dos cursos que faço, como todos os que envolvem educação, a presença é quase maciçamente feminina, e pelo porte de algumas sempre rola uma brincadeira interna de quem faz parceria com quem... as pessoas tem idéias preconcebidas sobre certas intenções e decisões pessoais... sempre ouço o seguinte argumento: "é homem, tem mais de 35 e está solteiro", "normal não é"!!!
Os homens recebem o estigma de anormais e as mulheres, que antes eram apenas coitadas... agora também foram incluídas em gêneros sexuais conflitantes!
Eu sempre encarei com naturalidade todo tipo de amizade, e acho comum colegas dormirem aqui por um motivo ou outro... mas quando vejo a cara dos meus vizinhos quando observam que estamos rindo (o que é sempre!), tenho certeza que adicionam mentalmente um grau de intimidade que difere do real...
Tenho recebido convites claros e disfarçados para compor "certas parcerias"... o que significa que romper com certos padrões convencionais, dá abertura para todo tipo de anti-convencionalismo... veja bem, não é preconceito... mas se e quando rolar, vai ser por escolha minha, não por ter sido encostada (sucessivamente) na parede!

domingo, setembro 06, 2009

Bendita genética!!!!!






E maldito H.J.R. que furta cds e livros alheios!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Alterações drásticas...

No ponto anteriormente citado, a permanência das palavras acaba sendo inofensiva... Pero em outros...

O mesmo site que divulgou a postura de uma certa apresentadora diante da evidência de um erro gráfico de sua rebenta, usou o termo "diferência" (diferença) na legenda de uma foto... (Somos bem mais assertivos, aos erros alheios!)

E também postou algo relacionado a tatuagens e arrependimentos, dentre os quais, citam o moço da foto, que trocou o amor eterno por uma tal Winona (Forever) por Wino (Forever)... no caso dele, a ruptura foi um pouco menos dolorosa que a da maioria... e se não há amor... que haja bebida... pra sempre!!! (Certo ele!)

Top 10/Parte I - As letras da minha vida...


Nunca neguei o meu apego às palavras (às roupas pretas, aos cabelos avermelhados e olhos esverdeados, a certas companhias, a boas conversas, às músicas que eu costumo ouvir, a belas paisagens, a obras artísticas (dentre as minhas considerações do que seja arte), etc) ... às vezes, vem alguém e ordena elas de forma certeira e ainda que o dito, não tenha sido meu, acabo incorporando... tem letras que não me abandonam nunca mais e que não precisam de esforço algum para serem revisitadas.

A ordem é totalmente aleatória e é claro, que delimitar isso em 10 seria impossível... daí a consideração em partes... tem tanta gente que usou as palavras de forma tão eficaz, taí o Roberto que não me deixa mentir e o Renato que não está mais por essas bandas... Sem contar o Chico que precisaria de um top exclusivo!

Eu sei que é pra sempre
Enquanto durar
E eu peço somente
O que eu puder dar...
(Porque Eu Sei Que É Amor - Titãs)

Eu presto atenção
No que eles dizem
Mas eles
Não dizem nada...
(Toda Forma de Poder - Engenheiros do Havaí)

Quem vive, mente
Mesmo sem querer, mesmo sem querer
E fere o outro,
não pelo prazer
Mas pela evidente razão, sobreviver
(Agora eu sei - Zero)

A noite é muito longa,
Eu sou capaz de certas coisas
Que eu não quis fazer.
Será que alguma coisa,
Nisso tudo, faz sentido?
A vida é sempre um risco,
Eu tenho medo do perigo.
(Lágrimas e chuva - Kid Abelha)

Essa vida é jogo rápido
Para mim ou pra você
Mais um ano que se passa
Eu não sei o que fazer
(Envelheço na cidade - Ira)

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...
(Epitáfio - Titãs)

Vejo o programa
Que não me satisfaz
Leio o jornal que é de ontem
Pois prá mim, tanto faz
Já tive esse problema
Sei que o tédio
É sempre assim
Se tudo piorar
Não sei do que sou capaz...
(Tédio - Biquini Cavadão)

Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura
(Caçador de mim - Milton Nascimento)

Eu vim!
Vim parar na beira do cais
Onde a estrada chegou ao fim
Onde o fim da tarde é lilás
Onde o mar arrebenta em mim
O lamento de tantos "ais"...
(A Paz - Zizi Possi)

Sei que não sou santa
Às vezes vou na cara dura
Às vezes ajo com candura
Pra te conquistar
Mas não sou beata

Me criei na rua
E não mudo minha postura
Só pra te agradar
(Garganta - Ana Carolina)

domingo, agosto 30, 2009

Portal das curiosidades...


Sempre gostei dessa imagem... e sempre achei falha a suposição de que mulheres enxergam só a idosa e que homens só visualizam a moça (digo, sem ajuda!)... é muito genérico... e apesar de um livro famoso sugerir que eu tenha "um cérebro masculino"... eu sempre enxerguei ambas!
(Clique na imagem para acessar a fonte e outras possibilidades!)

Por outro lado...

Uma maneira apontada para evitar (ou adiar) doenças cerebrais degenerativas, é fazendo uso do cérebro, e vale até preencher cruzadinhas (não as de nível muito elementar, porque daí não há esforço algum)...

Outras proposições mentais...


Nunca terei certeza, se a morte dos neurônios, no meu caso, tem relação com a idade, os excessos ou é de ordem degenerativa (tipo com o que ocorre com os músculos do meu antebraço!)...

Todo mundo acha de ofensivo a kamikase, eu querer fazer "tudo ao mesmo tempo agora"... entretando, eu observo que as pessoas, também sofrem os mesmos danos de rapidez e lógica mental, em esquemas mais ociosos do que os que eu enfrento no momento...

Vale a pesquisa!
Sérios problemas mentais...

Uma amiga comentou comigo sobre aspectos abordados num programa global de sexta à noite... o tema central era "medo", e após responder uma enquente, quem levantasse, dentre os propostos, de três medos "graves" a qualquer denominador maior... deveria procurar ajuda médica... a dita somou quatro medos, e reconhece o exagero e os riscos disso...

Não tenho medos exagerados, tenho medos, meus medos provocam eventuais reações físicas, mas não me paralizam, nem são em número maior do que o apontado como "caso médico".

Mas essa contagem me fez considerar outras questões - numéricas, mentais - e de causa orgânica e indeterminada. Segue a minha contagem:

Problema mental 1: Dentre qualquer pessimista conhecido, eu devo ser um “caso de estudo”, pois inicialmente acho o que for impossível e posteriormente, acho inviável... Tenho que me convencer dos resultados alcançados, mesmo quando impressos em dados e números...

Problema mental 2: Não importa que eu tenha conhecimento de que antecipar problemas e possíveis soluções, seja não só inútil, quanto um gasto desnecessário de energia... mas eu ocupo o meu tempo mental ocioso, com isso, o tempo todo!!!

Problema mental 3: Vai ser difícil eu assumir um relacionamento de mais de uma semana, se no primeiro contato já idealizo todos os sacrifícios e contatos que um
dia serão integralizados!

Problema mental 4: Não consigo me desfazer de coisas escritas, por mim ou pelos tantos remetentes das três últimas décadas...

Problema mental 5: Tenho uma certa obsessão numérica, se eu me distrair na sua presença, tenha certeza de que estou contando mentalmente algo do entorno... e só saio da cama, se os dígitos do relógio somarem um número que me seja “favorável”...

Já que os números são infinitos... acho bom eu parar no cinco... ainda que não seja um dos “numericamente aceitáveis”!

quarta-feira, agosto 12, 2009

Outros namoros entre papel... e o que for...

Retrato de Jackson Rathbone - o Jasper de Crepúsculo (e afins)

Foram inúmeras as minhas incursões pelo campo das Artes, frustradas, já que como boa geminiana o meu desapego surge quase na mesma velocidade das minhas intenções...

Não tenho um quadro, de ninguém, em casa... não finalizo aspectos decorativos, até porque não tenho como decidir definitivamente entre tantas opções...

Comprei novos materiais e vou recomeçar a brincadeira... quem sabe!

Namoro entre papel e película...

Num moviebox disponibilizado pelo Telecine, o ator Daniel de Oliveira emprega adequadamente os termos acima e as intenções dos leitores e telespectadores... pena que em "termos literários" os HQs são sempre um tanto desprezados (aproveite a deixa e dispense o comentário perdido no post!)...

Fenômenos estranhos...

Sempre que durmo em horários alternativos acabo sonhando com coisas estranhas que me tiram do eixo durante o toque de despertar... enquanto estou sonhando tenho plena consciência de que:
A) É um sonho...
B) Daria uma boa história....
C) Assim que acordar vou ter apenas uma vaga percepção de que deveria lembrar dele...
Os mesmos horários alternativos acabam me deixando, em horas insuspeitas, defronte ao micro... e um dos meus companheiros de jornada, demonstra vídeos de outrora e desmistifica muito do que eu imaginava sem visualizá-los (uma inversão dos meus sonhos)...
Sempre considerei que a Kate Bush tinha (confrontei outras após a fase adulta) uma das vozes mais etéreas que eu poderia ouvir... mas daí vem o cidadão abrindo caminhos para uma certeza... ela é totalmente de outra dimensão...

domingo, agosto 09, 2009

O que seria de um filme (ou da vida) sem uma trilha decente ?!
... é o que faz certas sensações perdurarem...


P.S. I Love You (Music from the Motion Picture)


P.S. I Love You - John Powell
A imagem é do filme Lembranças de um Verão, e por uma série de questões, não relacionadas ao filme.. mas a contatos e conversas, acabei pensando em verões passados... O elemento norteador do filme é que você é o resultado das suas escolhas, deve estar aberto ao que o futuro possa trazer e é definitivamente marcado pelas primeiras vezes... pelas coisas que servirão de comparação quando você experimentar similariedades...

Tem coisas que lembramos abruptamente e outras que nos forçam a lembrar... como recados numa tela qualquer com impressões que não se assemelham mais... acabei de ler uns posts do meu blog antigo, e eu reconheço algumas sensações, mas não me reconheço mais ali... e essa volubilidade (pode ser adaptabilidade!?) é um tanto frustrante... quem serei amanhã?

Tem outro aspecto a se considerar, insistir em vivências diferenciadas, me(nos) tornaria diferente(s)? Ou é apenas uma outra trajetória para uma mesma destinação? Se eu não sentasse sempre no fundo... se escolhesse como amigas as garotas de cor de rosa... se investisse em quem me queria e não apenas nos que eu quis... se não burlasse todos os esquemas socias e familiares... se insistisse nas minhas primeiras impressões profissionais... se não tivesse um perfil tão crítico frente ao que produzo... se não idealizasse tanto sobre algumas pessoas... se favorecesse todos os contatos e retornos... se fosse mais obrigada e menos respeitada pelos meus pais... se tivesse dito mais "sins" (ou apenas um em particular)... eu estaria aonde agora?

Veja bem, não estou processando arrependimentos, só questionando se o meio é mesmo tão implacável quanto defende alguns estudiosos e se nossas personalidades não são o aspecto mais determinante da nossa formação...

Ao analisar um filme e discutí-lo com alguém, várias variantes são consideradas, mas normalmente chega-se a um denominador comum.

Mas com a vida não é bem assim...

sexta-feira, agosto 07, 2009

Relações...


Nesse filme, (que também tem o Gerard Butler) Harrick Connick Jr (que também participa de alguns episódios de Will & Grace) faz uma dessas pessoas genuínas, que só são perdoadas por serem essencialmente verdadeiras (consigo e com os demais).
Todos os vídeos referentes ao filme tiveram a incorporação desativada, mas vale o click para ver o momento karaokê (o link da imagem tem versão diferente) do casal de protagonistas, que é ótimo, dentre muitas coisas ótimas do filme!

Algumas séries do canal Sony (como Will & Grace, uma das minhas favoritas) tratam com louvor da questão "desvirtuamento de valores"... demonstrando pessoas, que independente de seus cotidianos e das escolhas que façam na vida, são insuperáveis na maneira como encaram todas as regras sociais (e demais quesitos obrigatórios) e nas vantagens que obtém sobre o restante da humanidade.
Acho que, além dos elencos escolhidos e dos diálogos com roteiro certeiro, elas atraem tanto, porque na realidade muitos de nós pensam e gostariam de agir da mesma forma (principalmente os com discurso hipócrita afirmando o contrário)!
E que quem nunca teve seu momento Karen Walker, me contrarie...

?

Ontem foi o Dia Mundial da Paz, fan-tás-ti-co... tem dia de tudo quanto é coisa... e nenhuma "aplicabilidade útil" ... o que será que deve ser feito para registrar "Dias úteis e/ou verdadeiros"... como :
Dia Mundial da Indiferença
Dia Obrigatório da Bebedeira (para esquecer)
Dia Universal dos Sem Perspectiva
Dia Nacional das Piadas Sem Graça (paralelo ao Das Pessoas Desocupadas)
Dia Internacional dos Deprimidos
...
E de outras coisas que tenham relação com os nossos dias!

quarta-feira, agosto 05, 2009





Momentinho hormonal...

Com um desse, você encararia qualquer deformidade facial e qualquer esquisitice social... dispensaria mensagens do além e amigo irlandês... e ainda descartaria os outros 299 espartanos!

terça-feira, agosto 04, 2009

Não é totalmente o "meu perfil"... E não costumo esperar (em demasia!) por algo ou alguém... mas gostei da canção e das imagens (sem cores!), que o responsável diz ser em homenagem ao seu desenhista favorito
Ariel Fajtlowicz.

Espero (Pato Fu)


Dizem que não sirvo pra gostar de ninguém
Que não faço nada que não seja pro meu bem
Falo coisas de mau gosto

Não posso evitar
E há quem mesmo vire o rosto
Ao me ver chegar
É difícil respirar sem você

Não,
Ela só quer
Que eu goste,
Algum lugar
De ser má,
E o que ela não
Mas sorrir pra que?
Vá se lembrar
Espero, espero
...

(Já vai longe o tempo
Mas te espero
Um dia pode ser
Talvez eu volte a ver
Todas as cores que fugiram junto com você
Eu só digo a quem me pede

Que eu tenha um bom coração
Que me dê uma razão
É difícil respirar sem você

Não,
Ela só quer
Que eu goste,
Algum lugar
De ser má,
E o que ela não
Mas sorrir pra que?
Vá se lembrar
Espero, espero

Já vai longe o tempo)

(Composição: John Ulhoa)

Permanências...

Já fui o tipo de pessoa que saía de casa com uma máquina fotográfica a tiracolo, que registrava muito mais paisagens que pessoas, sempre evitando que ao reter rostos eu tivesse que favorecer alguma reciprocidade...
Também já fui do tipo que ao emprestar algo para alguém, confiava plenamente no conceito "vai e volta"... foi assim que a minha segunda máquina foi e nunca mais voltou...
Já condicionei o meu tempo aos meus relógios de pulso... até excluí-los com marcas e até não restar marca alguma... e ainda assim "o tempo não pára"... (acho que esse acento caiu, assim como muitos dos meus hábitos!)
Por um certo período eu simulei uma vaidade e uma sociabilidade totalmente forçadas que serviram a meus intentos... talvez eu deva estabelecer os novos...
Por um período dosado eu acreditei que amor era algo incondicional, e que não importava se você o recebia ou o doava em porções discrepantes...
Acreditei que minha memória iria reter tudo o que fosse significante e que bastaria uma visita ao meu arquivo mental para que o que fosse estivesse à minha disposição...
Acreditei que não importava tudo o que fosse terminantemente horrível, desde que a vista de um campo sob a chuva ou uma visita a algum museu me inundasse de beleza...
No passado eu aceitava e respeitava bem mais, quaisquer argumentos alheios, mesmo os que eu já previa como ilógicos...
Fazia a manutenção das minhas amizades com muito mais afinco (não pude evitar o termo que me persegue!)...
Não dormia quase nada e não sentia falta... talvez de sonhos e pesadelos... e até eles eram bem mais complexos que os atuais...
Qual o motivo do desafabo temporal?
Quem disse que preciso de motivos!?
Além do fato de eu ter ficado p... por lembrar o nome de uma obra cuja imagem eu queria, e pela primeira vez na vida, a internet ter frustrado a minha pesquisa... Em 1900 e bolinha a obra estava na Pinacoteca (na verdade, uma instalação!), e na minha última visita, não estava mais... assim como o nome.. virou "Fumaça" e sumiu... e mesmo o acervo sendo passível de pesquisas... quem disse que eu lembro o nome do distinto que a idealizou...
Num episódio de Friends, a Rachel define o tempo em 3 possibilidades:
O outrora
O colonial
O agora
Acho que a idade descomplica muito... mas por outro lado...